08/08/2007
Ao tomar posse ontem como novo presidente da Infraero (estatal que gerencia aeroportos), o engenheiro Sergio Gaudenzi diagnosticou um `nó` do sistema de aviação em São Paulo, defendeu a transferência de vôos para o Rio de Janeiro e Minas e pediu que todos os diretores, superintendentes e gerentes regionais da estatal ponham os cargos à disposição hoje. `Esse nó repercute em todo o país. Já o Rio, por exemplo, é subutilizado, poderia ter tráfego muito maior, assim como Confins, que fica na região central do país`, disse. Ele substituiu a José Carlos Pereira.
. Na concorrida cerimônia, em que estiveram presentes os comandantes da Marinha, Exército e Aeronáutica, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse que cobrará das tropas o mesmo rigor que tentará imprimir às companhias aéreas. `Se vamos exigir pontualidade dessas empresas, precisamos também exigir a nossa pontualidade.`
O novo presidente da estatal disse, após tomar posse, que já possui uma lista de indicados, mas irá conversar com Jobim antes de tornar públicos os futuros nomeados. Gaudenzi ressaltou que o critério de competência não exclui políticos. De saída, Pereira disse que há problemas `éticos e morais` na origem do caos aéreo. `Tenho impressão de que em alguns momentos em nossa sociedade ocorreram falhas tanto no sentido moral quanto no sentido ético, não falhas dolosas, não criminosas, mas talvez a falta da cultura ética do nosso povo e a falta de cultura moral do nosso povo, da obediência às leis.`
Em seu discurso, Gaudenzi defendeu trabalho em equipe com a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e com o Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo), da Aeronáutica. Ele disse também que suspenderá os contratos da Infraero quando forem constatadas irregularidades. O novo presidente da estatal é do PSB, foi secretário de Fazenda do governo Waldir Pires na Bahia (1987-1989) e, depois, deputado federal colega de Jobim na Câmara (1991).(AC)
Fonte:IURI DANTAS e FELIPE SELIGMAN
Folha de S. Paulo
Em 8/08/2007.
. Na concorrida cerimônia, em que estiveram presentes os comandantes da Marinha, Exército e Aeronáutica, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse que cobrará das tropas o mesmo rigor que tentará imprimir às companhias aéreas. `Se vamos exigir pontualidade dessas empresas, precisamos também exigir a nossa pontualidade.`
O novo presidente da estatal disse, após tomar posse, que já possui uma lista de indicados, mas irá conversar com Jobim antes de tornar públicos os futuros nomeados. Gaudenzi ressaltou que o critério de competência não exclui políticos. De saída, Pereira disse que há problemas `éticos e morais` na origem do caos aéreo. `Tenho impressão de que em alguns momentos em nossa sociedade ocorreram falhas tanto no sentido moral quanto no sentido ético, não falhas dolosas, não criminosas, mas talvez a falta da cultura ética do nosso povo e a falta de cultura moral do nosso povo, da obediência às leis.`
Em seu discurso, Gaudenzi defendeu trabalho em equipe com a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e com o Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo), da Aeronáutica. Ele disse também que suspenderá os contratos da Infraero quando forem constatadas irregularidades. O novo presidente da estatal é do PSB, foi secretário de Fazenda do governo Waldir Pires na Bahia (1987-1989) e, depois, deputado federal colega de Jobim na Câmara (1991).(AC)
Fonte:IURI DANTAS e FELIPE SELIGMAN
Folha de S. Paulo
Em 8/08/2007.