28/08/2007
Buscando ordenar o plantio de eucalipto, com a finalidade de fortalecer e desenvolver o reflorestamento sustentável voltado para o agronegócio, o secretário da Agricultura, Geraldo Simões, assinou em Vitória da Conquista, um acordo de cooperação técnico-financeira com a Uesb para realizar um estudo de viabilização do Projeto de Reflorestamento do Sudoeste.
O acordo, assinado durante o III Simpósio Sobre Reflorestamento na Região Sudoeste, prevê o zoneamento da área para o plantio, assim como a análise dos aspectos ambientais e operacionais, além do clima e da geologia. O secretário explica que o Sudoeste é muito importante para a economia baiana e, por isso, o governo do Estado tem preocupação com a diversificação das atividades econômicas da região, como o eucalipto. `Vamos aproveitar áreas degradadas ou de pecuária sem aproveitamento para essa atividade - que é nova no Planalto de Conquista - além de agregar outras variedades`, adiantou.
Simões pontuou que o projeto vai preservar o meio-ambiente, com o reflorestamento nas áreas sem aproveitamento e será voltado para o agronegócio, tendo em vista a grande utilidade da madeira do eucalipto. `A madeira poderá ser utilizada para carvão, móveis, crédito de carbono e celulose. O mais importante é que estamos em parceria com a Uesb, que poderá tratar, de modo ordenado, esse reflorestamento e definir de que forma poderemos inserir a agricultura familiar, já que ela participa de atividades importantes na região, como a pecuária, a apicultura e o cultivo do café`, enfatizou o secretário. Na opinião do secretário, as ações do governo no apoio ao reflorestamento com eucalipto na região, devem acontecer de forma articuladas, envolvendo várias secretarias e organismos, a exemplo da CAR e da Desenbahia. Além disso, a atividade não deve repetir na região o modelo adotado no Extremo Sul do Estado, onde prevaleceu a monocultura.
Ao avaliar a questão, o presidente da Sociedade Brasileira de Agrossilvicultura e professor da Universidade de Toronto (Canadá), Laércio Couto, afirma que desde a introdução da cultura do eucalipto no Brasil, nos anos 70, entendeu-se que esta iria contribuir na produção de madeira e biomassa para o parque industrial do país, nas áreas de papel e celulose, chapa de madeira, serraria e carvão para siderurgia. `No caso do Planalto da Conquista, as condições climáticas e de terra são propicias para a implantação do eucalipto e de outras espécies arbóreas. Além disso, a região dispõe de uma boa logística, estando perto do porto de Ilhéus, o que facilita a exportação`, assegurou. Segundo Couto, a solução para evitar a monocultura é a associação do eucalipto com pastagens ou outras culturas típicas da região como a mamona, a mandioca, milho e feijão.
Outro termo de cooperação também assinado entre a Seagri e a Uesb contempla a realização de estudos visando um Projeto de Tecnificação da Cadeia Produtiva e Agregação de Valor à Carne Ovina e Caprina, para as regiões Sudoeste e Serra Geral. O projeto tem como objetivo inserir novas tecnologias, sobretudo o melhoramento genético, para aumento da produtividade e do rendimento do rebanho ovino-caprino, além da instalação de um abatedouro frigorífico. O termo de cooperação envolve ainda as áreas de biodiesel e apicultura. Também foi celebrado um convênio com a prefeitura de Vitória da Conquista para a recuperação do Parque de Exposições Teopompo de Almeida, com recursos da ordem de R$ 200 mil. O simpósio, que reuniu cerca de 500 pessoas ontem e hoje, no auditório da Uesb, discutiu soluções e estratégias para o reflorestamento e o desenvolvimento ordenado do plantio do eucalipto.
Fonte: Jornal Tribuna da Bahia
28/08/07
O acordo, assinado durante o III Simpósio Sobre Reflorestamento na Região Sudoeste, prevê o zoneamento da área para o plantio, assim como a análise dos aspectos ambientais e operacionais, além do clima e da geologia. O secretário explica que o Sudoeste é muito importante para a economia baiana e, por isso, o governo do Estado tem preocupação com a diversificação das atividades econômicas da região, como o eucalipto. `Vamos aproveitar áreas degradadas ou de pecuária sem aproveitamento para essa atividade - que é nova no Planalto de Conquista - além de agregar outras variedades`, adiantou.
Simões pontuou que o projeto vai preservar o meio-ambiente, com o reflorestamento nas áreas sem aproveitamento e será voltado para o agronegócio, tendo em vista a grande utilidade da madeira do eucalipto. `A madeira poderá ser utilizada para carvão, móveis, crédito de carbono e celulose. O mais importante é que estamos em parceria com a Uesb, que poderá tratar, de modo ordenado, esse reflorestamento e definir de que forma poderemos inserir a agricultura familiar, já que ela participa de atividades importantes na região, como a pecuária, a apicultura e o cultivo do café`, enfatizou o secretário. Na opinião do secretário, as ações do governo no apoio ao reflorestamento com eucalipto na região, devem acontecer de forma articuladas, envolvendo várias secretarias e organismos, a exemplo da CAR e da Desenbahia. Além disso, a atividade não deve repetir na região o modelo adotado no Extremo Sul do Estado, onde prevaleceu a monocultura.
Ao avaliar a questão, o presidente da Sociedade Brasileira de Agrossilvicultura e professor da Universidade de Toronto (Canadá), Laércio Couto, afirma que desde a introdução da cultura do eucalipto no Brasil, nos anos 70, entendeu-se que esta iria contribuir na produção de madeira e biomassa para o parque industrial do país, nas áreas de papel e celulose, chapa de madeira, serraria e carvão para siderurgia. `No caso do Planalto da Conquista, as condições climáticas e de terra são propicias para a implantação do eucalipto e de outras espécies arbóreas. Além disso, a região dispõe de uma boa logística, estando perto do porto de Ilhéus, o que facilita a exportação`, assegurou. Segundo Couto, a solução para evitar a monocultura é a associação do eucalipto com pastagens ou outras culturas típicas da região como a mamona, a mandioca, milho e feijão.
Outro termo de cooperação também assinado entre a Seagri e a Uesb contempla a realização de estudos visando um Projeto de Tecnificação da Cadeia Produtiva e Agregação de Valor à Carne Ovina e Caprina, para as regiões Sudoeste e Serra Geral. O projeto tem como objetivo inserir novas tecnologias, sobretudo o melhoramento genético, para aumento da produtividade e do rendimento do rebanho ovino-caprino, além da instalação de um abatedouro frigorífico. O termo de cooperação envolve ainda as áreas de biodiesel e apicultura. Também foi celebrado um convênio com a prefeitura de Vitória da Conquista para a recuperação do Parque de Exposições Teopompo de Almeida, com recursos da ordem de R$ 200 mil. O simpósio, que reuniu cerca de 500 pessoas ontem e hoje, no auditório da Uesb, discutiu soluções e estratégias para o reflorestamento e o desenvolvimento ordenado do plantio do eucalipto.
Fonte: Jornal Tribuna da Bahia
28/08/07