Forte São Marcelo ganha moderno sistema de iluminação elétrica e cênica

24/09/2007
`Levou a modernidade sem destruir um sítio histórico como este`, declarou o governador Jaques Wagner, na quinta-feira (20), durante a inauguração do sistema de eletrificação do Forte São Marcelo. Ao lado da primeira-dama, Fátima Mendonça, do prefeito de Salvador, João Henrique Carneiro, e dos secretários Batista Neves (Infra-Estrutura) e Fábio Mota (Serviços Públicos), Wagner descerrou a placa de inauguração do Forte - agora sem as inconveniências sonoras e ambientais ocasionadas pelos barulhentos geradores a diesel.

Construído no século XVII e aberto à visitação pública apenas em março do ano passado -após obras de recuperação realizadas pela prefeitura -, o Forte São Marcelo ganhou iluminação elétrica através de cabos subaquáticos e subterrâneos de 1,3 quilômetros. Graças à parceria com o governo do Estado, foi possível desativar os geradores a diesel, que ocasionavam problemas ambientais, com riscos de contaminação do solo, além de poluições do ar e sonora, e ainda iluminação cênica.

Num investimento de quase R$ 1 milhão, sendo aproximadamente R$ 754 mil do governo do Estado, através da Secretaria de Infra-estrutura (Seinfra), e quase R$ 280 dos cofres do município, o local - referência histórica e cultural da Baía de Todos os Santos, recebeu um moderno sistema de iluminação elétrica e cênica. As obras foram executadas pela Coelba e Sesp, atendendo todos os cuidados para não impactar o meio-ambiente, nem causar a desarmonia e descaracterização do local. `As obras iniciaram somente após a obtenção de todas as licenças e anuências prévias dos órgãos competentes, como o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Ibama, Secretaria Estadual de Meio-Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), Marinha e Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba)`, explicou o secretário estadual Batista Neves.

Durante a cerimônia - marcada pela apresentação do ator Gerson Guimarães, que contou a história do Forte em versos e melodia, além dos atores com trajes de época que recepcionaram os convidados - o secretário estadual destacou que `graças à sensibilidade do governador Jaques Wagner, atendendo a uma reivindicação do prefeito João Henrique, o principal marco da Baía de Todos os Santos agora dispõe de energia confiável e não poluente`.

O Forte São Marcelo abriga hoje três museus, além de espaço para eventos, restaurante e um auditório. Os museus do Forte, Memória do Mar e Memórias da Cidade mantêm um acervo fixo de fotos, objetos e documentos que preservam a história de Salvador. São 14 salas, no total, também abertas para exposições temporárias, consolidando um novo espaço agora valorizado com a energia elétrica. Até então, eram iluminados por geradores que gastava até cinco mil litros de óleo diesel por mês. `Além de não poluir, a nova iluminação cênica vai tornar a fortaleza mais um atrativo na cidade, à noite`, enfatizou João Henrique.

O prefeito lembrou que o ambiente foi recuperado e entregue à população de Salvador, do Brasil e aos turistas estrangeiros que visitam a cidade depois de 100 anos de abandono, quando serviu de morada até para traficantes. Para ele, é um dever do administrador público preservar todas as peças que formam o nosso rico e belo patrimônio histórico e artístico. `O Forte São Marcelo é um dos mais importantes monumentos de Salvador`, salientou.

João Henrique disse ainda que `muitos foram os prefeitos que, sentados em seu gabinete no Palácio Thomé de Souza, olhavam o Forte abandonado na baía` e que, dessa mesma observação, teve `a coragem de realizar essa tão importante obra, pois a história do Brasil passa por aqui`, lembrando a prisão e a fuga do líder da Guerra dos Farrapos no Rio Grande Sul, Bento Gonçalves. Falou ainda da parceria com o presidente Lula e o governador Wagner que tem possibilitado trazer muitas obras para a capital da Bahia.

`Um povo sem passado não tem futuro`, destacou João Henrique, no que foi apoiado por Jaques Wagner. Por sua vez, o governador relembrou a obra parecida realizada pela Seinfra em parceria com a Coelba, na Vila de Caraíva, próximo a Porto Seguro (Extremo-sul do Estado), onde a aldeia indígena recebeu uma iluminação de primeiro nível, abandonando o costume de queimar óleo diesel`, ressaltou Wagner.

Fonte: Ascom Seinfra