19/04/2007
O comércio baiano deve manter este ano o desempenho positivo registrado em 2006, quando o setor indicou um crescimento de 9,67%, índice mais expressivo dos últimos três anos. A queda do desemprego e a recuperação do poder aquisitivo - a exemplo do reajuste do salário mínimo em abril - devem refletir positivamente no aquecimento do consumo, especialmente de produtos de hipermercados e supermercados.
Em fevereiro deste ano, o volume das vendas do varejo cresceu 9,7%, completando 39 meses consecutivos de resultados positivos no comércio baiano. A taxa é significativa, por retratar o comportamento do setor em um mês com menor número de dias úteis e por ser a comparação com o desempenho de fevereiro de 2006, quando registrou expressiva taxa de crescimento. No comparativo com janeiro, o aumento foi de 0,5%.
Os dados foram apurados pela Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), realizada em âmbito nacional pelo IBGE e divulgada em parceria pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan).
O crescimento acumulado nos dois primeiros meses deste ano em relação ao mesmo período de 2006 foi de 12,2%. No acumulado dos últimos 12 meses, a variação é de 10,2%.
A maior contribuição positiva foi do segmento de móveis e eletrodomésticos (30,9%), impulsionado pelas campanhas promocionais das grandes redes varejistas e pela elasticidade dos prazos de financiamento.
Também colaboraram outros artigos de uso pessoal e doméstico (19,5%), livros, jornais, revistas e papelaria (10,6%), hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, de bebidas e fumo (10%) - no subgrupo de hipermercados e supermercados a variação foi mais expressiva (13,8%) -, artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (9,6%) e tecidos, vestuário e calçados (4,8%).
Já os segmentos de equipamentos e materiais para escritório informática e comunicação (-4,9%) e de combustíveis e lubrificantes (-3,8%) registraram retração no volume de vendas.
Nos ramos que não integram o indicador do varejo mas são apurados pela pesquisa, as vendas de veículos, motocicletas, partes e peças expandiram-se 9,7% e as de material de construção recuaram 2,7%.
Estabilidade da inflação
Segundo a equipe técnica da SEI, condições favoráveis ao comércio estão impulsionando o setor: a estabilidade da inflação, a maior oferta de crédito, a recuperação gradual da renda dos consumidores e a grande concorrência com os importados.
A desvalorização cambial tem facilitado a importação de grande variedade de bens de consumo em diversos segmentos varejistas. As constantes promoções e a ampliação dos prazos de parcelamento das compras também têm sido importantes incentivos.
Fonte: Jornal A Tarde
19/04/07
Em fevereiro deste ano, o volume das vendas do varejo cresceu 9,7%, completando 39 meses consecutivos de resultados positivos no comércio baiano. A taxa é significativa, por retratar o comportamento do setor em um mês com menor número de dias úteis e por ser a comparação com o desempenho de fevereiro de 2006, quando registrou expressiva taxa de crescimento. No comparativo com janeiro, o aumento foi de 0,5%.
Os dados foram apurados pela Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), realizada em âmbito nacional pelo IBGE e divulgada em parceria pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan).
O crescimento acumulado nos dois primeiros meses deste ano em relação ao mesmo período de 2006 foi de 12,2%. No acumulado dos últimos 12 meses, a variação é de 10,2%.
A maior contribuição positiva foi do segmento de móveis e eletrodomésticos (30,9%), impulsionado pelas campanhas promocionais das grandes redes varejistas e pela elasticidade dos prazos de financiamento.
Também colaboraram outros artigos de uso pessoal e doméstico (19,5%), livros, jornais, revistas e papelaria (10,6%), hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, de bebidas e fumo (10%) - no subgrupo de hipermercados e supermercados a variação foi mais expressiva (13,8%) -, artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (9,6%) e tecidos, vestuário e calçados (4,8%).
Já os segmentos de equipamentos e materiais para escritório informática e comunicação (-4,9%) e de combustíveis e lubrificantes (-3,8%) registraram retração no volume de vendas.
Nos ramos que não integram o indicador do varejo mas são apurados pela pesquisa, as vendas de veículos, motocicletas, partes e peças expandiram-se 9,7% e as de material de construção recuaram 2,7%.
Estabilidade da inflação
Segundo a equipe técnica da SEI, condições favoráveis ao comércio estão impulsionando o setor: a estabilidade da inflação, a maior oferta de crédito, a recuperação gradual da renda dos consumidores e a grande concorrência com os importados.
A desvalorização cambial tem facilitado a importação de grande variedade de bens de consumo em diversos segmentos varejistas. As constantes promoções e a ampliação dos prazos de parcelamento das compras também têm sido importantes incentivos.
Fonte: Jornal A Tarde
19/04/07