03/03/2008
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, no encerramento do VI Fórum dos Governadores do Nordeste, ontem, em Barra dos Coqueiros (SE), que o resultado do evento o deixa otimista. `Ouvi agora a preocupação dos governadores de fazer com que o projeto da Reforma Tributária seja aprovado`, comentou.
Para Lula, a reforma é uma maneira de se estabelecer justiça social tanto na arrecadação quanto na repartição do que é arrecadado no Brasil e ao mesmo tempo diminuir o número de alíquotas, já que hoje são 27 legislações de ICMS. `Queremos torná-las uma só, para facilitar para todo mundo e fazer com que o imposto seja pago no consumo direto`, informou. Lula disse que, caso aprovada a reforma, haverá um período de transição e que algumas alterações poderão só entrar em vigor a partir de 2016, tempo necessário para que sejam adotadas políticas de compensações para estados que, por acaso, tiverem algum prejuízo imediato.
`É para isso que estamos fortalecendo a Sudene, criando o Fundo de Desenvolvimento Regional, que começa com R$ 10 bilhões e termina com quase R$ 15 bilhões até 2016`, informou. Segundo Lula, se não houver esse cuidado, estados com mais infra-estrutura, tecnologia e mercado consumidor vão receber mais investimentos, enquanto os outros terão menos chances.
Segundo o governador de Sergipe, Marcelo Déda, os nove governadores assumiram, no fórum, o compromisso de mobilizar suas bancadas, independente dos partidos, para apostar no diálogo e no aperfeiçoamento da reforma. `Nós, governadores do Nordeste, queremos a reforma tributária tramite, saia do papel e venha inaugurar um novo tempo na repartição das receitas e na alavancagem do desenvolvimento econômico do Brasil`, concluiu. O governador Jaques Wagner reforçou o apoio da Bahia e dos demais governadores à medida. `A minha posição é de que a reforma, independente de perdas imediatas, vai apontar para uma estrutura tributária mais justa principalmente para o Nordeste` a firmou.
Segundo Wagner, `embora cada governador pense fundamentalmente em seu estado, juntos estamos pensando no Nordeste e este amadurecimento corresponde a um momento fundamental do país, que está bem, inclusive economicamente`, avaliou.
Fonte: Jornal Tribuna da Bahia
- Em Tempo
Adeus, riqueza! Foi com incentivo fiscal que o Paraná atraiu a Renault-Nissan, a Audi e a Dodge-Chrysler. Foi com incentivo fiscal que o Rio Grande do Sul atraiu a Chevrolet. Goiás atraiu a Mitsubishi e, mais recentemente, a Hyundai (que nós perdemos). Foi com o famoso incentivo fiscal que a Bahia conseguiu sediar a fábrica da Ford em Camaçari e Minas a da Fiat, em Betim. Impedir o uso de incentivos fiscais é o mesmo que dizer: `Estado que é pobre vai morrer pobre daqui por diante.` Concorrência, sim! (I)
Só a livre concorrência entre os estados pode garantir um mínimo de manobra das áreas mais pobres do Brasil. Com o controle das alíquotas do ICMS pelo governo central, o que teremos é a estagnação das regiões mais pobres, como o Nordeste em que vivemos, e a consolidação da região Sudeste (São Paulo, Rio e Minas) c omo a única que pode sediar grandes projetos industriais. Voltar Jornal Tribuna da Bahia - Em Tempo 5) Concorrência, sim! (II) Como lutar contra um gigante, como São Paulo, na disputa por uma indústria automobilística, por exemplo, se o investidor sabe que aquele estado detém um PIB maior que o resto do País todo? Vale dizer, tem quase 80% d ,o mercado consumidor para esta mesma indústria automobilística? Concorrência, sim! (III)
Só com a possibilidade de atrair empreendimentos através de favores fiscais, entre outros, um estado como a Bahia atrairia a Ford. Só pelos belos olhos de nossas baianas e pelo gingado capoeirístico dos baianos, a Ford ia correr a léguas de nós. Fonte: Jornal Tribuna da Bahia - Economia
Em 3/03/2008.
Para Lula, a reforma é uma maneira de se estabelecer justiça social tanto na arrecadação quanto na repartição do que é arrecadado no Brasil e ao mesmo tempo diminuir o número de alíquotas, já que hoje são 27 legislações de ICMS. `Queremos torná-las uma só, para facilitar para todo mundo e fazer com que o imposto seja pago no consumo direto`, informou. Lula disse que, caso aprovada a reforma, haverá um período de transição e que algumas alterações poderão só entrar em vigor a partir de 2016, tempo necessário para que sejam adotadas políticas de compensações para estados que, por acaso, tiverem algum prejuízo imediato.
`É para isso que estamos fortalecendo a Sudene, criando o Fundo de Desenvolvimento Regional, que começa com R$ 10 bilhões e termina com quase R$ 15 bilhões até 2016`, informou. Segundo Lula, se não houver esse cuidado, estados com mais infra-estrutura, tecnologia e mercado consumidor vão receber mais investimentos, enquanto os outros terão menos chances.
Segundo o governador de Sergipe, Marcelo Déda, os nove governadores assumiram, no fórum, o compromisso de mobilizar suas bancadas, independente dos partidos, para apostar no diálogo e no aperfeiçoamento da reforma. `Nós, governadores do Nordeste, queremos a reforma tributária tramite, saia do papel e venha inaugurar um novo tempo na repartição das receitas e na alavancagem do desenvolvimento econômico do Brasil`, concluiu. O governador Jaques Wagner reforçou o apoio da Bahia e dos demais governadores à medida. `A minha posição é de que a reforma, independente de perdas imediatas, vai apontar para uma estrutura tributária mais justa principalmente para o Nordeste` a firmou.
Segundo Wagner, `embora cada governador pense fundamentalmente em seu estado, juntos estamos pensando no Nordeste e este amadurecimento corresponde a um momento fundamental do país, que está bem, inclusive economicamente`, avaliou.
Fonte: Jornal Tribuna da Bahia
- Em Tempo
Adeus, riqueza! Foi com incentivo fiscal que o Paraná atraiu a Renault-Nissan, a Audi e a Dodge-Chrysler. Foi com incentivo fiscal que o Rio Grande do Sul atraiu a Chevrolet. Goiás atraiu a Mitsubishi e, mais recentemente, a Hyundai (que nós perdemos). Foi com o famoso incentivo fiscal que a Bahia conseguiu sediar a fábrica da Ford em Camaçari e Minas a da Fiat, em Betim. Impedir o uso de incentivos fiscais é o mesmo que dizer: `Estado que é pobre vai morrer pobre daqui por diante.` Concorrência, sim! (I)
Só a livre concorrência entre os estados pode garantir um mínimo de manobra das áreas mais pobres do Brasil. Com o controle das alíquotas do ICMS pelo governo central, o que teremos é a estagnação das regiões mais pobres, como o Nordeste em que vivemos, e a consolidação da região Sudeste (São Paulo, Rio e Minas) c omo a única que pode sediar grandes projetos industriais. Voltar Jornal Tribuna da Bahia - Em Tempo 5) Concorrência, sim! (II) Como lutar contra um gigante, como São Paulo, na disputa por uma indústria automobilística, por exemplo, se o investidor sabe que aquele estado detém um PIB maior que o resto do País todo? Vale dizer, tem quase 80% d ,o mercado consumidor para esta mesma indústria automobilística? Concorrência, sim! (III)
Só com a possibilidade de atrair empreendimentos através de favores fiscais, entre outros, um estado como a Bahia atrairia a Ford. Só pelos belos olhos de nossas baianas e pelo gingado capoeirístico dos baianos, a Ford ia correr a léguas de nós. Fonte: Jornal Tribuna da Bahia - Economia
Em 3/03/2008.