29/08/2008
A décima rodada do Conselho Nacional de Política Energética, que deverá acontecer ainda este ano, poderá apontar mais duas áreas para prospecção de petróleo envolvendo os estados de Pernambuco, Ceará e da Paraíba.
A possibilidade foi anunciada ontem pelo secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Fernando Bezerra Coelho, na abertura do I Seminário Internacional de Petróleo, Gás e Fontes de Energias Alternativas, realizado em Recife.
Segundo o secretário, uma das bacias de prospecção está na Chapada do Araripe, metade em Pernambuco e metade no Ceará, e a outra em parte da Paraíba chegando a toda Zona da Mata Norte pernambucana, próxima ao litoral.
Novas fronteiras
O diretor da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Nelson Narciso, disse que as áreas só serão confirmadas com a décima rodada da ANP que está para ser definida na reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) marcada para setembro. `Há estudos de novas fronteiras com elementos suficientes para incluir essas áreas no leilão da ANP. Mas depois da reunião, teremos que batalhar pelo parecer dos órgãos ambientais a fim de participarmos da próxima rodada`, afirma.
Três refinarias
Mesmo que não tenha petróleo, o Nordeste desponta para o refino como uma forma de reduzir custos de logística para o mercado interno e de viabilizar as exportações. Com três refinarias da Petrobras em construção, a Abreu e Lima, em Pernambuco, e a Premium I e Premium II, no Maranhão e no Ceará, respectivamente, a região vai produzir querosene, diesel, nafta petroquímica, óleo bunker (combustível marítimo) e coque, além do Euro 5, um diesel especial que será destinado ao mercado europeu, e Gás Liquefeito de Petróleo (GLP).
`A produção de diesel das refinarias Premium será 100% para exportação, mas poderá atender também o Nordeste se a Abreu e Lima não der conta da demanda`, revelou a gerente de empreendimento da refinaria Premium, Sandra Oliveira, garantindo que será feito todo o esforço logístico para que a produção possa competir com o Oriente Médio.
Cientista anda de bicicleta Estrela do seminário, o cientista Ralph Sims, da Agência Internacional de Energia (IEA), com sede em Paris, acredita que o aumento da demanda mundial poderá ser reduzido pela eficiência energética que terá que atender ao aumento da necessidade de energia para transportes, mais difícil de reduzir, segundo ele, do que a que originou a crise do petróleo nos anos 70, quando se precisava de energia para calefação. `O etanol do Brasil poderá ser modelo para países da África que cultivam cana-de-açúcar`, afirmou Sims, destacando seu custo mais adequado em relação a outras fontes como o hidrogênio.
Para Ralph Sims , os países da Opep não serão mais tão dominantes e um dos principais desafios é reduzir em 50% as emissões de carbono e, até, 2050, estabilizar a elevação da temperatura em 2º centígrados. `Temos que fazer mudanças tecnológicas para que isso aconteça`, previu, sem descartar mudanças mais simples como ele faz ao ir de bicicleta, no centro de Paris, para o seu escritório.
Repórter: Etiene Ramos
Fonte: Gazeta Mercantil
29/8/2008.
A possibilidade foi anunciada ontem pelo secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Fernando Bezerra Coelho, na abertura do I Seminário Internacional de Petróleo, Gás e Fontes de Energias Alternativas, realizado em Recife.
Segundo o secretário, uma das bacias de prospecção está na Chapada do Araripe, metade em Pernambuco e metade no Ceará, e a outra em parte da Paraíba chegando a toda Zona da Mata Norte pernambucana, próxima ao litoral.
Novas fronteiras
O diretor da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Nelson Narciso, disse que as áreas só serão confirmadas com a décima rodada da ANP que está para ser definida na reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) marcada para setembro. `Há estudos de novas fronteiras com elementos suficientes para incluir essas áreas no leilão da ANP. Mas depois da reunião, teremos que batalhar pelo parecer dos órgãos ambientais a fim de participarmos da próxima rodada`, afirma.
Três refinarias
Mesmo que não tenha petróleo, o Nordeste desponta para o refino como uma forma de reduzir custos de logística para o mercado interno e de viabilizar as exportações. Com três refinarias da Petrobras em construção, a Abreu e Lima, em Pernambuco, e a Premium I e Premium II, no Maranhão e no Ceará, respectivamente, a região vai produzir querosene, diesel, nafta petroquímica, óleo bunker (combustível marítimo) e coque, além do Euro 5, um diesel especial que será destinado ao mercado europeu, e Gás Liquefeito de Petróleo (GLP).
`A produção de diesel das refinarias Premium será 100% para exportação, mas poderá atender também o Nordeste se a Abreu e Lima não der conta da demanda`, revelou a gerente de empreendimento da refinaria Premium, Sandra Oliveira, garantindo que será feito todo o esforço logístico para que a produção possa competir com o Oriente Médio.
Cientista anda de bicicleta Estrela do seminário, o cientista Ralph Sims, da Agência Internacional de Energia (IEA), com sede em Paris, acredita que o aumento da demanda mundial poderá ser reduzido pela eficiência energética que terá que atender ao aumento da necessidade de energia para transportes, mais difícil de reduzir, segundo ele, do que a que originou a crise do petróleo nos anos 70, quando se precisava de energia para calefação. `O etanol do Brasil poderá ser modelo para países da África que cultivam cana-de-açúcar`, afirmou Sims, destacando seu custo mais adequado em relação a outras fontes como o hidrogênio.
Para Ralph Sims , os países da Opep não serão mais tão dominantes e um dos principais desafios é reduzir em 50% as emissões de carbono e, até, 2050, estabilizar a elevação da temperatura em 2º centígrados. `Temos que fazer mudanças tecnológicas para que isso aconteça`, previu, sem descartar mudanças mais simples como ele faz ao ir de bicicleta, no centro de Paris, para o seu escritório.
Repórter: Etiene Ramos
Fonte: Gazeta Mercantil
29/8/2008.