Semarh capacita técnicos para restaurar as florestas no estado

03/09/2007
Com o objetivo de discutir e traçar estratégias de reflorestamento na Bahia, e promover a capacitação de técnicos para os editais do programa Floresta Bahia Global, a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) promoveu, hoje (31), o Treinamento sobre Restauração Florestal. O evento aconteceu no auditório da Secretaria da Infra-Estrutura (Seinfra) com a participação de técnicos da Diretoria de Áreas Florestais (DAF), da sociedade civil e das universidades, que desenvolvem trabalhos nas áreas de recuperação de matas ciliares e restauração da cobertura florestal.

De acordo com o superintendente de Biodiversidade, Florestas e Unidades de Conservação (SFC), Marcos Ferreira, o diálogo entre equipe técnica, sociedade civil e universidades é essencial para o fortalecimento do Programa de Restauração Florestal. `Esse contato mostra que é possível construir políticas públicas na área ambiental`, afirmou. O programa Floresta Bahia Global foi criado para minimizar os efeitos das mudanças climáticas no planeta, a partir da recuperação ambiental de áreas degradadas do estado.

Jorge Veloso, responsável pela ONG Água Boa, veio de Valença, no baixo sul do estado, só para o treinamento. `Esse encontro é uma oportunidade para nivelar o conhecimento técnico e trocar experiências com outros participantes`, avaliou.

Na palestra sobre restauração da Mata Atlântica, o professor da Universidade Federal de Lavras (UFLA), Antonio Cláudio Davide, defendeu o manejo da bacia hidrográfica do São Francisco, que possui 649.000 km e abriga uma formação vegetal de 84% de caatinga e cerrado e 16% de mata de transição.

Recuperação Durante a explanação, o professor Davide deu algumas dicas para os técnicos recuperarem as áreas florestais degradadas, como conhecer bem o bioma onde se está trabalhando, os rios da área, as espécies que ocorrem naturalmente nas matas ciliares. Outra importante dica dada pelo professor foi a de planejar, com antecedência, a colheita de sementes e a produção de mudas. `Defendo, também, a plantação de espécies nativas e exóticas nas áreas degradas, pois elas irão aumentar a biodiversidade do local`, enfatizou.

Fonte: Agecom 31/08/07