Nova resolução otimiza transporte de componentes eólicos

08/10/2015

 A portaria número 1.496, de 6 de outubro de 2015, determina mudanças quanto ao transporte de pás eólicas em rodovias federais. O pedido feito pela Secretaria de Infraestrutura da Bahia (Seinfra) ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) é uma antiga reivindicação, e foi atendido para melhorar a eficiência dos transportes dos componentes eólicos. A divulgação da nova resolução foi feita no Diário Oficial da União, nesta quarta-feira (7).

 Pás eólicas acima de 50 metros e com até 70 metros de comprimento agora podem ser transportadas com escoltas privadas, contando apenas com a supervisão da Polícia Rodoviária Federal (PFR). Anteriormente a escolta da PRF era obrigatória, e dificultava a logística dos equipamentos, pois dependiam da disponibilidade de agentes rodoviários federal.

  A presença da PRF em áreas que necessitam de interdição de pista, como em curvas ou pista oposta, ainda se faz necessário, e os policiais vistoriam e auxiliam a operação. A regra para transporte de pás até 50 metros continua a mesma e também não exige escolta especial, podendo ser realizada por empresas devidamente credenciadas pelos órgãos competentes.

 O secretário da Infraestrutura, Marcus Cavalcanti, afirma que a mudança traz muitos benefícios. “Tratava-se de uma antiga solicitação do Governo do Estado e fomos atendidos pelo DNIT, Ministério Público e Governo Federal de modo satisfatório, permitindo economia para as empresas e mantendo a segurança no transporte”, afirmou o gestor.

Curiosidades: Logística

 Para realizar o transporte de uma torre eólica é necessário 12 viagens, que normalmente é feitas em seis dias. A distância percorrida entre Camaçari e Caetité de 627 quilômetros exigem então 72 dias para que o transporte de uma torre seja realizado por completo. Se componentes da torre vieram de outro estado, a exemplo de Sorocaba, interior de São Paulo para Caetité, o transporte leva cerca de 10 dias. Em fase de conclusão, o maior parque da Bahia, que ocupa três áreas - Pajeú, Brejinho das Ametistas e Igaporã – contará com 265 torres eólicas. Ainda serão transportadas para a região 160 torres.

Fonte
Ascom/Seinfra