29/02/2008
A Polícia Federal prendeu ontem quatro vigilantes da Bric Log, dona do terminal da Poliporto, na zona portuária do Rio, onde foram furtados equipamentos com informações sigilosas da Petrobras. As investigações da PF concluíram que o sumiço de laptops e discos rígidos da estatal foi resultado de crime comum por parte de uma quadrilha que agia no local desde setembro do ano passado. Com isso, a PF enterrou a versão de espionagem industrial ou de ação de outros governos, como vinham sustentando os ministros Tarso Genro (Justiça) e Dilma Rousseff (Casa Civil) e até o próprio superintendente da PF do Rio, Valdinho Caetano. No último dia 19, Caetano descartara a hipótese de crime comum. Ontem, a PF alegou que os envolvidos não tinham a menor idéia do que furtaram e que algumas peças foram para uso próprio. Outras foram recuperadas em Vila Kosmos, Parada de Lucas e São Gonçalo. Os presos são Alexandro de Araujo Maia, Eder Rodrigues da Costa, Michel Mello da Costa e Cristiano da Silva Tavares.
A Polícia Federal (PF) apresentou ontem um desfecho para o caso do furto de equipamentos com informações sigilosas da Petrobras. Foi apenas um crime comum, não uma espionagem industrial envolvendo a bilionária indústria petrolífera mundial, segundo a PF. Policiais prenderam ontem, às 5h, quatro vigilantes da Bric Log, proprietária do terminal da Poliporto na zona portuária do Rio, onde o material ficou armazenado, e apreendeu parte dos equipamentos furtados. Desde setembro, os quatro praticavam pequenos furtos que não eram percebidos pela Petrobras, disse o superintendente da PF do Rio, Valdinho Caetano.
Segundo Caetano - que dia 19 descartara a hipótese de crime comum -, os envolvidos não tinham idéia da relevância do material. Algumas peças foram para uso dos ladrões e outras, vendidas. Eles conseguiram R$1.500 por um notebook.
- Descartamos neste momento, inteiramente, a possibilidade de espionagem industrial. Eles não tinham a menor idéia do que estavam furtando - disse Caetano, informando ainda que um dos acusados chegou a destruir equipamentos, ao ver a repercussão do caso.
A PF continua à procura de receptadores dos componentes. Até ontem, tinham sido recuperados quatro notebooks, uma impressora, um monitor, quatro aparelhos celulares, uma mochila e uma maleta com ferramentas. Dos dois HDs - discos rígidos contendo informações da Petrobras -, um teria sido destruído. O outro está desaparecido.
Material também foi dado a parentes
Segundo Caetano, as apreensões de material foram feitas em Vila Kosmos, Parada de Lucas e São Gonçalo. Alguns equipamentos roubados foram instalados nos computadores dos próprios ladrões, alguns foram passados para parentes próximos e outros, vendidos. Os presos são: Alexandro de Araujo Maia, Eder Rodrigues da Costa, Michel Mello da Costa e Cristiano da Silva Tavares. Um dos funcionários tinha dois anos e meio de casa e os outros, uma média de sete anos, disse o presidente da Bric, Paulo Roberto Dalmazzo. Os quatro trabalhavam de 19h às 5h. Dois estavam trabalhando quando a PF chegou ao terminal. Os outros foram presos em suas residências, informou Dalmazzo.
Foram furtados materiais de um contêiner e de duas caixas, que saíram de sondas na Bacia de Santos em janeiro, pararam na Poliporto e seguiram para a Halliburton em Macaé. Segundo a PF em Macaé, o furto foi detectado em 31 de janeiro. As queixas foram registradas dia 1º, em Macaé e no Rio. O inquérito foi aberto dia 7.
Os ministros da Justiça, Tarso Genro, e do Gabinete de Segurança Institucional, Jorge Félix, farão na segunda-feira um balanço das investigações. Os diretores da PF, Luiz Fernando Corrêa, e da Abin, Paulo Lacerda, também participarão. O caso deixou o governo preocupado com possíveis falhas no sistema de proteção de dados da estatal. A Petrobras limitou-se a divulgar que foi informada às 8h da prisão dos responsáveis pelo furto dos equipamentos que `continham informações consideradas importantes para a companhia`.
Repórteres: Ramona Ordoñez, Jailton de Carvalho e Danielle Nogueira
Fonte: Jornal O Globo
Em 29/2/2008.
A Polícia Federal (PF) apresentou ontem um desfecho para o caso do furto de equipamentos com informações sigilosas da Petrobras. Foi apenas um crime comum, não uma espionagem industrial envolvendo a bilionária indústria petrolífera mundial, segundo a PF. Policiais prenderam ontem, às 5h, quatro vigilantes da Bric Log, proprietária do terminal da Poliporto na zona portuária do Rio, onde o material ficou armazenado, e apreendeu parte dos equipamentos furtados. Desde setembro, os quatro praticavam pequenos furtos que não eram percebidos pela Petrobras, disse o superintendente da PF do Rio, Valdinho Caetano.
Segundo Caetano - que dia 19 descartara a hipótese de crime comum -, os envolvidos não tinham idéia da relevância do material. Algumas peças foram para uso dos ladrões e outras, vendidas. Eles conseguiram R$1.500 por um notebook.
- Descartamos neste momento, inteiramente, a possibilidade de espionagem industrial. Eles não tinham a menor idéia do que estavam furtando - disse Caetano, informando ainda que um dos acusados chegou a destruir equipamentos, ao ver a repercussão do caso.
A PF continua à procura de receptadores dos componentes. Até ontem, tinham sido recuperados quatro notebooks, uma impressora, um monitor, quatro aparelhos celulares, uma mochila e uma maleta com ferramentas. Dos dois HDs - discos rígidos contendo informações da Petrobras -, um teria sido destruído. O outro está desaparecido.
Material também foi dado a parentes
Segundo Caetano, as apreensões de material foram feitas em Vila Kosmos, Parada de Lucas e São Gonçalo. Alguns equipamentos roubados foram instalados nos computadores dos próprios ladrões, alguns foram passados para parentes próximos e outros, vendidos. Os presos são: Alexandro de Araujo Maia, Eder Rodrigues da Costa, Michel Mello da Costa e Cristiano da Silva Tavares. Um dos funcionários tinha dois anos e meio de casa e os outros, uma média de sete anos, disse o presidente da Bric, Paulo Roberto Dalmazzo. Os quatro trabalhavam de 19h às 5h. Dois estavam trabalhando quando a PF chegou ao terminal. Os outros foram presos em suas residências, informou Dalmazzo.
Foram furtados materiais de um contêiner e de duas caixas, que saíram de sondas na Bacia de Santos em janeiro, pararam na Poliporto e seguiram para a Halliburton em Macaé. Segundo a PF em Macaé, o furto foi detectado em 31 de janeiro. As queixas foram registradas dia 1º, em Macaé e no Rio. O inquérito foi aberto dia 7.
Os ministros da Justiça, Tarso Genro, e do Gabinete de Segurança Institucional, Jorge Félix, farão na segunda-feira um balanço das investigações. Os diretores da PF, Luiz Fernando Corrêa, e da Abin, Paulo Lacerda, também participarão. O caso deixou o governo preocupado com possíveis falhas no sistema de proteção de dados da estatal. A Petrobras limitou-se a divulgar que foi informada às 8h da prisão dos responsáveis pelo furto dos equipamentos que `continham informações consideradas importantes para a companhia`.
Repórteres: Ramona Ordoñez, Jailton de Carvalho e Danielle Nogueira
Fonte: Jornal O Globo
Em 29/2/2008.