18/09/2007
Telefónica colocará mais de US$ 7 bi no Brasil até 2010 e Santander elevará seus investimentos. Empresas espanholas prometeram, ontem, ampliar seus investimentos no Brasil diante da expectativa de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpra as promessas de estimular o crescimento do País. A gigante de telecomunicações Telefónica, maior investidora estrangeira no Brasil, afirmou que colocará mais de US$ 7 bilhões no País até 2010, depois que Lula apresentou a líderes empresariais, em Madri, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
O maior banco espanhol, o Santander, disse que vai elevar seus investimentos no País a US$ 25 bilhões como parte de sua oferta conjunta com outras instituições pelo banco holandês ABN Amro. Sob o acordo firmado pelo consórcio de bancos, caso a oferta vença a proposta feita pelo Barclays para comprar o banco holandês, o Santander ficará com o controle do Banco Real no Brasil, alçando o banco espanhol à liga dos maiores do mercado brasileiro. `Nós nunca vimos a economia brasileira tão boa como agora`, disse o chairman do Santander, Emilio Botín, após um encontro de Lula com líderes empresariais espanhóis no palácio do governo.
O presidente Lula fez uma série de exposições na Europa para ajudar a reunir US$ 260 bilhões em investimentos em infra-estrutura, estabelecidos no PAC e que são considerados necessários para elevar a taxa anual de crescimento econômico para 5%, ante média de 4,1% nos últimos dois anos. Lula disse ainda que o momento `exitoso` que o Brasil vive é resultado `da seriedade, da compreensão do povo brasileiro e também do acerto de uma política de diversificação das relações do Brasil com o mundo`. `É por isso que eu estou tranqüilo de que essa crise imobiliária americana não afetará as fronteiras do Brasil, porque nós saímos de uma fase em que tínhamos US$ 30 bilhões em reservas, dos quais quase US$ 16 bilhões do FMI [Fundo Monetário Internacional]. Hoje nós temos US$ 162 bilhões em reservas, não devemos nada ao FMI, não devemos ao Clube de Paris [instituição informal integrada por países desenvolvidos], e adquirimos credibilidade até para, se quisermos,
contrair novas dívidas`, disse. Lula também aproveitou a oportunidade para destacar a `boa` relação vivida entre Brasil e Espanha, mas afirmou que as duas nações têm potencial para fazer mais e melhor: `Melhoramos muito as nossas relações comerciais. Saímos de US$ 2,5 bilhões para US$ 5 bilhões, mas é muito pouco. Para quem se conhece há tanto tempo e para quem tem o potencial de crescimento que têm Espanha e Brasil, uma balança comercial de US$ 5 bilhões ainda é muito pequena`. A Espanha é a segunda maior investidora no Brasil, depois dos Estados Unidos. As companhias espanholas são atraídas por uma crescente classe média e pelos esforços de Lula para reduzir a vulnerabilidade do País a choques econômicos.
Fonte: Jornal Gazeta Mercantil
Em 18/09/2007
O maior banco espanhol, o Santander, disse que vai elevar seus investimentos no País a US$ 25 bilhões como parte de sua oferta conjunta com outras instituições pelo banco holandês ABN Amro. Sob o acordo firmado pelo consórcio de bancos, caso a oferta vença a proposta feita pelo Barclays para comprar o banco holandês, o Santander ficará com o controle do Banco Real no Brasil, alçando o banco espanhol à liga dos maiores do mercado brasileiro. `Nós nunca vimos a economia brasileira tão boa como agora`, disse o chairman do Santander, Emilio Botín, após um encontro de Lula com líderes empresariais espanhóis no palácio do governo.
O presidente Lula fez uma série de exposições na Europa para ajudar a reunir US$ 260 bilhões em investimentos em infra-estrutura, estabelecidos no PAC e que são considerados necessários para elevar a taxa anual de crescimento econômico para 5%, ante média de 4,1% nos últimos dois anos. Lula disse ainda que o momento `exitoso` que o Brasil vive é resultado `da seriedade, da compreensão do povo brasileiro e também do acerto de uma política de diversificação das relações do Brasil com o mundo`. `É por isso que eu estou tranqüilo de que essa crise imobiliária americana não afetará as fronteiras do Brasil, porque nós saímos de uma fase em que tínhamos US$ 30 bilhões em reservas, dos quais quase US$ 16 bilhões do FMI [Fundo Monetário Internacional]. Hoje nós temos US$ 162 bilhões em reservas, não devemos nada ao FMI, não devemos ao Clube de Paris [instituição informal integrada por países desenvolvidos], e adquirimos credibilidade até para, se quisermos,
contrair novas dívidas`, disse. Lula também aproveitou a oportunidade para destacar a `boa` relação vivida entre Brasil e Espanha, mas afirmou que as duas nações têm potencial para fazer mais e melhor: `Melhoramos muito as nossas relações comerciais. Saímos de US$ 2,5 bilhões para US$ 5 bilhões, mas é muito pouco. Para quem se conhece há tanto tempo e para quem tem o potencial de crescimento que têm Espanha e Brasil, uma balança comercial de US$ 5 bilhões ainda é muito pequena`. A Espanha é a segunda maior investidora no Brasil, depois dos Estados Unidos. As companhias espanholas são atraídas por uma crescente classe média e pelos esforços de Lula para reduzir a vulnerabilidade do País a choques econômicos.
Fonte: Jornal Gazeta Mercantil
Em 18/09/2007