13/05/2008
O levantamento foi feito com base em dados secundários, pesquisados em fontes oficiais como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e atualizados de acordo com a metodologia da empresa de pesquisas. Para este ano, a consultoria prevê que o consumo nacional atinja R$ 1,742 trilhão, considerando 53,9 milhões de domicílios no país e 187,1 milhões de pessoas.
Entre os anos de 2005 e 2008, segundo a Target, a classe C - que a partir deste ano passou a ser dividida em duas, C1 e C2, conforme os novos critérios de classificação da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abep) - permaneceu praticamente com a mesma participação dentro do consumo geral da população: passou de 27,2% para 27,3%. `O movimento das classes D e E rumo à C já encontrou o seu pico e, agora, a capacidade de compra dessas classes mais baixas, que somam apenas 6% do consumo nacional, é muito pequena`, diz o diretor da Target Marketing, Marcos Pazzini.
Em compensação, as compras das famílias das classes B1 (que têm renda média mensal de R$ 4,4 mil) e B2 (R$ 2,47 mil) cresceram, respectivamente, 2,1 e 4,3 pontos percentuais no mesmo período, respondendo hoje por 20% e 24,6% do consumo geral. Já as compras das classes A1 (renda de R$ 13,7 mil) permaneceram estagnadas em 4,6%, enquanto as da A2 (R$ 8,9 mil) caíram de 18,7% para 17,5% desde 2005.
A mudança de classe social, de acordo com os critérios da Abep, é acompanhada pelo aquisição de bens e serviços, e não necessariamente pelo aumento de renda. Sendo assim, a compra do computador, por exemplo, cada vez mais acessível às classes populares, leva uma família antes pertencente à classe C a buscar também serviços de telefonia e internet, que elevam a sua condição de consumo ao nível B2. `Outro movimento observado pela classe C rumo à B, de acordo com outras pesquisas que fazemos para grandes empresas, diz respeito à busca de escola privada para os filhos ou mesmo de cursos complementares, como o inglês`, diz Pazzini.
Os consumidores da classe C que migram para a B, ressalta o consultor, dão muita ênfase à posse de bens de alta tecnologia, como celulares, DVDs e TVs de plasma. `Para eles, é sinônimo de status`, afirma. `É importante que os fabricantes tenham isso em mente porque, no desenvolvimento de produtos tecnológicos e nas campanhas de marketing, o foco costuma estar no topo da pirâmide que, por sua vez, não costuma fazer questão do modelo mais novo`, diz.
Pazzini lembra que no Nordeste, diferentemente da maioria das regiões do país, a ascensão das classes D (renda familiar de R$ 608) e E (R$ 342) rumo à C se mantém. `Principalmente nas capitais nordestinas, o consumo das famílias das classes C1 (R$ 1,44 mil de renda médias mensal) e C2 (R$ 912) continua em alta`, diz. Os destaques são Salvador (BA) e Recife (PE). `Eles vivem agora o que o resto do país viveu há quatro anos`.
Repórter: Daniele Madureira
Fonte: Valor Econômico
13/5/2008.
Entre os anos de 2005 e 2008, segundo a Target, a classe C - que a partir deste ano passou a ser dividida em duas, C1 e C2, conforme os novos critérios de classificação da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abep) - permaneceu praticamente com a mesma participação dentro do consumo geral da população: passou de 27,2% para 27,3%. `O movimento das classes D e E rumo à C já encontrou o seu pico e, agora, a capacidade de compra dessas classes mais baixas, que somam apenas 6% do consumo nacional, é muito pequena`, diz o diretor da Target Marketing, Marcos Pazzini.
Em compensação, as compras das famílias das classes B1 (que têm renda média mensal de R$ 4,4 mil) e B2 (R$ 2,47 mil) cresceram, respectivamente, 2,1 e 4,3 pontos percentuais no mesmo período, respondendo hoje por 20% e 24,6% do consumo geral. Já as compras das classes A1 (renda de R$ 13,7 mil) permaneceram estagnadas em 4,6%, enquanto as da A2 (R$ 8,9 mil) caíram de 18,7% para 17,5% desde 2005.
A mudança de classe social, de acordo com os critérios da Abep, é acompanhada pelo aquisição de bens e serviços, e não necessariamente pelo aumento de renda. Sendo assim, a compra do computador, por exemplo, cada vez mais acessível às classes populares, leva uma família antes pertencente à classe C a buscar também serviços de telefonia e internet, que elevam a sua condição de consumo ao nível B2. `Outro movimento observado pela classe C rumo à B, de acordo com outras pesquisas que fazemos para grandes empresas, diz respeito à busca de escola privada para os filhos ou mesmo de cursos complementares, como o inglês`, diz Pazzini.
Os consumidores da classe C que migram para a B, ressalta o consultor, dão muita ênfase à posse de bens de alta tecnologia, como celulares, DVDs e TVs de plasma. `Para eles, é sinônimo de status`, afirma. `É importante que os fabricantes tenham isso em mente porque, no desenvolvimento de produtos tecnológicos e nas campanhas de marketing, o foco costuma estar no topo da pirâmide que, por sua vez, não costuma fazer questão do modelo mais novo`, diz.
Pazzini lembra que no Nordeste, diferentemente da maioria das regiões do país, a ascensão das classes D (renda familiar de R$ 608) e E (R$ 342) rumo à C se mantém. `Principalmente nas capitais nordestinas, o consumo das famílias das classes C1 (R$ 1,44 mil de renda médias mensal) e C2 (R$ 912) continua em alta`, diz. Os destaques são Salvador (BA) e Recife (PE). `Eles vivem agora o que o resto do país viveu há quatro anos`.
Repórter: Daniele Madureira
Fonte: Valor Econômico
13/5/2008.