24/03/2009
O primeiro dia da greve nacional dos petroleiros foi marcado por guerra de informações entre a Petrobras e dirigentes sindicais. A Federação Única dos Petroleiros (FUP) garantiu que a adesão ao movimento, que se estenderá até o próximo dia 27, foi total em áreas operacionais, como plataformas, refinarias e terminais. Segundo a FUP, a greve afetou a produção de petróleo e gás no Rio Grande do Norte, na Bahia e em Urucu, no Amazonas.
A Petrobras, porém, garantiu que a operação de todas as unidades foi mantida sem problemas. Segundo a companhia, nas áreas onde não houve troca de turno, a operação foi mantida com as equipes de contingência. Na Refinaria de Duque de Caxias (Reduc), no Rio, a operação está sendo realizada pelos trabalhadores que entraram às 16h de domingo último e com as equipes de contingência. Os piquetes impediram troca de turnos.
No ABC, empregados da Pirelli chegam a acordo
Os petroleiros decidiram fazer uma greve de cinco dias em protesto contra o corte ou redução de direitos trabalhistas como horas extras e pagamento pelo trabalho aos domingos e feriados. O coordenador da FUP, João Antônio de Moraes, disse que, além dessas questões, a empresa quer mudar as regras do pagamento da Participação no Lucro e Resultado (PLR) de 2008, beneficiando quem tem maiores salários.
- E lutamos pela melhora das condições de segurança, contra a tentativa da Petrobras de repassar para os empregados o ônus da crise internacional - disse Moraes.
A Petrobras disse que dialogou ontem com os sindicalistas para garantir o funcionamento das unidades e o abastecimento de combustíveis à população. Segundo a companhia, das 40 plataformas na Bacia de Campos e Espírito Santo, 28 não aderiram ao movimento; dos 47 terminais, 25 não aderiram; e, nas refinarias, a produção de derivados não foi afetada. Onde houve adesão à greve, a operação foi mantida com equipes de contingência.
Depois de dois dias de greve, os 2.300 trabalhadores da fábrica de pneus da Pirelli em Santo André, região do ABC paulista, aceitaram ontem a proposta da empresa de redução de jornada de trabalho em 14%, com corte de 10% de salários por dois meses e voltaram ao trabalho. Em troca, a Pirelli se comprometeu a manter os empregos pelos próximos quatro meses na unidade, que produz pneus para caminhões e tratores.
Autor(es): Ramona Ordoñez
O Globo - 24/03/2009.
A Petrobras, porém, garantiu que a operação de todas as unidades foi mantida sem problemas. Segundo a companhia, nas áreas onde não houve troca de turno, a operação foi mantida com as equipes de contingência. Na Refinaria de Duque de Caxias (Reduc), no Rio, a operação está sendo realizada pelos trabalhadores que entraram às 16h de domingo último e com as equipes de contingência. Os piquetes impediram troca de turnos.
No ABC, empregados da Pirelli chegam a acordo
Os petroleiros decidiram fazer uma greve de cinco dias em protesto contra o corte ou redução de direitos trabalhistas como horas extras e pagamento pelo trabalho aos domingos e feriados. O coordenador da FUP, João Antônio de Moraes, disse que, além dessas questões, a empresa quer mudar as regras do pagamento da Participação no Lucro e Resultado (PLR) de 2008, beneficiando quem tem maiores salários.
- E lutamos pela melhora das condições de segurança, contra a tentativa da Petrobras de repassar para os empregados o ônus da crise internacional - disse Moraes.
A Petrobras disse que dialogou ontem com os sindicalistas para garantir o funcionamento das unidades e o abastecimento de combustíveis à população. Segundo a companhia, das 40 plataformas na Bacia de Campos e Espírito Santo, 28 não aderiram ao movimento; dos 47 terminais, 25 não aderiram; e, nas refinarias, a produção de derivados não foi afetada. Onde houve adesão à greve, a operação foi mantida com equipes de contingência.
Depois de dois dias de greve, os 2.300 trabalhadores da fábrica de pneus da Pirelli em Santo André, região do ABC paulista, aceitaram ontem a proposta da empresa de redução de jornada de trabalho em 14%, com corte de 10% de salários por dois meses e voltaram ao trabalho. Em troca, a Pirelli se comprometeu a manter os empregos pelos próximos quatro meses na unidade, que produz pneus para caminhões e tratores.
Autor(es): Ramona Ordoñez
O Globo - 24/03/2009.