14/04/2008
A revisão em contratos de fornecimento de energia para as várias secretarias e órgãos do governo baiano vai permitir ao Estado uma economia anual de R$ 14 milhões na conta de luz, informou a Secretaria da Administração da Bahia.
Os técnicos do governo analisaram 3.683 contratos firmados nos governos passados com a Companhia de Eletricidade da Bahia (Coelba), identificando em inúmeros deles `gestão distorcida`: alguns estabeleciam multas de até 300% sobre consumo excedente em repartições que historicamente ultrapassavam o teto previamente estabelecido; outros indicavam o pagamento de valores fixos acima do consumido. A conclusão é que havia um desperdício muito grande nos gastos com energia.
Ao identificar o problema, o governo promoveu com a Coelba uma adequação nos contratos de fornecimento de energia para que as 271 unidades administrativas do Estado pagassem o valor justo. No ano passado, antes da reforma dos contratos, a conta de luz do governo baiano chegou a R$ 67,1 milhões. Deve cair em 2008 para R$ 53 milhões.
Ao contrário do consumidor residencial, as repartições públicas firmam contratos com as companhias estabelecendo um valor estimado fixo de consumo mensal, calculado a partir da média do que é consumido. Nos antigos contratos do governo, alguns órgãos pagavam um valor fixo bem maior do que efetivamente consumiam em kilowatts.
Em outros, o teto fixo estabelecido era pequeno e o consumo sempre o ultrapassava. Nesse caso, o contrato prevê uma multa de 300%, para o consumo excedente do valor da conta.
Na administração direta, o `pente fino` realizado nos contratos de 192 repartições, o teto de consumo de 42 deles foi aumentado para que não alcançasse o patamar da multa de 300%.
Já em 66 contratos, reduziu-se o teto de forma que o governo não pagasse pela energia não consumida.
Nos outros 84 contratos, o consumo ficou no mesmo patamar.
Nas repartições da administração indireta, em 11 pontos houve aumento do teto para escapar da multa; em 37, reduzisse o teto, evitando o desperdício; e em 29, foram mantidos.
Conforme a Secretaria da Administração, o primeiro contrato dentro dos novos parâmetros já foi assinado com a Coelba e se refere ao fornecimento de energia para os 192 órgãos que compõem a administração direta. Os contratos da indireta devem ser firmados até o final de abril.
Esse superfaturamento nas contas de luz do governo vem desde a época em que a Coelba era uma empresa estatal. Como o dono da chave do cofre era o mesmo, o governo estadual, os recursos ficavam no âmbito do Estado. Ocorre que a empresa foi privatizada em 1997 e desde essa época poucos contratos do governo baiano foram adequados à realidade do consumo.
Redução de Custeio - A descoberta do desperdício na conta da energia foi possível graças ao programa de redução de custeio promovido pelo governador Jaques Wagner (PT). Chamado Compromisso Bahia - Programa da Qualidade do Gasto Público, o programa vem sendo desenvolvido pela Secretaria da Administração, que conseguiu, no ano passado, uma economia de R$ 79,7 milhões, por meio de ações de combate ao desperdício, suspendendo o pagamento de `funcionários fantasmas` e revendo os contratos de prestação de serviço, principalmente nas áreas de limpeza, conservação e vigilância, cujos valores estariam sendo superfaturados.
O secretário da Administração do Estado (Saeb), Manoel Vitório, disse que `a qualificação do gasto público passa pela revisão criteriosa dos contratos vigentes`.
Apontou que, no caso dos `contratos com a Coelba, em especial, configurava uma fonte de desperdício de recursos públicos`. Explicou que `o novo padrão` permitirá `a adequação da tarifa (de energia) aos horários de funcionamento dos prédios da administração pública, o que resulta em valores menores e a conseqüente economicidade nas contas de energia`.
A superintendente de serviços administrativos da Saeb, Maria Ângela Fonseca, explicou que o trabalho dos técnicos foi uma revisão minuciosa da demanda dos prédios públicos, `adaptando a cada realidade de consumo.
Quando essa demanda não está bem ajustada e é extrapolada, por exemplo, o Estado está sujeito a pagar uma tarifa até três vezes maior`. Segundo ela, a Saeb fará, junto à Coelba, o acompanhamento e o ajuste da demanda controlada mês a mês para que o sistema seja permanentemente aper feiçoado.
No mesmo `pacote`, além das mudanças que implicarão economia na conta de luz, o governo firmou convênio com a Coelba para atualizar as especificações técnicas de todos os itens de material que implicam consumo de energia. O resultado prático dessa medida é que o Estado vai passar a adquirir equipamentos elétricos `dentro de padrões técnicos de excelência, no que se refere à eficiência energética`, ou seja, com menor consumo.
Tudo dentro da filosofia do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica, executado pela Eletrobrás. O convênio também prevê a capacitação de 280 servidores e empregados públicos que atuam nas áreas de material, construção e manutenção de órgãos públicos.
Fonte: A Tarde
14/04/08
Os técnicos do governo analisaram 3.683 contratos firmados nos governos passados com a Companhia de Eletricidade da Bahia (Coelba), identificando em inúmeros deles `gestão distorcida`: alguns estabeleciam multas de até 300% sobre consumo excedente em repartições que historicamente ultrapassavam o teto previamente estabelecido; outros indicavam o pagamento de valores fixos acima do consumido. A conclusão é que havia um desperdício muito grande nos gastos com energia.
Ao identificar o problema, o governo promoveu com a Coelba uma adequação nos contratos de fornecimento de energia para que as 271 unidades administrativas do Estado pagassem o valor justo. No ano passado, antes da reforma dos contratos, a conta de luz do governo baiano chegou a R$ 67,1 milhões. Deve cair em 2008 para R$ 53 milhões.
Ao contrário do consumidor residencial, as repartições públicas firmam contratos com as companhias estabelecendo um valor estimado fixo de consumo mensal, calculado a partir da média do que é consumido. Nos antigos contratos do governo, alguns órgãos pagavam um valor fixo bem maior do que efetivamente consumiam em kilowatts.
Em outros, o teto fixo estabelecido era pequeno e o consumo sempre o ultrapassava. Nesse caso, o contrato prevê uma multa de 300%, para o consumo excedente do valor da conta.
Na administração direta, o `pente fino` realizado nos contratos de 192 repartições, o teto de consumo de 42 deles foi aumentado para que não alcançasse o patamar da multa de 300%.
Já em 66 contratos, reduziu-se o teto de forma que o governo não pagasse pela energia não consumida.
Nos outros 84 contratos, o consumo ficou no mesmo patamar.
Nas repartições da administração indireta, em 11 pontos houve aumento do teto para escapar da multa; em 37, reduzisse o teto, evitando o desperdício; e em 29, foram mantidos.
Conforme a Secretaria da Administração, o primeiro contrato dentro dos novos parâmetros já foi assinado com a Coelba e se refere ao fornecimento de energia para os 192 órgãos que compõem a administração direta. Os contratos da indireta devem ser firmados até o final de abril.
Esse superfaturamento nas contas de luz do governo vem desde a época em que a Coelba era uma empresa estatal. Como o dono da chave do cofre era o mesmo, o governo estadual, os recursos ficavam no âmbito do Estado. Ocorre que a empresa foi privatizada em 1997 e desde essa época poucos contratos do governo baiano foram adequados à realidade do consumo.
Redução de Custeio - A descoberta do desperdício na conta da energia foi possível graças ao programa de redução de custeio promovido pelo governador Jaques Wagner (PT). Chamado Compromisso Bahia - Programa da Qualidade do Gasto Público, o programa vem sendo desenvolvido pela Secretaria da Administração, que conseguiu, no ano passado, uma economia de R$ 79,7 milhões, por meio de ações de combate ao desperdício, suspendendo o pagamento de `funcionários fantasmas` e revendo os contratos de prestação de serviço, principalmente nas áreas de limpeza, conservação e vigilância, cujos valores estariam sendo superfaturados.
O secretário da Administração do Estado (Saeb), Manoel Vitório, disse que `a qualificação do gasto público passa pela revisão criteriosa dos contratos vigentes`.
Apontou que, no caso dos `contratos com a Coelba, em especial, configurava uma fonte de desperdício de recursos públicos`. Explicou que `o novo padrão` permitirá `a adequação da tarifa (de energia) aos horários de funcionamento dos prédios da administração pública, o que resulta em valores menores e a conseqüente economicidade nas contas de energia`.
A superintendente de serviços administrativos da Saeb, Maria Ângela Fonseca, explicou que o trabalho dos técnicos foi uma revisão minuciosa da demanda dos prédios públicos, `adaptando a cada realidade de consumo.
Quando essa demanda não está bem ajustada e é extrapolada, por exemplo, o Estado está sujeito a pagar uma tarifa até três vezes maior`. Segundo ela, a Saeb fará, junto à Coelba, o acompanhamento e o ajuste da demanda controlada mês a mês para que o sistema seja permanentemente aper feiçoado.
No mesmo `pacote`, além das mudanças que implicarão economia na conta de luz, o governo firmou convênio com a Coelba para atualizar as especificações técnicas de todos os itens de material que implicam consumo de energia. O resultado prático dessa medida é que o Estado vai passar a adquirir equipamentos elétricos `dentro de padrões técnicos de excelência, no que se refere à eficiência energética`, ou seja, com menor consumo.
Tudo dentro da filosofia do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica, executado pela Eletrobrás. O convênio também prevê a capacitação de 280 servidores e empregados públicos que atuam nas áreas de material, construção e manutenção de órgãos públicos.
Fonte: A Tarde
14/04/08