29/10/2007
Antes vivendo exclusivamente da cultura do cacau e da pecuária, os municípios de Itagibá e Ipiaú passam a experimentar uma nova etapa de investimento, com base na mineração. Situados a 360 Km de Salvador, esses municípios, localizados no sul da Bahia, começam a sentir os benefícios do ingresso de capitais que promovem empregos, valorizam terras e imóveis , além de proporcionar a abertura de novos negócios no comércio local.
Os estudos prévios, localizaram no município de Itagibá, a maior jazida de níquel sulfetado da América do Sul, o que proporcionou os investimentos na área mineral. Para explorar esse potencial, a Mirabela Mineração, indústria subsidiária da Mirabel Nickel, vai investir R$450 milhões até março de 2008, para iniciar a implantação, em Itagibá, de exploração do níquel.
Para tanto, a empresa já tem bloqueada uma reserva de 80 milhões de toneladas com 0,62% de minério contido. A expectativa é que a produção de Itagibá aumente, em pelo menos, um terço a produção brasileira de níquel e duplique o atual valor da produção mineral baiana. Segundo a Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), a sua arrecadação mensal em royalties ficará na faixa de R$1,5 milhão a partir da produção do minério.
A expectativa da empresa é iniciar em abril de 2009 a fase operacional de seu projeto de extração de níquel nos dois municípios (Itagibá, Ipiaú), devendo produzir 160 mil toneladas/ano de concentrado de níquel a 13%. A vida útil da mina, foi inicialmente prevista para 10 anos. Mas, esse tempo de duração pode ser duplicado, afirma o presidente da CBPM, Paulo Sérgio de Noronha Fontana.
Até abril de 2009, a Mirabela irá instalar maquinário, construir 4,5 Km de estradas de acesso e uma ponte de 200 metros sobre o rio de Contas. A companhia também estuda a viabilidade de construir uma fundição no local. As análises para a fundição devem ficar concluídas até o final do ano. Segundo Noronha, só durante o período de implantação, serão gerados 9 mil empregos diretos e indiretos e, no período operacional, a partir de março de 2009, serão mantidos, ao menos dois mil postos de trabalho, além de incrementar o segmento de bens de capitais e serviços, comentou. Segundo ele, a produção de concentrados de níquel em Itagibá vai aumentar em 13% a produção brasileira, duplicando o atual valor da produção mineral da Bahia.
A exploração de minérios marca uma etapa importante na história da mineração baiana. A partir de estudos e de uma iniciativa inédita, a CBPM publicou de uma só vez, nove editais de licitação para exploração comercial de minérios em diversas regiões do estado. As oportunidades englobam zinco e chumbo, fosfato, ouro, níquel, areia silicosa, calcário, barita e talco. Um dos principais objetivos dessas concorrências é o desenvolvimento do semi-árido baiano, meta do governo Jacques Wagner. Oito das nove jazidas oferecidas estão localizadas exatamente na região do semi-árido e abrange, ao todo, 18 municípios. Além do crescimento interno, as licitações também vão permitir o aumento da participação da Bahia no cenário nacional de mineração.
Em breve, o estado vai ultrapassar São Paulo em receita vinculada à extração mineral. Em quase 35 anos de atuação, esta é a primeira vez que a CBPM, empresa vinculada à secretaria da Indústria, Comércio e Mineração, lança nove editais simultaneamente; Os recursos que serão investidos nessa área e os royalties gerados a partir deles, tornarão a companhia auto-sustentável, fato nunca alcançado desde a sua abertura. O novo planejamento estratégico para o setor permite a atração de mais novos negócios. Para o secretário da Indústria, Comércio e Mineração da Bahia, Rafael Amoedo, uma etapa importante desse processo é a inauguração do empreendimento mineiro da Companhia Brasileira de Bentonita (CBB), que começa a funcionar em Vitória da Conquista e vai produzir Bentonita ativada com minério extraído de jazida arendada pela CBPM.
Com a entrada em operação da CBB, a Bahia se torna o segundo maior produtor brasileiro de bentonita, um argilomineral utilizado em perfurações de poços e na pelotização de minério de ferro, além de servir como aglomerante de areia de fundição e auxiliar na classificação de óleos vegetais, dentre muitos outros usos industriais. `Esse projeto, cuja expectativa de funcionamento mínimo é de 50 anos, teve um investimento de R$30 milhões e vai render R$40 mil mensais de royalties para a CBPM, concluiu Amoedo.
A fase de avaliação da viabilidade econômica foi concluída e se descobriu que as reservas do mineral são muito maiores do que as estimadas inicialmente - de 47 milhões de toneladas subiram para pelo menos 74 milhões.
A Mirabela estuda a instalação de uma fundição no local, o que elevaria os gastos para além dos R$ 450 milhões programados, segundo o australiano David Chapman, gerente de operações. A fundição aumentaria o valor agregado do produto, já que seu teor de níquel saltaria de 13% para até 60%.
Fonte: Jornal Tribuna da Bahia
29/10/07
Os estudos prévios, localizaram no município de Itagibá, a maior jazida de níquel sulfetado da América do Sul, o que proporcionou os investimentos na área mineral. Para explorar esse potencial, a Mirabela Mineração, indústria subsidiária da Mirabel Nickel, vai investir R$450 milhões até março de 2008, para iniciar a implantação, em Itagibá, de exploração do níquel.
Para tanto, a empresa já tem bloqueada uma reserva de 80 milhões de toneladas com 0,62% de minério contido. A expectativa é que a produção de Itagibá aumente, em pelo menos, um terço a produção brasileira de níquel e duplique o atual valor da produção mineral baiana. Segundo a Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), a sua arrecadação mensal em royalties ficará na faixa de R$1,5 milhão a partir da produção do minério.
A expectativa da empresa é iniciar em abril de 2009 a fase operacional de seu projeto de extração de níquel nos dois municípios (Itagibá, Ipiaú), devendo produzir 160 mil toneladas/ano de concentrado de níquel a 13%. A vida útil da mina, foi inicialmente prevista para 10 anos. Mas, esse tempo de duração pode ser duplicado, afirma o presidente da CBPM, Paulo Sérgio de Noronha Fontana.
Até abril de 2009, a Mirabela irá instalar maquinário, construir 4,5 Km de estradas de acesso e uma ponte de 200 metros sobre o rio de Contas. A companhia também estuda a viabilidade de construir uma fundição no local. As análises para a fundição devem ficar concluídas até o final do ano. Segundo Noronha, só durante o período de implantação, serão gerados 9 mil empregos diretos e indiretos e, no período operacional, a partir de março de 2009, serão mantidos, ao menos dois mil postos de trabalho, além de incrementar o segmento de bens de capitais e serviços, comentou. Segundo ele, a produção de concentrados de níquel em Itagibá vai aumentar em 13% a produção brasileira, duplicando o atual valor da produção mineral da Bahia.
A exploração de minérios marca uma etapa importante na história da mineração baiana. A partir de estudos e de uma iniciativa inédita, a CBPM publicou de uma só vez, nove editais de licitação para exploração comercial de minérios em diversas regiões do estado. As oportunidades englobam zinco e chumbo, fosfato, ouro, níquel, areia silicosa, calcário, barita e talco. Um dos principais objetivos dessas concorrências é o desenvolvimento do semi-árido baiano, meta do governo Jacques Wagner. Oito das nove jazidas oferecidas estão localizadas exatamente na região do semi-árido e abrange, ao todo, 18 municípios. Além do crescimento interno, as licitações também vão permitir o aumento da participação da Bahia no cenário nacional de mineração.
Em breve, o estado vai ultrapassar São Paulo em receita vinculada à extração mineral. Em quase 35 anos de atuação, esta é a primeira vez que a CBPM, empresa vinculada à secretaria da Indústria, Comércio e Mineração, lança nove editais simultaneamente; Os recursos que serão investidos nessa área e os royalties gerados a partir deles, tornarão a companhia auto-sustentável, fato nunca alcançado desde a sua abertura. O novo planejamento estratégico para o setor permite a atração de mais novos negócios. Para o secretário da Indústria, Comércio e Mineração da Bahia, Rafael Amoedo, uma etapa importante desse processo é a inauguração do empreendimento mineiro da Companhia Brasileira de Bentonita (CBB), que começa a funcionar em Vitória da Conquista e vai produzir Bentonita ativada com minério extraído de jazida arendada pela CBPM.
Com a entrada em operação da CBB, a Bahia se torna o segundo maior produtor brasileiro de bentonita, um argilomineral utilizado em perfurações de poços e na pelotização de minério de ferro, além de servir como aglomerante de areia de fundição e auxiliar na classificação de óleos vegetais, dentre muitos outros usos industriais. `Esse projeto, cuja expectativa de funcionamento mínimo é de 50 anos, teve um investimento de R$30 milhões e vai render R$40 mil mensais de royalties para a CBPM, concluiu Amoedo.
A fase de avaliação da viabilidade econômica foi concluída e se descobriu que as reservas do mineral são muito maiores do que as estimadas inicialmente - de 47 milhões de toneladas subiram para pelo menos 74 milhões.
A Mirabela estuda a instalação de uma fundição no local, o que elevaria os gastos para além dos R$ 450 milhões programados, segundo o australiano David Chapman, gerente de operações. A fundição aumentaria o valor agregado do produto, já que seu teor de níquel saltaria de 13% para até 60%.
Fonte: Jornal Tribuna da Bahia
29/10/07