05/12/2007
A partir deste ano, 6 de dezembro é o Dia Nacional do Extensionista Rural. Essa data foi instituída pelo Governo Federal como uma forma de homenagear esse profissional importante para agricultura. O extensionista é o técnico que está sempre ao lado do produtor, apoiando-o, demonstrando inovações, ajudando-o a superar os obstáculos do crédito, da burocracia e da comercialização, mas, sobretudo, aprendendo com o produtor rural.
Ao lado dos agricultores familiares, mesmo em locais distantes, onde o acesso é barreira para a chegada dos serviços, os extensionistas contribuem para as transformações culturais, sociais e econômicas, atuando como efetivos agentes do desenvolvimento sustentável e multiplicadores. Na Bahia, o maior número desses profissionais, cerca de 668, está na Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), vinculada à Secretaria da Agricultura (Seagri).
A EBDA é o órgão responsável pela extensão rural no estado e o seu corpo técnico é formado por agrônomos, veterinários, zootecnistas, técnicos em agropecuária, biólogos, sociólogos, assistentes sociais, economistas e outros profissionais. A empresa atua em todos os municípios, numa história que já ultrapassa os 40 anos de serviços prestados à agricultura baiana. Atualmente, o seu principal foco é a agricultura familiar, segmento prioritário para o Governo do Estado.
Segundo Antônio Carneiro do Rosário, agrônomo da EBDA, que há mais de 20 anos trabalha com extensão, o conceito mais adequado para a Assistência Técnica e Extensão Rural - Ater -, é de que esse serviço `é um processo educativo com a finalidade de contribuir para que as famílias rurais descubram suas próprias necessidades e encontrem a solução de seus problemas, adquirindo conhecimentos e fazendo uso adequado desses conhecimentos, na busca do desenvolvimento rural sustentável`.
`Nós, estamos em todos os municípios baianos trabalhando em favor de agricultores familiares e construindo políticas públicas para o agronegócio`, disse o agrônomo da empresa, Valfredo Vilela Dourado.
Um novo momento
Com mais de 14,5 mil extensionistas, distribuídos por todo o país, a atividade tem rendido muitos movimentos pró-extensão rural, particularmente no âmbito político, o que criou recentemente a Frente Parlamentar da Extensão Rural, com o engajamento de mais de 300 deputados e 20 senadores.
Entre outras atribuições, a Frente será mobilizada para construir políticas públicas que favoreçam o trabalho da extensão, através do aprimoramento da legislação e da garantia de recursos orçamentários que mantenham em funcionamento as Empresas de Assistência Técnica e Extensão Rural - Emater`s -, em todo o país. A Frente foi criada em outubro passado, em Brasília.
De acordo com o presidente da Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural - Asbraer -, José Silva Soares, o primeiro objetivo da Frente é colocar a Extensão Rural no debate nacional. `Essa é a forma de mostrar a sociedade nosso papel na construção e implementação de políticas públicas, não há como interiorizar políticas sem a extensão`, comentou o presidente.
Soares disse ainda, que `o desenvolvimento agropecuário no Brasil está relacionado ao trabalho dos técnicos que percorrem o país orientando produtores a produzir mais e melhor`.
Pendências históricas
Para o secretário da Agricultura, Geraldo Simões, fortalecer o trabalho do extensionista rural significa ter uma agricultura mais qualificada. `O Governo do Estado tem como prioridade o desenvolvimento da agricultura sustentável, gerando emprego e renda para a população rural e isso só é possível com o fortalecimento da EBDA. Por tanto, estamos certos que para chegar ao nosso objetivo é preciso resolver as pendências históricas da empresa, assim como dar condições de trabalho a esses profissionais tão importantes para nossa agricultura, com melhores salários, treinamento, e qualificação e infra-estrutura mínima de trabalho`, ressaltou.
`O nosso interesse é de que o agricultor familiar participe de todo o processo de desenvolvimento, com adequação das tecnologias preconizadas pela pesquisa na busca de novas oportunidades, com sustentabilidade`, comentou o presidente da EBDA, Emerson Leal.
Fonte: Agecom
05/12/2007
Ao lado dos agricultores familiares, mesmo em locais distantes, onde o acesso é barreira para a chegada dos serviços, os extensionistas contribuem para as transformações culturais, sociais e econômicas, atuando como efetivos agentes do desenvolvimento sustentável e multiplicadores. Na Bahia, o maior número desses profissionais, cerca de 668, está na Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), vinculada à Secretaria da Agricultura (Seagri).
A EBDA é o órgão responsável pela extensão rural no estado e o seu corpo técnico é formado por agrônomos, veterinários, zootecnistas, técnicos em agropecuária, biólogos, sociólogos, assistentes sociais, economistas e outros profissionais. A empresa atua em todos os municípios, numa história que já ultrapassa os 40 anos de serviços prestados à agricultura baiana. Atualmente, o seu principal foco é a agricultura familiar, segmento prioritário para o Governo do Estado.
Segundo Antônio Carneiro do Rosário, agrônomo da EBDA, que há mais de 20 anos trabalha com extensão, o conceito mais adequado para a Assistência Técnica e Extensão Rural - Ater -, é de que esse serviço `é um processo educativo com a finalidade de contribuir para que as famílias rurais descubram suas próprias necessidades e encontrem a solução de seus problemas, adquirindo conhecimentos e fazendo uso adequado desses conhecimentos, na busca do desenvolvimento rural sustentável`.
`Nós, estamos em todos os municípios baianos trabalhando em favor de agricultores familiares e construindo políticas públicas para o agronegócio`, disse o agrônomo da empresa, Valfredo Vilela Dourado.
Um novo momento
Com mais de 14,5 mil extensionistas, distribuídos por todo o país, a atividade tem rendido muitos movimentos pró-extensão rural, particularmente no âmbito político, o que criou recentemente a Frente Parlamentar da Extensão Rural, com o engajamento de mais de 300 deputados e 20 senadores.
Entre outras atribuições, a Frente será mobilizada para construir políticas públicas que favoreçam o trabalho da extensão, através do aprimoramento da legislação e da garantia de recursos orçamentários que mantenham em funcionamento as Empresas de Assistência Técnica e Extensão Rural - Emater`s -, em todo o país. A Frente foi criada em outubro passado, em Brasília.
De acordo com o presidente da Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural - Asbraer -, José Silva Soares, o primeiro objetivo da Frente é colocar a Extensão Rural no debate nacional. `Essa é a forma de mostrar a sociedade nosso papel na construção e implementação de políticas públicas, não há como interiorizar políticas sem a extensão`, comentou o presidente.
Soares disse ainda, que `o desenvolvimento agropecuário no Brasil está relacionado ao trabalho dos técnicos que percorrem o país orientando produtores a produzir mais e melhor`.
Pendências históricas
Para o secretário da Agricultura, Geraldo Simões, fortalecer o trabalho do extensionista rural significa ter uma agricultura mais qualificada. `O Governo do Estado tem como prioridade o desenvolvimento da agricultura sustentável, gerando emprego e renda para a população rural e isso só é possível com o fortalecimento da EBDA. Por tanto, estamos certos que para chegar ao nosso objetivo é preciso resolver as pendências históricas da empresa, assim como dar condições de trabalho a esses profissionais tão importantes para nossa agricultura, com melhores salários, treinamento, e qualificação e infra-estrutura mínima de trabalho`, ressaltou.
`O nosso interesse é de que o agricultor familiar participe de todo o processo de desenvolvimento, com adequação das tecnologias preconizadas pela pesquisa na busca de novas oportunidades, com sustentabilidade`, comentou o presidente da EBDA, Emerson Leal.
Fonte: Agecom
05/12/2007