Em busca do conhecimento. VII Mostra Científica e Cultural e da V Jornada de Iniciação Científica

04/10/2007
Centenas de crianças e adolescentes tiveram ontem uma oportunidade para se divertir e ao mesmo tempo mergulhar no mundo da ciência. Eles participaram da VII Mostra Científica e Cultural e da V Jornada de Iniciação Científica, realizadas na Escola Bahiana de Medicina, no Cabula. O evento apresentou 350 projetos de pesquisa para os estudantes universitários, mas abriu espaço para alunos da rede pública de ensino e de uma instituição beneficente.

O campus, acostumado ao vaivém de estudantes atarefados e cheios de livros de medicina, rendeu-se à curiosidade e energia infantis. Os mais animados formavam um grupo de 40 crianças soropositivas, assistidas pela Instituição Beneficente Maria Conceição Macedo (IBCM), de Pernambués. Eles ouviram informações de como manter uma boa higiene bucal e pessoal, além de saber como uma planta se desenvolve.

A primeira atividade, feita com muito empenho e alegria, foi a semeadura de uma horta medicinal. Entre mexer a terra e colocar a semente, muita festa e declarações eufóricas. Depois, foram todos lavar as mãos e ficaram sabendo a importância e a forma correta de fazer a limpeza para eliminar a maior parte das bactérias. `Eu também aprendi hoje e vamos usar este conhecimento no nosso dia a dia`, afirmou a presidente do IBCM, Conceição Macedo.

Um outro grupo, formado por alunos da Escola Estadual Governador Roberto Santos, descobriu através de quatro jogos como foi o processo de evolução do planeta Terra, da espécie humana e da biodiversidade. Alguns, apesar de estarem no segundo ano do ensino médio, sequer tinham ouvido falar em Charles Darwin e a teoria evolucionista, estabelecida no século XIX. `Hoje, vi muita coisa que na escola a gente não aprende`, revelou a estudante Lucrécia dos Santos Santana.

Apesar de não serem mais crianças, os alunos também se divertiram com os jogos infantis. Uma versão adaptada da brincadeira `tatibitatibitapopó`, na qual os jogadores em círculo são obrigados a dar continuidade aos movimentos iniciados pelo parceiro, mostrou como é importante cuidar do planeta. `Quem não mantém o equilíbrio do grupo é extinto. Da mesma forma que na natureza`, explicou a professora Flora Fernandes.

O evento foi realizado na Semana Nacional da Ciência e Tecnologia, e teve a intenção de aproximar a comunidade do conhecimento científico. Para a diretora da Escola Bahiana de Medicina, Maria Luisa Soliani, as universidades têm a missão de produzir e popularizar conhecimento. `Durante todo o ano, nós compartilhamos nossos ambulatórios médicos com pessoas da comunidade e hoje foi mais uma oportunidade de aproximá-los do que é um ambiente acadêmico`, disse Soliani.

Fonte: Jornal Correio da Bahia

03/10/07