28/08/2007
Ialorixás, babalorixás, filhas e filhos-de-santo de vários terreiros da Bahia lotaram ontem o auditório da Casa do Comércio para o Encontro das Comunidades de Terreiros pelas Águas, promovido pela Superintendência de Recursos Hídricos (SRH) do governo estadual.
Com a bênção dos orixás e a partir das experiências herdadas dos seus ancestrais, eles buscaram inspiração para discutir como a defesa das fontes sagradas de água pode ser traduzida em políticas públicas.
Divididos em quatro grupos, debateram a água como elemento sagrado, a recuperação e o resgate das fontes sagradas, a identificação e manutenção das fontes públicas e a água como elemento de sobrevivência.
No final do evento, as discussões e demandas dos terreiros em torno da água, que tem uma importância especial para os povos-de-santo, embasarão a construção coletiva da arte pelas águas.
O documento servirá de base para a elaboração de políticas públicas sobre o tema na Conferência Estadual de Meio Ambiente, que acontece em março de 2008.
Antes da abertura do encontro, os pais e filhos-de-santo fizeram reverência aos orixás. A cantora Rosa Amélia saudou Oxum (deusa das águas doces) e outros orixás, a exemplo de Oxalá e Omolu.
‘Carta pelas Águas` - A equede Sinha, do Terreiro da Casa Branca, em Salvador, e coordenadora do Intecab, fez a saudação inicial, agradecendo aos seus ancestrais, antepassados, caboclos, orixás e outras entidades pelo momento, que considerou único e especial.
`A gente cultiva a natureza e começa a cultuar a água como um orixá, um encantado. Esse encontro reúne as irmandades de todas as nações`, disse Sinha.
A intenção, segundo ela, é tirar a Carta pelas Águas. `Vamos pedir a todas as entidades, em quem a gente acredita, tenha o nome que tiver, que nos abençoem`, conclamou.
Ponto de partida
Este é o primeiro dos nove encontros que serão realizados em várias partes do estado nos meses de setembro e outubro, reunindo também povos dos campos, crianças, jovens, mulheres, quilombolas, indígenas, empresários, pescadores e marisqueiras.
Fonte: Diário Oficial
25/08/07
Com a bênção dos orixás e a partir das experiências herdadas dos seus ancestrais, eles buscaram inspiração para discutir como a defesa das fontes sagradas de água pode ser traduzida em políticas públicas.
Divididos em quatro grupos, debateram a água como elemento sagrado, a recuperação e o resgate das fontes sagradas, a identificação e manutenção das fontes públicas e a água como elemento de sobrevivência.
No final do evento, as discussões e demandas dos terreiros em torno da água, que tem uma importância especial para os povos-de-santo, embasarão a construção coletiva da arte pelas águas.
O documento servirá de base para a elaboração de políticas públicas sobre o tema na Conferência Estadual de Meio Ambiente, que acontece em março de 2008.
Antes da abertura do encontro, os pais e filhos-de-santo fizeram reverência aos orixás. A cantora Rosa Amélia saudou Oxum (deusa das águas doces) e outros orixás, a exemplo de Oxalá e Omolu.
‘Carta pelas Águas` - A equede Sinha, do Terreiro da Casa Branca, em Salvador, e coordenadora do Intecab, fez a saudação inicial, agradecendo aos seus ancestrais, antepassados, caboclos, orixás e outras entidades pelo momento, que considerou único e especial.
`A gente cultiva a natureza e começa a cultuar a água como um orixá, um encantado. Esse encontro reúne as irmandades de todas as nações`, disse Sinha.
A intenção, segundo ela, é tirar a Carta pelas Águas. `Vamos pedir a todas as entidades, em quem a gente acredita, tenha o nome que tiver, que nos abençoem`, conclamou.
Ponto de partida
Este é o primeiro dos nove encontros que serão realizados em várias partes do estado nos meses de setembro e outubro, reunindo também povos dos campos, crianças, jovens, mulheres, quilombolas, indígenas, empresários, pescadores e marisqueiras.
Fonte: Diário Oficial
25/08/07