27/03/2008
Os baianos e turistas que freqüentam os Largos Quincas Berro d`Água, Pedro Arcanjo e a Praça Tereza Batista, no Pelourinho, devem ficar atentos à cobrança indevida de couvert artístico durante shows musicais nesses locais. Segundo o cantor e compositor J. Velloso, sobrinho de Caetano, no show da cantora baiana Márcia Castro, no dia 15, ele percebeu a cobrança da taxa de R$2 no cardápio de um dos bares da Praça Quincas Berro d`Água, embora a apresentação fosse patrocinada pelo governo do estado. A cantora precisou interromper o show para transmitir o recado aos clientes.
J. Velloso conta que, ao questionar o garçom do bar Hábeas Copos, um funcionário teria confirmado a cobrança. `Quando Márcia fez a denúncia ao microfone, outro funcionário do bar afirmou que se tratava de um mal-entendido e que o couvert só era cobrado em espetáculos promovidos pelos comerciantes`. Ontem, ao receber a reportagem no local, um dos funcionários do bar, que preferiu não ser identificado, confirmou a versão e disse que o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac), que coordena o projeto Pelourinho Cultural, há poucos dias reforçou a orientação de não cobrar o couvert.
`Na verdade, este dia que J. Velloso esteve aqui, foi um grande mal-entendido. O garçom informou mal e eu chamei ele aqui, conversei e expliquei tudo`, completou o funcionário. Ele disse ainda que a orientação do Ipac é que os próximos cardápios confeccionados deixem de incluir a tarifa. `O problema é que cada cardápio custa R$12 e eu tenho 15. Vai ficar muito caro mandar fazer tudo de novo`.
Mais caro - Não muito longe, no Largo Pedro Arcanjo, o bar e lanchonete Chocolates Marrom Marfim também apresenta no cardápio uma tarifa de valor mais alto: R$5. Uma das funcionárias que estava presente também disse que o couvert é cobrado apenas nos eventos organizados pelos comerciantes do local.
A coordenação do projeto Pelourinho Cultural reforçou a orientação por meio de um comunicado encaminhado a cada um dos estabelecimentos comerciais das praças, no último dia 15. No documento, o órgão solicita aos comerciantes que não cobrem os couverts dos clientes a não ser que eles próprios organizem o evento. Neste caso, a recomendação é que exponham a cobrança em local visível. Além do comunicado por escrito, os locutores do projeto têm alertado os clientes antes de cada apresentação. Em caso de cobrança, o órgão orienta que os consumidores verifiquem junto à produção do evento, se existe promoção ou apoio por parte dos comerciantes que justifique a arrecadação.
Fonte: Jornal Correio da Bahia
Repórter: Carmen Azevedo
J. Velloso conta que, ao questionar o garçom do bar Hábeas Copos, um funcionário teria confirmado a cobrança. `Quando Márcia fez a denúncia ao microfone, outro funcionário do bar afirmou que se tratava de um mal-entendido e que o couvert só era cobrado em espetáculos promovidos pelos comerciantes`. Ontem, ao receber a reportagem no local, um dos funcionários do bar, que preferiu não ser identificado, confirmou a versão e disse que o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac), que coordena o projeto Pelourinho Cultural, há poucos dias reforçou a orientação de não cobrar o couvert.
`Na verdade, este dia que J. Velloso esteve aqui, foi um grande mal-entendido. O garçom informou mal e eu chamei ele aqui, conversei e expliquei tudo`, completou o funcionário. Ele disse ainda que a orientação do Ipac é que os próximos cardápios confeccionados deixem de incluir a tarifa. `O problema é que cada cardápio custa R$12 e eu tenho 15. Vai ficar muito caro mandar fazer tudo de novo`.
Mais caro - Não muito longe, no Largo Pedro Arcanjo, o bar e lanchonete Chocolates Marrom Marfim também apresenta no cardápio uma tarifa de valor mais alto: R$5. Uma das funcionárias que estava presente também disse que o couvert é cobrado apenas nos eventos organizados pelos comerciantes do local.
A coordenação do projeto Pelourinho Cultural reforçou a orientação por meio de um comunicado encaminhado a cada um dos estabelecimentos comerciais das praças, no último dia 15. No documento, o órgão solicita aos comerciantes que não cobrem os couverts dos clientes a não ser que eles próprios organizem o evento. Neste caso, a recomendação é que exponham a cobrança em local visível. Além do comunicado por escrito, os locutores do projeto têm alertado os clientes antes de cada apresentação. Em caso de cobrança, o órgão orienta que os consumidores verifiquem junto à produção do evento, se existe promoção ou apoio por parte dos comerciantes que justifique a arrecadação.
Fonte: Jornal Correio da Bahia
Repórter: Carmen Azevedo