30/04/2008
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que quer uma definição ainda nesta quarta-feira, 30, sobre o aumento ou não do preço do combustível. `Não pode passar de hoje`, afirmou. Ele disse que se é para dar aumento, que seja dado logo. Se não, que se diga que não vai dar para acabar com as `especulações`.
Isto porque, segundo o presidente, daqui a pouco os preços dos alimentos começarão a subir por causa da especulação. Lula afirmou que leu quatro notícias diferentes sobre o assunto e que isso não é possível. `Daqui a pouco, o povo está pagando na comida o preço de um combustível que não foi aumentado, porque a especulação contribui para que as coisas aconteçam. Daqui a pouco, aparece alguém com expectativa de inflação por conta de boato e não é possível trabalhar assim`, enfatizou.
Lula reconheceu que o governo está preocupado com o impacto do aumento dos combustíveis no comportamento da inflação. `A inflação é minha preocupação cotidiana`, destacou, acrescentando que a alta de preços causada pela demanda de alimentos é contornável. `Esse é um desafio fácil de responder. É só produzir mais arroz, feijão. Esse é um problema sazonal`, comentou.
Ele informou que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, está discutindo esse assunto, vai definir e vai comunicar a ele a decisão, por telefone, ainda nesta quarta. `Eu vou estar em Maceió e ele vai me ligar para decidir isso ainda hoje`, afirmou o presidente.
O presidente disse ainda que a inflação está sob controle e que a meta de inflação está sendo cumprida. Advertiu, porém: `só precisamos tomar cuidado; não podemos relaxar`. Diante da insistência dos jornalistas sobre se haveria ou não aumento dos combustíveis, respondeu que não trabalha sobre hipóteses. `Não posso dizer se vai ter ou não aumento; não posso trabalhar com hipóteses`.
O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo afirmou que não é política do governo fazer controle de preços para combater a inflação. `Não é nossa política fazer controle de preços quando a análise técnica evidencia que temos de tomar outra atitude`, disse Bernardo. Ele disse ainda que o governo quer tomar uma decisão rápida para evitar especulações. Segundo o ministro, o governo não é necessariamente contra o aumento dos combustíveis, mas quer ver o embasamento técnico para que essa decisão seja tomada.
Repórter: Tânia Monteiro
Fonte: O Estado de S. Paulo
Em 30/04/2008.
Isto porque, segundo o presidente, daqui a pouco os preços dos alimentos começarão a subir por causa da especulação. Lula afirmou que leu quatro notícias diferentes sobre o assunto e que isso não é possível. `Daqui a pouco, o povo está pagando na comida o preço de um combustível que não foi aumentado, porque a especulação contribui para que as coisas aconteçam. Daqui a pouco, aparece alguém com expectativa de inflação por conta de boato e não é possível trabalhar assim`, enfatizou.
Lula reconheceu que o governo está preocupado com o impacto do aumento dos combustíveis no comportamento da inflação. `A inflação é minha preocupação cotidiana`, destacou, acrescentando que a alta de preços causada pela demanda de alimentos é contornável. `Esse é um desafio fácil de responder. É só produzir mais arroz, feijão. Esse é um problema sazonal`, comentou.
Ele informou que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, está discutindo esse assunto, vai definir e vai comunicar a ele a decisão, por telefone, ainda nesta quarta. `Eu vou estar em Maceió e ele vai me ligar para decidir isso ainda hoje`, afirmou o presidente.
O presidente disse ainda que a inflação está sob controle e que a meta de inflação está sendo cumprida. Advertiu, porém: `só precisamos tomar cuidado; não podemos relaxar`. Diante da insistência dos jornalistas sobre se haveria ou não aumento dos combustíveis, respondeu que não trabalha sobre hipóteses. `Não posso dizer se vai ter ou não aumento; não posso trabalhar com hipóteses`.
O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo afirmou que não é política do governo fazer controle de preços para combater a inflação. `Não é nossa política fazer controle de preços quando a análise técnica evidencia que temos de tomar outra atitude`, disse Bernardo. Ele disse ainda que o governo quer tomar uma decisão rápida para evitar especulações. Segundo o ministro, o governo não é necessariamente contra o aumento dos combustíveis, mas quer ver o embasamento técnico para que essa decisão seja tomada.
Repórter: Tânia Monteiro
Fonte: O Estado de S. Paulo
Em 30/04/2008.