06/03/2008
Os alunos da rede estadual de ensino vão contar com a metodologia do Telecurso, programa educacional desenvolvido pela Fundação Roberto Marinho e Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) que já formou cinco milhões de alunos. A parceria foi firmada, nesta quinta-feira (6), durante a apresentação do novo Telecurso feita pelo presidente da fundação, José Roberto Marinho, no auditório da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb).
O protocolo de intenções tem validade de um ano e os termos da parceria devem ser acertados nos próximos dias. O Telecurso já é parceiro de 1,5 mil instituições e, além de ser exibido em 27 mil telessalas, é transmitido por canais abertos de televisão.
`Pensamos em adaptar o curso para os alunos do Programa de Alfabetização de Adultos e também oferecê-lo aos alunos da rede pública. Essa é uma iniciativa de sucesso que, com certeza, se tornará uma ferramenta importante para a redução do déficit educacional da Bahia`, afirmou o governador Jaques Wagner.
Para o presidente da Fundação Roberto Marinho, a iniciativa do governo baiano em se associar à rede, mostra o empenho em buscar soluções diferenciadas para a educação. `Para o povo acompanhar o ritmo do progresso e crescimento da Bahia é preciso que ele tenha acesso à educação`, enfatizou. A fundação já mantém parceria com estados, a exemplo do Acre e o Ceará, e os resultados foram surpreendentes.
O Telecurso foi desenvolvido para oferecer educação aos jovens e adultos que não concluíram a educação básica na idade apropriada. Na Bahia, ele vai ajudar a levar conhecimento principalmente à população que mora na zona rural, onde o acesso às escolas é difícil.
No ano passado, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), do Ministério da Educação (MEC), divulgou uma pesquisa revela que, na Bahia, um estudante dos quatro anos iniciais do ensino fundamental conclui uma série em um tempo médio de 1,51 ano (um ano e meio).
Este dado situa o estado na última posição no Brasil. Considerando a segunda fase do ensino fundamental (5ª a 8ª série), o tempo médio de conclusão de cada série é de 1,55 ano e a posição da Bahia é a penúltima no país, perdendo apenas para o estado de Alagoas. `Esse panorama, ao invés de desanimar, é um desafio. O Telecurso pode se tornar um grande parceiro para mudar esse cenário`, disse o governador.
O acesso à educação é um dos principais problemas da Bahia. O estado tem mais de dois milhões de analfabetos e apresenta baixos índices em relação ao ensino. Sete municípios baianos estão entre as 20 cidades brasileiras com pior Índice de Desenvolvimento de Educação Básica (Ideb).
Entre as capitais pesquisadas, Salvador tem o pior índice do país. Entre as capitais com os piores índices, lidera com a nota 2,8. Em segundo lugar vem Aracaju, com 2,9, e em terceiro, João Pessoa, também com 2,9. Na lista dos 20 municípios com o pior desempenho nas escolas da primeira até a quarta série, há sete cidades baianas.
Para combater o analfabetismo, o Governo do Estado lançou o Topa, que pretende, até 2010, reduzir, em pelo menos 1 milhão, o número de analfabetos com idade superior a 15 anos, reduzindo pela metade o contingente de 42,7% de analfabetos. Em maio, 211.558 alfabetizandos vão concluir o curso em todo o estado, o que supera em mais de 100% a meta estipulada para este ano.
Fonte: Agecom 06/03/08
O protocolo de intenções tem validade de um ano e os termos da parceria devem ser acertados nos próximos dias. O Telecurso já é parceiro de 1,5 mil instituições e, além de ser exibido em 27 mil telessalas, é transmitido por canais abertos de televisão.
`Pensamos em adaptar o curso para os alunos do Programa de Alfabetização de Adultos e também oferecê-lo aos alunos da rede pública. Essa é uma iniciativa de sucesso que, com certeza, se tornará uma ferramenta importante para a redução do déficit educacional da Bahia`, afirmou o governador Jaques Wagner.
Para o presidente da Fundação Roberto Marinho, a iniciativa do governo baiano em se associar à rede, mostra o empenho em buscar soluções diferenciadas para a educação. `Para o povo acompanhar o ritmo do progresso e crescimento da Bahia é preciso que ele tenha acesso à educação`, enfatizou. A fundação já mantém parceria com estados, a exemplo do Acre e o Ceará, e os resultados foram surpreendentes.
O Telecurso foi desenvolvido para oferecer educação aos jovens e adultos que não concluíram a educação básica na idade apropriada. Na Bahia, ele vai ajudar a levar conhecimento principalmente à população que mora na zona rural, onde o acesso às escolas é difícil.
No ano passado, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), do Ministério da Educação (MEC), divulgou uma pesquisa revela que, na Bahia, um estudante dos quatro anos iniciais do ensino fundamental conclui uma série em um tempo médio de 1,51 ano (um ano e meio).
Este dado situa o estado na última posição no Brasil. Considerando a segunda fase do ensino fundamental (5ª a 8ª série), o tempo médio de conclusão de cada série é de 1,55 ano e a posição da Bahia é a penúltima no país, perdendo apenas para o estado de Alagoas. `Esse panorama, ao invés de desanimar, é um desafio. O Telecurso pode se tornar um grande parceiro para mudar esse cenário`, disse o governador.
O acesso à educação é um dos principais problemas da Bahia. O estado tem mais de dois milhões de analfabetos e apresenta baixos índices em relação ao ensino. Sete municípios baianos estão entre as 20 cidades brasileiras com pior Índice de Desenvolvimento de Educação Básica (Ideb).
Entre as capitais pesquisadas, Salvador tem o pior índice do país. Entre as capitais com os piores índices, lidera com a nota 2,8. Em segundo lugar vem Aracaju, com 2,9, e em terceiro, João Pessoa, também com 2,9. Na lista dos 20 municípios com o pior desempenho nas escolas da primeira até a quarta série, há sete cidades baianas.
Para combater o analfabetismo, o Governo do Estado lançou o Topa, que pretende, até 2010, reduzir, em pelo menos 1 milhão, o número de analfabetos com idade superior a 15 anos, reduzindo pela metade o contingente de 42,7% de analfabetos. Em maio, 211.558 alfabetizandos vão concluir o curso em todo o estado, o que supera em mais de 100% a meta estipulada para este ano.
Fonte: Agecom 06/03/08