Estado economizará R$ 13 milhões em energia

16/04/2007
O Governo do Estado vai economizar R$ 13 milhões com o novo processo de gestão das contas de energia - R$ 7 milhões a mais do que havia sido diagnosticado num primeiro levantamento. A projeção leva em conta a adequação de tarifas e da demanda contratada, o que produzirá uma economia de R$ 10,3 milhões. Outros R$ 2,7 milhões serão economizados, em comparação com o desempenho histórico da administração estadual, com uma medida básica de planejamento: pagar em dia as contas de energia, evitando multas.

Historicamente, o Estado vinha pagando, em média, R$ 230 mil de multas e correções a cada mês, em decorrência de atrasos. Feito o diagnóstico, as secretarias da Administração (Saeb) e da Fazenda (Sefaz) estão desenvolvendo um modelo de gestão envolvendo o conjunto dos órgãos estaduais e a Coelba para assegurar que as contas sejam pagas em dia, passando pelo necessário processo de aferição do consumo registrado.

A proposta conjunta foi possível graças à evolução dos trabalhos das equipes montadas para análise dos contratos de energia elétrica. Foram revistos 325 contratos de alta-tensão (grupo A), num processo iniciado no segundo semestre do ano passado e que ganhou ritmo intenso na nova gestão. Cem contratos já foram modificados e implantados.

Programa. De setembro a março, foram economizados R$ 450 mil nas contas de luz. O Estado tem obtido expressivos resultados por meio da implementação de um programa de avaliação e monitoramento de gastos públicos, segundo o secretário da Administração, Manoel Vitório.

Para o secretário da Fazenda, Carlos Martins, a integração entre a Sefaz e a Saeb nas ações é uma prioridade, já que um dos principais desafios do governo é reduzir o custeio e melhorar os gastos públicos para poder aumentar a margem de investimentos. De acordo com o superintendente de Serviços Administrativos da Saeb, Paulo Nunes, com a revisão dos contratos, a demanda foi adequada ao consumo real das unidades do Estado para evitar desperdícios - seja com o pagamento diferenciado, para além do que foi contratado, seja com energia não utilizada.

Definição da melhor tarifa

Outro elemento revisto foi a definição da melhor tarifa para o perfil de consumo do Estado. Os demais contratos de consumo (aproximadamente 5 mil) de baixa-tensão (grupo B) também serão analisados.

Para a implantação dos outros 225 contratos de alta-tensão analisados, foi montado um cronograma e, de acordo com Nunes, a Coelba estabeleceu um prazo de três meses para as adequações. `Após o trabalho conjunto das equipes, verificou-se que a economia seria maior do que a inicialmente prevista com a repactuação dos contratos`, explicou.

`Após a implantação de todos os contratos analisados, nossa projeção é de que em 12 meses os resultados se configurem para todo o conjunto do Estado, gerando uma economia de R$ 13 milhões`, disse Nunes.

Fonte: Diário Oficial

14-15/04/07