02/12/2008
O setor de transportes terrestres foi o que menos se adequou às novas regras do call center. Apenas pouco mais de 30% das empresas adotaram as mudanças exigidas pelo ministério da Justiça e os órgãos de defesa do consumidor. Em segundo lugar está a telefonia fixa com 70% de adequação às normas que entraram em vigor ontem.
Os dados foram obtidos através de um sistema criado pelo ministério para verificar se as empresas se adequaram as regras. Esse monitoramento foi apelidado de `barômetro` e apresenta informações de empresas de 14 Estados do país. A coleta de dados foi feita pelo Procons de cada Estado que enviaram questionários para as empresas.
Pelas novas regras, o consumidor deve ser atendido em até um minuto. Reclamações, cancelamento e falar com o atendente são opções obrigatórias. As reclamações devem ser resolvidas em até cinco dias, o cancelamento de serviços tem de ser imediato e o serviço deve estar disponível 24 horas por dia.
A nova regulamentação vale para empresas de telefonia, energia elétrica, televisão por assinatura, planos de saúde, aviação civil, empresas de ônibus, bancos e cartões de credito. As empresas que não cumprirem as regras poderão ser multadas entre R$ 200 e R$ 3 milhões.
No setor de transportes terrestres, que teve o pior desempenho segundo o barômetro, aproximadamente 55% das empresas informaram que não se adequaram e 15% não responderam ao questionário. Na telefonia fixa, pouco mais de 20% informaram aos Procons não terem se adequado às normas ainda e 10% não responderam ao questionário. A Brasil Telecom foi a que menos se adaptou às novas regras, apenas 40%. Enquanto a GVT alcançou mais de 95% de conformidade.
Os call centers dos bancos foram os que mais se adequaram às novas regras. 85% deles já colocaram em prática às normas exigidas. Seguidos pelas financeiras e o setor de telefonia móvel.
No entanto, o ministro da Justiça, Tarso Genro, acredita que esses números já devem ter mudado. Segundo ele, a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) informou que está totalmente adequado às normas.
O ministro afirmou também que as novas regras aumentarão a competitividade entre as empresas. - Essas regras serão um diferencial de competitividade entre as empresas. Esse diferencial competitivo é o ideal de um sistema regulatório. É uma norma que obriga as empresas a prestarem um serviço de qualidade - concluiu.
Deficiências
De acordo com o ministro, as medidas são inéditas e não têm precedentes em nenhum outro lugar do mundo. Ainda assim, ele ressaltou que o sucesso não será imediato e que o consumidor ainda deve estar pronto para enfrentar dificuldades.
- Nem tudo será um mar de rosas, certamente teremos muitas deficiências, mas essas deficiências poderão ser corrigidas paulatinamente - disse Tarso Genro, durante coletiva em que apresentou as medidas que o ministério está tomando para monitorar o cumprimento das novas regras.
Apesar das ressalvas, o ministro lembrou que o prazo de adequação dos fornecedores já acabou e eles estão sujeitos à multa.
- A norma é vigente, as empresas têm obrigação de prestar um serviço de qualidade, mas nós estamos prevendo que nem todas estarão adequadas, então o que o consumidor tem que fazer é reclamar, se queixar, e nós fiscalizarmos - disse Genro.
Autor(es): Ana Carolina Oliveira
Jornal do Brasil
- 02/12/2008.
Os dados foram obtidos através de um sistema criado pelo ministério para verificar se as empresas se adequaram as regras. Esse monitoramento foi apelidado de `barômetro` e apresenta informações de empresas de 14 Estados do país. A coleta de dados foi feita pelo Procons de cada Estado que enviaram questionários para as empresas.
Pelas novas regras, o consumidor deve ser atendido em até um minuto. Reclamações, cancelamento e falar com o atendente são opções obrigatórias. As reclamações devem ser resolvidas em até cinco dias, o cancelamento de serviços tem de ser imediato e o serviço deve estar disponível 24 horas por dia.
A nova regulamentação vale para empresas de telefonia, energia elétrica, televisão por assinatura, planos de saúde, aviação civil, empresas de ônibus, bancos e cartões de credito. As empresas que não cumprirem as regras poderão ser multadas entre R$ 200 e R$ 3 milhões.
No setor de transportes terrestres, que teve o pior desempenho segundo o barômetro, aproximadamente 55% das empresas informaram que não se adequaram e 15% não responderam ao questionário. Na telefonia fixa, pouco mais de 20% informaram aos Procons não terem se adequado às normas ainda e 10% não responderam ao questionário. A Brasil Telecom foi a que menos se adaptou às novas regras, apenas 40%. Enquanto a GVT alcançou mais de 95% de conformidade.
Os call centers dos bancos foram os que mais se adequaram às novas regras. 85% deles já colocaram em prática às normas exigidas. Seguidos pelas financeiras e o setor de telefonia móvel.
No entanto, o ministro da Justiça, Tarso Genro, acredita que esses números já devem ter mudado. Segundo ele, a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) informou que está totalmente adequado às normas.
O ministro afirmou também que as novas regras aumentarão a competitividade entre as empresas. - Essas regras serão um diferencial de competitividade entre as empresas. Esse diferencial competitivo é o ideal de um sistema regulatório. É uma norma que obriga as empresas a prestarem um serviço de qualidade - concluiu.
Deficiências
De acordo com o ministro, as medidas são inéditas e não têm precedentes em nenhum outro lugar do mundo. Ainda assim, ele ressaltou que o sucesso não será imediato e que o consumidor ainda deve estar pronto para enfrentar dificuldades.
- Nem tudo será um mar de rosas, certamente teremos muitas deficiências, mas essas deficiências poderão ser corrigidas paulatinamente - disse Tarso Genro, durante coletiva em que apresentou as medidas que o ministério está tomando para monitorar o cumprimento das novas regras.
Apesar das ressalvas, o ministro lembrou que o prazo de adequação dos fornecedores já acabou e eles estão sujeitos à multa.
- A norma é vigente, as empresas têm obrigação de prestar um serviço de qualidade, mas nós estamos prevendo que nem todas estarão adequadas, então o que o consumidor tem que fazer é reclamar, se queixar, e nós fiscalizarmos - disse Genro.
Autor(es): Ana Carolina Oliveira
Jornal do Brasil
- 02/12/2008.