Exportações baianas em abril renderam US$ 589,5 milhões

11/05/2007
As exportações baianas atingiram US$ 589,5 milhões em abril, um crescimento de 14,2%, elevando as vendas externas do estado em US$ 2,1 bilhões no quadrimestre de 2007 (+8,4%). As importações decresceram 4% no mês, interrompendo a seqüência de crescimento acima das exportações verificada na média dos três meses anteriores. No mês passado, estas somaram US$ 339,8 milhões, acumulando US$ 1,6 bilhão nos primeiros quatro meses do ano.

As exportações de setores como o metalúrgico, petroquímico, de celulose, soja e café puxaram as vendas em abril, motivadas pelos ótimos preços internacionais e contínuo crescimento da economia mundial. Este cenário vem propiciando demanda consistente de exportações, principalmente para as commodities minerais, a preços cada vez mais atrativos..

Só o aumento das exportações de fios e catodos de cobre, por exemplo, respondem por 64% do incremento, US$ 106,2 milhões, verificado nas exportações totais da Bahia nos primeiros quatro meses de 2007, em relação a igual período do ano passado..

O superintendente do Promo - Centro Internacional de Negócios da Bahia afirmou que os contratos de longo prazo, o significativo peso das commodities na pauta de exportações e sua expressiva valorização no mercado internacional mantêm as exportações do estado em alta. `A estratégia das grandes empresas de manter mercados já conquistados, mesmo com a redução de margens, ainda garantem o bom ritmo das vendas externas baianas, apesar do câmbio desfavorável`, comentou Ricardo Saback..

Óleo combustível (US$259,5 milhões), catodos e fios de cobre (US$ 258 milhões), celulose (US$217,1 milhões), automóveis (US$ 198,7 milhões), benzeno (US$ 60,2 milhões), farelo de soja (US$ 45,6 milhões), pneus (US$ 42,5 milhões) e café (US$ 38,8 milhões) lideram a lista de produtos exportados pelo estado neste ano, que, setorialmente, apresenta como principais segmentos o petroquímico, o metalúrgico, o de papel e celulose e derivados de petróleo..

Já as principais retrações, a maioria relacionadas com a questão cambial, ficaram por conta do setor automotivo (-19,5%), móveis (-4,2%), derivados de cacau (-17%) e calçados de couro (-46,5%). Soma-se a esses produtos a queda nas vendas de óleo combustível, 25,8%, motivada por redução na quantidade embarcada e também por preços médios menores, 12,1%, comparados a igual período de 2006..

Importações dinâmicas.

As importações, apesar de terem arrefecido em abril, mantiveram-se dinâmicas em todos os setores, principalmente automóveis (+83%), bens de capital (+27,3%) e bens de consumo +67%. Estimuladas pela desvalorização do dólar, pelo aumento da produção industrial e pela expansão do financiamento internacional, as importações acusam crescimento de 24,7% nestes quatro primeiros meses do ano, três vezes maior que o crescimento verificado nas exportações..

`As compras externas são benéficas, principalmente de insumos e máquinas e equipamentos, porque lubrificam a economia ao forçar o aumento da eficiência da indústria local, além de proporcionar mais concorrência e segurar preços`, comenta Arthur Cruz, gerente de pesquisas e informações do Promo. Mantida a paridade cambial nos níveis atuais e o crescimento esperado da indústria neste ano, com a maturação de investimentos em instalação e ampliação anunciados, deve-se registrar um crescimento relativamente mais elevado das importações para a Bahia em 2007..

Os principais produtos importados até abril foram minério de cobre - US$ 374,3 milhões, nafta com US$ 259,5 milhões, automóveis com US$ 131,2 milhões, cacau em grão - US$ 46 milhões e trigo com US$ 37,4 milhões. No setor de bens de capital, ligado à modernização dos processos produtivos, destacam-se as compras de turbinas a gás, microprocessadores, máquinas para fabricação de pastas de celulose, circuitos impressos e máquinas cortadeiras..

Os principais mercados para as exportações baianas no período foram os Estados Unidos com 20%, seguido por Argentina com 12% e Países Baixos com 9%. Já os principais fornecedores do estado foram o Chile, principal fornecedor de minério de cobre com 23%, Argentina com 13% e Estados Unidos com 8%..

As empresas que mais exportaram no quadrimestre foram a Petrobrás com US$ 319 milhões, Caraíba Metais com US$ 300 milhões, Braskem com US$ 228 milhões, Ford com US$ 213 milhões e Veracel com US$ 122 milhões..

Fonte: Agecom Em 11/05/2007