15/07/2008
A Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) prepara-se para alcançar a auto-sustentabilidade em 2009, com a entrada em operação dos projetos Santa Rita, maior jazida de níquel sulfetado do Brasil, situada no município de Itagibá, e do Ouro Maria Preta, no município de Santa Luz. Juntos, os empreendimentos somam investimentos superiores a R$ 1,7 bilhão. Só de royalties, a CBPM arrecadará mais de R$ 10 milhões.
Além do níquel de Itagibá e do ouro de Santa Luz, a companhia baiana transferiu para a iniciativa privada, por meio de licitação, outras jazidas descobertas, como o vanádio de Maracás e a bentonita de Vitória da Conquista. `Quando esses empreendimentos minero-industriais, atualmente em fase de implantação, atingir a plena produção, entre a metade de 2009 e o início de 2010, vão gerar receitas que irão duplicar o valor da produção mineral da Bahia`, afirmou o presidente da CBPM, Nilton Silva Filho.
Hoje, o valor da produção mineral baiana corresponde a 2,7% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual, representando R$ 2,46 bilhões. Só a extração de petróleo e gás natural responde por 55% do valor da produção. O restante é gerado por uma pauta de 34 bens minerais.
Segundo registros da CBPM, o estado possui cerca de 350 empresas de mineração, operando em mais de 100 municípios, com geração de mais de 8 mil empregos diretos e indiretos. No ano passado, com a implantação da nova política de gestão da companhia, houve um recorde em requerimentos de mineração (5 mil), o que deixou a Bahia em 1º lugar entre os estados brasileiros.
Cobertura geológica
`Este ano, já são 2 mil requerimentos para novas atividades na área, o que indica um crescimento do setor agora em 2008 ainda maior que no ano passado`, explicou Silva Filho. Ele destacou os investimentos que o governo estadual vem fazendo, via CBPM, na área de pesquisa geológica com levantamentos aerogeofísicos, tornando a Bahia o estado com a melhor cobertura geológica do país, com 38,5% do território (217 mil quilômetros quadrados) cobertos com aerogeofísica.
Ainda este ano, a partir dos investimentos programados de R$ 12 milhões da CBPM para pesquisa e desenvolvimento, a cobertura geológica estadual deve alcançar mais 52 mil quilômetros quadrados. As ações visam, principalmente, a descoberta de novas jazidas, realização de diagnóstico da potencialidade mineral, desenvolvimento tecnológico e a implantação de infra-estrutura viária e energética, a fim de criar condições para atração de investimentos e viabilização dos empreendimentos no setor.
O objetivo, disse o presidente da CBPM, é aproveitar o momento positivo pelo qual vem passando o setor mineral em todo o mundo, dentro de uma nova estratégia adotada para atrair recursos e gerar negócios no estado. `Iniciamos com uma reavaliação das oportunidades minerais que a Bahia possui, agindo com mais agressividade no setor, disponibilizando para o investidor as oportunidades identificadas`, informou.
Os levantamentos aerogeofísicos da CBPM começaram em 1975. Desde então, já foram realizados 31 trabalhos, resultando em mais de 300 projetos. A alta tecnologia utilizada nos levantamentos faz da Bahia referência em todo o país e no mundo. Boa parte deles é adquirida pelas grandes empresas do setor, a exemplo da Vale e Votorantim, que utilizam os dados para planejamentos exploratórios.
Projetos em implantação
Conduzida pela Mirabela Mineração, subsidiária da australiana Mirabela Nickel, a produção de níquel sulfetado em Itagibá recebeu investimentos de R$ 700 milhões. Destaque para a geração de recursos através do Imposto sobre Serviços (ISS), para a prefeitura, e do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), para o governo estadual, e para a CBPM, via Compensação Financeira pela Extração de Recursos Minerais (CFEM). Só de royalties serão cerca de R$ 8 milhões para a CBPM. Da CFEM, o município de Itagibá arrecadará 65%, e o governo estadual, 23%.
Já o ouro da Mina Maria Preta, empreendimento conduzido pela Mineração Fazenda Brasileiro, do Grupo Yamana Resorces, do Canadá, receberá investimentos de US$ 51,1 milhões, devendo gerar US$ 2 milhões em royalties, o que corresponde a 2% da receita bruta anual.
Há ainda o projeto da empresa Bahia Mineração, em Caetité, que irá fortalecer o país como maior produtor de minério de ferro no mundo. A empresa pretende investir R$ 3,7 bilhões na construção de uma mineradora de ferro no município, tornando-se o maior fornecedor da indústria siderúrgica. A previsão é de geração de mil empregos.
Fonte: Agecom
Em 15/07/2008.
Além do níquel de Itagibá e do ouro de Santa Luz, a companhia baiana transferiu para a iniciativa privada, por meio de licitação, outras jazidas descobertas, como o vanádio de Maracás e a bentonita de Vitória da Conquista. `Quando esses empreendimentos minero-industriais, atualmente em fase de implantação, atingir a plena produção, entre a metade de 2009 e o início de 2010, vão gerar receitas que irão duplicar o valor da produção mineral da Bahia`, afirmou o presidente da CBPM, Nilton Silva Filho.
Hoje, o valor da produção mineral baiana corresponde a 2,7% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual, representando R$ 2,46 bilhões. Só a extração de petróleo e gás natural responde por 55% do valor da produção. O restante é gerado por uma pauta de 34 bens minerais.
Segundo registros da CBPM, o estado possui cerca de 350 empresas de mineração, operando em mais de 100 municípios, com geração de mais de 8 mil empregos diretos e indiretos. No ano passado, com a implantação da nova política de gestão da companhia, houve um recorde em requerimentos de mineração (5 mil), o que deixou a Bahia em 1º lugar entre os estados brasileiros.
Cobertura geológica
`Este ano, já são 2 mil requerimentos para novas atividades na área, o que indica um crescimento do setor agora em 2008 ainda maior que no ano passado`, explicou Silva Filho. Ele destacou os investimentos que o governo estadual vem fazendo, via CBPM, na área de pesquisa geológica com levantamentos aerogeofísicos, tornando a Bahia o estado com a melhor cobertura geológica do país, com 38,5% do território (217 mil quilômetros quadrados) cobertos com aerogeofísica.
Ainda este ano, a partir dos investimentos programados de R$ 12 milhões da CBPM para pesquisa e desenvolvimento, a cobertura geológica estadual deve alcançar mais 52 mil quilômetros quadrados. As ações visam, principalmente, a descoberta de novas jazidas, realização de diagnóstico da potencialidade mineral, desenvolvimento tecnológico e a implantação de infra-estrutura viária e energética, a fim de criar condições para atração de investimentos e viabilização dos empreendimentos no setor.
O objetivo, disse o presidente da CBPM, é aproveitar o momento positivo pelo qual vem passando o setor mineral em todo o mundo, dentro de uma nova estratégia adotada para atrair recursos e gerar negócios no estado. `Iniciamos com uma reavaliação das oportunidades minerais que a Bahia possui, agindo com mais agressividade no setor, disponibilizando para o investidor as oportunidades identificadas`, informou.
Os levantamentos aerogeofísicos da CBPM começaram em 1975. Desde então, já foram realizados 31 trabalhos, resultando em mais de 300 projetos. A alta tecnologia utilizada nos levantamentos faz da Bahia referência em todo o país e no mundo. Boa parte deles é adquirida pelas grandes empresas do setor, a exemplo da Vale e Votorantim, que utilizam os dados para planejamentos exploratórios.
Projetos em implantação
Conduzida pela Mirabela Mineração, subsidiária da australiana Mirabela Nickel, a produção de níquel sulfetado em Itagibá recebeu investimentos de R$ 700 milhões. Destaque para a geração de recursos através do Imposto sobre Serviços (ISS), para a prefeitura, e do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), para o governo estadual, e para a CBPM, via Compensação Financeira pela Extração de Recursos Minerais (CFEM). Só de royalties serão cerca de R$ 8 milhões para a CBPM. Da CFEM, o município de Itagibá arrecadará 65%, e o governo estadual, 23%.
Já o ouro da Mina Maria Preta, empreendimento conduzido pela Mineração Fazenda Brasileiro, do Grupo Yamana Resorces, do Canadá, receberá investimentos de US$ 51,1 milhões, devendo gerar US$ 2 milhões em royalties, o que corresponde a 2% da receita bruta anual.
Há ainda o projeto da empresa Bahia Mineração, em Caetité, que irá fortalecer o país como maior produtor de minério de ferro no mundo. A empresa pretende investir R$ 3,7 bilhões na construção de uma mineradora de ferro no município, tornando-se o maior fornecedor da indústria siderúrgica. A previsão é de geração de mil empregos.
Fonte: Agecom
Em 15/07/2008.