27/07/2007
Entidades representativas dos servidores públicos estaduais publicaram ontem nos veículos da imprensa um comunicado à sociedade, no qual consideram positivo o desenvolvimento da política salarial adotada pelo Governo do Estado, através do Sistema Estadual de Negociação Permanente (Senp).
Em defesa da nova forma de relacionamento entre gestores e funcionários, as categorias definem como `transparente e participativo` o diálogo entre as duas instâncias e reconhecem os avanços obtidos na Mesa Central de Negociação Permanente, como o reajuste salarial de 4,5% a 17,28% e a recuperação da paridade entre o vencimento básico e o salário mínimo.
A diretora da Federação dos Trabalhadores do Serviço Público da Bahia (Fetrab), Marinalva Nunes, é enfática ao dizer que os governos anteriores não respeitavam o funcionalismo público e não mantinham um canal de discussão acerca das condições de vida e de trabalho dos funcionários. `Sempre reivindicamos o diálogo e o Senp representa um avanço em relação a isso`, afirma.
Elite - Ao mesmo tempo, ela salienta que segmentos `elitizados` do funcionalismo estão tentando dificultar as negociações e minimizar os avanços obtidos até então. `São setores que tinham acesso direto ao governador e negociavam separadamente. Não vamos abrir mão do diálogo e queremos dizer a essas pessoas que o lugar delas é na mesa de negociação`, explica.
O problema a que Marinalva se refere está exposto no seguinte trecho do comunicado: `Temos histórias de lutas e podemos distinguir com clareza as atitudes atuais daquelas existentes no passado. Por isso, é nossa responsabilidade rechaçar a atuação de forças que tentam minimizar a conquista dos trabalhadores públicos e desestabilizar o sistema de negociação. O interesse dessas forças é o retorno das velhas práticas de negociar diretamente com o governador, no Palácio de Ondina, num jogo que só beneficiava alguns privilegiados, em detrimento da maioria do funcionalismo.`
O discurso da diretora da Fetrab é reforçado pelo presidente do Sindicato dos Policiais Civis da Bahia (Sindpoc), Carlos Alberto Nascimento, que reafirma o apoio à mesa de negociação e frisa que toda vantagem que vier a ser concedida deve partir dela, beneficiando o conjunto dos servidores.
`Alguns setores do funcionalismo estavam acostumados a resolver seus problemas separadamente e hoje são contrários à mesa. Eles querem reeditar a velha prática de se isolarem com o governador para resolver sozinhos seus problemas. Isso não é mais aceitável no contexto atual`, diz.
Resgate de carreiras - A partir de agora, as discussões vão prosseguir nas mesas setoriais, onde as carreiras específicas serão avaliadas. `A expectativa é de que as carreiras sejam resgatadas e reestruturadas, a partir de estudos e deliberações conjuntas que contribuam para uma política de pessoal capaz de inserir o servidor como protagonista no desenvolvimento de uma nova administração pública, voltada para a efetiva e contínua melhoria da prestação de serviços públicos`, continua a nota publicada na imprensa.
Novo cenário - Para Rubens Santiago, diretor de imprensa do Sindicato dos Servidores da Fazenda (Sindsefaz), o processo de negociação, da forma como está sendo realizada, é um fato inédito no estado. `Embora haja dificuldades na dinâmica da negociação, o que é natural, está reinando o entendimento. Esse novo cenário, inclusive, prestigia a beneficiária direta dos serviços públicos, que é a população`, comenta.
Avanços - As dificuldades também são reconhecidas por Carlos Alberto Nascimento, do Sindpoc. `Sabemos que, em seis meses, é humanamente impossível resolver todas as questões, sem falar que o estado tem outras demandas, além dos servidores. Mas é inegável que já tivemos avanços em diversos pontos`, contextualiza.
Entre as demais categorias profissionais que assinaram o comunicado, estão a Associação de Investigadores da Polícia Civil (Agepol), a Associação dos Servidores do Departamento de Estradas da Bahia (Asderba), a Associação dos Peritos Criminalísticos da Bahia (Asbac) e o Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário Estadual (Sinpojud).
Fonte: Diário Oficial
27/07/07
Em defesa da nova forma de relacionamento entre gestores e funcionários, as categorias definem como `transparente e participativo` o diálogo entre as duas instâncias e reconhecem os avanços obtidos na Mesa Central de Negociação Permanente, como o reajuste salarial de 4,5% a 17,28% e a recuperação da paridade entre o vencimento básico e o salário mínimo.
A diretora da Federação dos Trabalhadores do Serviço Público da Bahia (Fetrab), Marinalva Nunes, é enfática ao dizer que os governos anteriores não respeitavam o funcionalismo público e não mantinham um canal de discussão acerca das condições de vida e de trabalho dos funcionários. `Sempre reivindicamos o diálogo e o Senp representa um avanço em relação a isso`, afirma.
Elite - Ao mesmo tempo, ela salienta que segmentos `elitizados` do funcionalismo estão tentando dificultar as negociações e minimizar os avanços obtidos até então. `São setores que tinham acesso direto ao governador e negociavam separadamente. Não vamos abrir mão do diálogo e queremos dizer a essas pessoas que o lugar delas é na mesa de negociação`, explica.
O problema a que Marinalva se refere está exposto no seguinte trecho do comunicado: `Temos histórias de lutas e podemos distinguir com clareza as atitudes atuais daquelas existentes no passado. Por isso, é nossa responsabilidade rechaçar a atuação de forças que tentam minimizar a conquista dos trabalhadores públicos e desestabilizar o sistema de negociação. O interesse dessas forças é o retorno das velhas práticas de negociar diretamente com o governador, no Palácio de Ondina, num jogo que só beneficiava alguns privilegiados, em detrimento da maioria do funcionalismo.`
O discurso da diretora da Fetrab é reforçado pelo presidente do Sindicato dos Policiais Civis da Bahia (Sindpoc), Carlos Alberto Nascimento, que reafirma o apoio à mesa de negociação e frisa que toda vantagem que vier a ser concedida deve partir dela, beneficiando o conjunto dos servidores.
`Alguns setores do funcionalismo estavam acostumados a resolver seus problemas separadamente e hoje são contrários à mesa. Eles querem reeditar a velha prática de se isolarem com o governador para resolver sozinhos seus problemas. Isso não é mais aceitável no contexto atual`, diz.
Resgate de carreiras - A partir de agora, as discussões vão prosseguir nas mesas setoriais, onde as carreiras específicas serão avaliadas. `A expectativa é de que as carreiras sejam resgatadas e reestruturadas, a partir de estudos e deliberações conjuntas que contribuam para uma política de pessoal capaz de inserir o servidor como protagonista no desenvolvimento de uma nova administração pública, voltada para a efetiva e contínua melhoria da prestação de serviços públicos`, continua a nota publicada na imprensa.
Novo cenário - Para Rubens Santiago, diretor de imprensa do Sindicato dos Servidores da Fazenda (Sindsefaz), o processo de negociação, da forma como está sendo realizada, é um fato inédito no estado. `Embora haja dificuldades na dinâmica da negociação, o que é natural, está reinando o entendimento. Esse novo cenário, inclusive, prestigia a beneficiária direta dos serviços públicos, que é a população`, comenta.
Avanços - As dificuldades também são reconhecidas por Carlos Alberto Nascimento, do Sindpoc. `Sabemos que, em seis meses, é humanamente impossível resolver todas as questões, sem falar que o estado tem outras demandas, além dos servidores. Mas é inegável que já tivemos avanços em diversos pontos`, contextualiza.
Entre as demais categorias profissionais que assinaram o comunicado, estão a Associação de Investigadores da Polícia Civil (Agepol), a Associação dos Servidores do Departamento de Estradas da Bahia (Asderba), a Associação dos Peritos Criminalísticos da Bahia (Asbac) e o Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário Estadual (Sinpojud).
Fonte: Diário Oficial
27/07/07