10/09/2007
O volume de empregos com carteira assinada no mercado baiano fechou o acumulado dos primeiros sete meses do ano com alta de 3,96%, na comparação com o mesmo período do ano passado. De janeiro a julho, foram gerados aproximadamente 46 mil empregos formais, contra cerca de 44,2 mil apurados no igual período de 2006.
As informações constam do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego.
O resultado vem na esteira da expansão das contratações no setor agropecuário, que encerrou o período com a criação de pouco mais que 13,1 mil empregos, com expansão de 14,07% de janeiro julho, considerando a mesma base de comparação.
O diretor de pesquisa da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), José Ribeiro Guimarães, avalia que o desempenho do mercado de trabalho no setor agropecuário teve peso fundamental para a expansão de 5,47% do nível de emprego no interior do Estado nos primeiros sete meses do ano. A SEI fez a parte de análise dos dados do Caged apurados no mercado baiano.
O fator `produção de alimentos no campo` deu fôlego ao fenômeno da expansão do mercado de trabalho no interior do Estado numa velocidade superior ao verificado em Salvador e região metropolitana (RMS). No interior, foram criados no período cerca de 30,3 mil vagas - o que significa 65,8% do total de empregos formais foram gerados fora da capital baiana e dos dez municípios da RMS.
Ribeiro observa que o fôlego do interior para a geração de empregos decorre da recuperação do agronegócio, principalmente nos setores da cafeicultura e canade-açúcar. `Ainda houve expansão no plantio de florestas de eucalipto para celulose e papel`, pontua Ribeiro.
A locomotiva do emprego também foi movida pela indústria de transformação, que consolidou no acumulado cerca de 8,7 mil postos.
Oboom imobiliário teve a sua quota de participação no crescimento do emprego formal, com geração de 7,7 mil postos. Já o comércio gerou pelo menos 6,3 mil vagas no período.
Apesar do ritmo de crescimento no volume de contratações, o desempenho do mercado baiano ficou ligeiramente abaixo da média nacional; 3,96%, contra 4,42%.
`É uma diferença pequena. Podemos dizer que estamos no mesmo patamar`, observa José Ribeiro Guimarães.
FRUSTRAÇÃO - A avaliação é questionada pelo coordenador do mestrado da Faculdade de Economia da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Paulo Balanco. `Ainda é um desempenho um tanto frustrante, tendo em vista o desempenho do PIB (Produto Interno Bruto) baiano, que, durante sucessivos anos, cresceu acima da média nacional`, observa.
Balanco explica que a avaliação leva em consideração o período de maturação dos investimentos que foram atraídos para o Estado nos últimos anos. `Por outro lado, o nosso grande desafio é integrar as cadeias produtivas setores como o automotivo e calçadista, o que poderia repercutir de maneira positiva na geração de empregos`, acrescenta o professor Paulo Balanco.
CRESCIMENTO -A economista da Tedências Consultoria, Alessandra Ribeiro, explica que a evolução do mercado de trabalho é reflexo do crescimento econômico brasileiro.
Ela informa que, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o índice de desemprego no País fechou o ano passado em 10%, após pico de 11,5% em 2004. A economista aponta que a projeção da Tendências é de redução gradual do índice de desempregados, com a perspectiva de 9,6% no fechamento deste ano e pelo menos 9,2% em 2008. `O mercado de trabalho vem reagindo de maneira muito positiva, em relação ao crescimento do País`, avalia a economista.
Ela ainda observa que o crescimento brasileiro atual - apesar de inferior, na comparação com outros mercados emergentes - tem lastro na expansão do mercado interno.
`O País não está apenas surfando na onda do crescimento da economia mundial, mas fazendo o dever de casa, fruto da consolidação dos fundamentos da economia`, aponta
Fonte: Jornal A Tarde
Repórter: LUIZ SOUZA
08/09/07
As informações constam do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego.
O resultado vem na esteira da expansão das contratações no setor agropecuário, que encerrou o período com a criação de pouco mais que 13,1 mil empregos, com expansão de 14,07% de janeiro julho, considerando a mesma base de comparação.
O diretor de pesquisa da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), José Ribeiro Guimarães, avalia que o desempenho do mercado de trabalho no setor agropecuário teve peso fundamental para a expansão de 5,47% do nível de emprego no interior do Estado nos primeiros sete meses do ano. A SEI fez a parte de análise dos dados do Caged apurados no mercado baiano.
O fator `produção de alimentos no campo` deu fôlego ao fenômeno da expansão do mercado de trabalho no interior do Estado numa velocidade superior ao verificado em Salvador e região metropolitana (RMS). No interior, foram criados no período cerca de 30,3 mil vagas - o que significa 65,8% do total de empregos formais foram gerados fora da capital baiana e dos dez municípios da RMS.
Ribeiro observa que o fôlego do interior para a geração de empregos decorre da recuperação do agronegócio, principalmente nos setores da cafeicultura e canade-açúcar. `Ainda houve expansão no plantio de florestas de eucalipto para celulose e papel`, pontua Ribeiro.
A locomotiva do emprego também foi movida pela indústria de transformação, que consolidou no acumulado cerca de 8,7 mil postos.
Oboom imobiliário teve a sua quota de participação no crescimento do emprego formal, com geração de 7,7 mil postos. Já o comércio gerou pelo menos 6,3 mil vagas no período.
Apesar do ritmo de crescimento no volume de contratações, o desempenho do mercado baiano ficou ligeiramente abaixo da média nacional; 3,96%, contra 4,42%.
`É uma diferença pequena. Podemos dizer que estamos no mesmo patamar`, observa José Ribeiro Guimarães.
FRUSTRAÇÃO - A avaliação é questionada pelo coordenador do mestrado da Faculdade de Economia da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Paulo Balanco. `Ainda é um desempenho um tanto frustrante, tendo em vista o desempenho do PIB (Produto Interno Bruto) baiano, que, durante sucessivos anos, cresceu acima da média nacional`, observa.
Balanco explica que a avaliação leva em consideração o período de maturação dos investimentos que foram atraídos para o Estado nos últimos anos. `Por outro lado, o nosso grande desafio é integrar as cadeias produtivas setores como o automotivo e calçadista, o que poderia repercutir de maneira positiva na geração de empregos`, acrescenta o professor Paulo Balanco.
CRESCIMENTO -A economista da Tedências Consultoria, Alessandra Ribeiro, explica que a evolução do mercado de trabalho é reflexo do crescimento econômico brasileiro.
Ela informa que, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o índice de desemprego no País fechou o ano passado em 10%, após pico de 11,5% em 2004. A economista aponta que a projeção da Tendências é de redução gradual do índice de desempregados, com a perspectiva de 9,6% no fechamento deste ano e pelo menos 9,2% em 2008. `O mercado de trabalho vem reagindo de maneira muito positiva, em relação ao crescimento do País`, avalia a economista.
Ela ainda observa que o crescimento brasileiro atual - apesar de inferior, na comparação com outros mercados emergentes - tem lastro na expansão do mercado interno.
`O País não está apenas surfando na onda do crescimento da economia mundial, mas fazendo o dever de casa, fruto da consolidação dos fundamentos da economia`, aponta
Fonte: Jornal A Tarde
Repórter: LUIZ SOUZA
08/09/07