17/08/2007
A Coordenação de Educação Indígena da Secretaria da Educação (SEC) reuniu quarta-feira e ontem, no Instituto Anísio Teixeira (IAT), 20 formadores e monitores para discutir e planejar o Curso de Magistério Indígena, que será ministrado no mês de setembro para formação de 115 professores indígenas, em nível médio.
As discussões visam operacionalizar os módulos V e VI do curso - quatro módulos foram realizados ano passado. Esses professores darão aulas em Paulo Afonso, Itabuna e Eunápolis.
A reunião serviu também para a discussão da ementa do curso, cujos assuntos devem considerar a realidade das comunidades indígenas, as especificidades culturais, de caracterização da língua, dos modos de trabalho e da responsabilidade de preservação territorial.
A coordenadora de Educação Indígena, Rosilene Cruz Tuxá, falou da importância de trabalhar os instrumentos de avaliação desses professores e definir as melhores formas de lhes prestar monitoria.
`O currículo desses cursos deve estar voltado para a cultura indígena. Eles precisam subsidiar uma escola que ensine a partir do local onde está, para que também a aldeia como um todo participe da gestão dessa escola`, explica Tuxá.
‘Indígenas abandonaram sua língua`
A pesquisa é importante também para recuperar fragmentos das línguas indígenas. O processo de colonização mais violento que ocorreu nos estados do Nordeste forçou milhares de indígenas ao abandono de suas línguas e práticas culturais.
`Não há tribos na Bahia que falem suas línguas originais. Todos falam português. Podemos verificar expressões de `português tuxá` ou de `português pataxó, mas não encontramos línguas intactas`, lembra o formador do curso de magistério e professor da Uneb, Francisco Guimarães.
Fonte: Diário Oficial
17/08/07
As discussões visam operacionalizar os módulos V e VI do curso - quatro módulos foram realizados ano passado. Esses professores darão aulas em Paulo Afonso, Itabuna e Eunápolis.
A reunião serviu também para a discussão da ementa do curso, cujos assuntos devem considerar a realidade das comunidades indígenas, as especificidades culturais, de caracterização da língua, dos modos de trabalho e da responsabilidade de preservação territorial.
A coordenadora de Educação Indígena, Rosilene Cruz Tuxá, falou da importância de trabalhar os instrumentos de avaliação desses professores e definir as melhores formas de lhes prestar monitoria.
`O currículo desses cursos deve estar voltado para a cultura indígena. Eles precisam subsidiar uma escola que ensine a partir do local onde está, para que também a aldeia como um todo participe da gestão dessa escola`, explica Tuxá.
‘Indígenas abandonaram sua língua`
A pesquisa é importante também para recuperar fragmentos das línguas indígenas. O processo de colonização mais violento que ocorreu nos estados do Nordeste forçou milhares de indígenas ao abandono de suas línguas e práticas culturais.
`Não há tribos na Bahia que falem suas línguas originais. Todos falam português. Podemos verificar expressões de `português tuxá` ou de `português pataxó, mas não encontramos línguas intactas`, lembra o formador do curso de magistério e professor da Uneb, Francisco Guimarães.
Fonte: Diário Oficial
17/08/07