12/03/2008
Combinada com a falta de chuvas em dezembro e janeiro, a crise energética da Argentina afetou o reajuste de tarifas para o consumidor brasileiro. Ontem a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) autorizou reajuste anual da distribuidora Ampla (Estado do Rio de Janeiro, menos capital e região metropolitana) na média de 11,21%. Caso o fornecimento da energia argentina não tivesse sido interrompido, o aumento médio seria menor, de 4,19%.
O reajuste vai atingir de forma diferente os 2,3 milhões de clientes da Ampla. Para os residenciais, o aumento será de 10,88%. Para grandes consumidores (como indústrias), de 12,14%, em média. O aumento vale a partir de sábado. Em junho, os efeitos da crise poderão ser sentidos no reajuste da Copel (PR), que também comprava energia da Argentina e teve contrato encerrado. Em meados de 2007, a Ampla teve encerrado contrato de compra de energia da Argentina.
Por conta da crise no fornecimento no país vizinho, causada principalmente pela falta de gás natural. Para compensar a energia que não foi entregue, a Ampla teve de recorrer ao mercado de curto prazo no Brasil.
A partir do final do ano passado, no entanto, a falta de chuvas fez com que o nível dos reservatórios das hidrelétricas no Brasil ficasse muito baixo. Quando isso acontece, o preço da energia no mercado de curto prazo aumenta, refletindo um risco maior de eventual racionamento. Na segunda semana de janeiro, o preço do mercado de curto prazo chegou a R$ 569,59 por MWh (megawatt hora). Para ter uma idéia do tamanho do aumento de custos, em janeiro de 2007, esse preço estava em R$ 17,59. O aumento de tarifa apenas não foi maior por conta da desvalorização do dólar em relação ao real. A exemplo da maior parte das distribuidoras das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, a Ampla compra energia da hidrelétrica binacional de Itaipu (Brasil e Paraguai), que é cotada em dólares. O custo dessa energia diminuiu.
Repórter: HUMBERTO MEDINA
Fonte: Folha de S. Paulo
Em 12/3/2008.
O reajuste vai atingir de forma diferente os 2,3 milhões de clientes da Ampla. Para os residenciais, o aumento será de 10,88%. Para grandes consumidores (como indústrias), de 12,14%, em média. O aumento vale a partir de sábado. Em junho, os efeitos da crise poderão ser sentidos no reajuste da Copel (PR), que também comprava energia da Argentina e teve contrato encerrado. Em meados de 2007, a Ampla teve encerrado contrato de compra de energia da Argentina.
Por conta da crise no fornecimento no país vizinho, causada principalmente pela falta de gás natural. Para compensar a energia que não foi entregue, a Ampla teve de recorrer ao mercado de curto prazo no Brasil.
A partir do final do ano passado, no entanto, a falta de chuvas fez com que o nível dos reservatórios das hidrelétricas no Brasil ficasse muito baixo. Quando isso acontece, o preço da energia no mercado de curto prazo aumenta, refletindo um risco maior de eventual racionamento. Na segunda semana de janeiro, o preço do mercado de curto prazo chegou a R$ 569,59 por MWh (megawatt hora). Para ter uma idéia do tamanho do aumento de custos, em janeiro de 2007, esse preço estava em R$ 17,59. O aumento de tarifa apenas não foi maior por conta da desvalorização do dólar em relação ao real. A exemplo da maior parte das distribuidoras das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, a Ampla compra energia da hidrelétrica binacional de Itaipu (Brasil e Paraguai), que é cotada em dólares. O custo dessa energia diminuiu.
Repórter: HUMBERTO MEDINA
Fonte: Folha de S. Paulo
Em 12/3/2008.