Recuperação regional sobre dezembro é desigual

08/05/2009
A recuperação regional da indústria foi bastante díspar depois da queda brutal registrada em dezembro de 2008 - mês que passou a ser considerado o fundo do poço da crise econômica. Na média, a produção brasileira de março foi 4,8 % maior que a dezembro, mas a média embute desde uma queda de 8,4% no Amazonas, até três Estados com altas superiores a 10%: Bahia, com mais 13,5%, Paraná com 11,6%, e Minas Gerais com aumento de 11,5%, em série com ajuste sazonal divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na mesma comparação, 10 dos 14 locais pesquisados registraram, em março, produção superior a de dezembro.

Já a evolução do primeiro trimestre de 2009 frente ao quarto trimestre de 2008 - também na série que desconta fatores sazonais - apontou recuo em todos os locais investigados, com exceção do Paraná (1,5%). Olhando para o primeiro trimestre de 2009 e o último de 2009, reduziram o ritmo de queda Espírito Santo (de -21,1% para -13,4%), Paraná (de -4,4% para 1,5%), Minas Gerais (de -16,5% para -10,9%) e Bahia (de-8,5% para -3,5%), com ampliação de perdas no Rio (de -4,4% para -7,3%), Amazonas (de -7,3% para -9,7%) e São Paulo (de -8,1% para -8,9%).

Em relação a fevereiro, a produção industrial avançou em 8 das 14 regiões pesquisadas. Bem acima da média nacional (0,7%), ficaram Rio (5,4%), Pernambuco (5,1%) e Minas (3,4%), Pará e Ceará (ambos com 1,5%) e São Paulo (1%).

O desempenho da indústria paulista na comparação com março de 2008 mostra queda de 10,5%, com retração em 15 das 20 atividades pesquisadas, com destaque para material eletrônico e equipamentos de comunicações (-59,8%), máquinas e equipamentos (-31,8%) e veículos automotores (-15,9%). Nessas atividades, sobressaíram os decréscimos em equipamentos para telefonia celular, carregadoras-transportadoras e peças para motores e caminhões. O principal impacto positivo veio de farmacêutica (40,0%).

Especificamente sobre o Rio de Janeiro, o acréscimo de 5,4% na produção da indústria em relação a fevereiro interrompeu uma sequência de cinco meses seguidos de baixa. Em Santa Catarina, a atividade fabril expandiu-se 0,3% em março em relação a fevereiro, depois de declinar 4,4% um mês antes. No Amazonas e Bahia, houve estabilidade. Com queda na produção, aparecem Espírito Santo, com decréscimo de 4,2%, o que representa uma inversão perante fevereiro, quando houve crescimento de 8,2%, bem como Paraná (-2,3%), Goiás (-1,1%) e Rio Grande do Sul (-0,9%).

Perante março de 2008, a maioria das regiões investigadas pelo IBGE verificou diminuição na produção (13 entre 14). A exceção coube ao Paraná, onde a atividade das fábricas avançou 4,1%. `Edição e impressão (155,9%) exerceu a contribuição mais importante sobre a formação da taxa geral, pelo aumento de encomendas de livros brochuras ou impressos didáticos`, comentou o IBGE. No primeiro trimestre de 2009 em relação a igual intervalo de 2008, verificaram contração na produção abaixo da média nacional (-14,7%) Espírito Santo (-31,6%), Minas Gerais (-24,4%), Amazonas (-19,4), Rio Grande do Sul (-16,9%) e São Paulo (-15,1%).

Fonte: Valor Econômico.

Em 8/05/2009.