14/08/2007
Depois de implantar, de forma pioneira no Nordeste, o sistema de cotas para afrodescendentes, a Universidade do Estado da Bahia (Uneb) vai reservar, no próximo ano, 5% das vagas dos cursos aos descendentes dos povos indígenas. As cotas já entram em funcionamento no Vestibular 2008, cujas inscrições acontecem em setembro. A decisão do Conselho Superior Universitário (Consu) da Uneb foi resultado de dois dias de debates.
O sistema terá as mesmas regras do modelo adotado para os afrodescendentes, que exige que o candidato tenha cursado o ensino médio na rede pública de ensino. Os candidatos, que devem se autodeclarar indiodescendentes, também terão reservas de vagas nos cursos de pós-graduação stricto sensu e lato sensu.
Os cursos lato sensu autofinanciáveis, aliás, também foram destaque entre as votações do sexto Consu realizado na atual administração. A Uneb agora poderá voltar a oferecer os cursos, respeitando uma nova regulamentação que trata das inscrições, do limite de carga-horária e de um teto de remuneração.
Outra vitória do Consu foi a regulamentação de que 10% do valor arrecadado nos cursos lato sensu devem ficar nos departamentos de origem, promovendo melhorias estruturais e pedagógicas para os campi.
Segundo o pró-reitor de Pesquisa e Ensino de Pós-Graduação (PPG), Wilson Mattos, que foi relator do projeto das cotas, `a universidade avançou em questões importantes para o bom funcionamento interno e respondeu a uma demanda social com a aprovação das cotas`.
O conselho ainda definiu novos critérios para a concessão de bolsas do Programa de Apoio à Capacitação de Docentes e Técnicos Administrativos (PAC - DT), que agora serão submetidas a uma comissão avaliadora.
O regimento da universidade define o conselho como `órgão máximo de deliberação, ao qual compete formular, com prioridade, a política universitária, definir as práticas gerais das áreas acadêmica e administrativa e funcionar como instância revisora, em grau de recurso, das deliberações relativas ao âmbito da sua competência.
Por acreditar em uma administração participativa e democrática e na força do órgão colegiado, o reitor Lourisvaldo Valentim defendeu que as reuniões do conselho se realizem, em média, a cada três meses. `As ações que têm origem nas decisões tomadas pelos Conselhos Superiores da universidade ganham maior legitimidade e compromisso da comunidade acadêmica`, avaliou Valentim, que também preside o Consu.
Cerca de 50 conselheiros participaram da reunião do Consu, que já se transformou em uma das marcas desta gestão. `Numa instituição complexa como a Uneb, as decisões tomadas de maneira colegiada acabarão surtindo mais efeito`, avaliou a pró-reitora de Administração (Proad), Mirian Costa.
Fonte: Jornal Correio da Bahia
14/08/07
O sistema terá as mesmas regras do modelo adotado para os afrodescendentes, que exige que o candidato tenha cursado o ensino médio na rede pública de ensino. Os candidatos, que devem se autodeclarar indiodescendentes, também terão reservas de vagas nos cursos de pós-graduação stricto sensu e lato sensu.
Os cursos lato sensu autofinanciáveis, aliás, também foram destaque entre as votações do sexto Consu realizado na atual administração. A Uneb agora poderá voltar a oferecer os cursos, respeitando uma nova regulamentação que trata das inscrições, do limite de carga-horária e de um teto de remuneração.
Outra vitória do Consu foi a regulamentação de que 10% do valor arrecadado nos cursos lato sensu devem ficar nos departamentos de origem, promovendo melhorias estruturais e pedagógicas para os campi.
Segundo o pró-reitor de Pesquisa e Ensino de Pós-Graduação (PPG), Wilson Mattos, que foi relator do projeto das cotas, `a universidade avançou em questões importantes para o bom funcionamento interno e respondeu a uma demanda social com a aprovação das cotas`.
O conselho ainda definiu novos critérios para a concessão de bolsas do Programa de Apoio à Capacitação de Docentes e Técnicos Administrativos (PAC - DT), que agora serão submetidas a uma comissão avaliadora.
O regimento da universidade define o conselho como `órgão máximo de deliberação, ao qual compete formular, com prioridade, a política universitária, definir as práticas gerais das áreas acadêmica e administrativa e funcionar como instância revisora, em grau de recurso, das deliberações relativas ao âmbito da sua competência.
Por acreditar em uma administração participativa e democrática e na força do órgão colegiado, o reitor Lourisvaldo Valentim defendeu que as reuniões do conselho se realizem, em média, a cada três meses. `As ações que têm origem nas decisões tomadas pelos Conselhos Superiores da universidade ganham maior legitimidade e compromisso da comunidade acadêmica`, avaliou Valentim, que também preside o Consu.
Cerca de 50 conselheiros participaram da reunião do Consu, que já se transformou em uma das marcas desta gestão. `Numa instituição complexa como a Uneb, as decisões tomadas de maneira colegiada acabarão surtindo mais efeito`, avaliou a pró-reitora de Administração (Proad), Mirian Costa.
Fonte: Jornal Correio da Bahia
14/08/07