Grupo Português pretende investir mais de R$ 2 bi na implantação de Parque Eólico na Bahia

27/11/2008
eolica.jpgO sonho de ter energia que não polua, seja renovável e abundante está próximo a se tornar realidade para os moradores de Sobradinho (a 554 km de Salvador). O município baiano, na região do Baixo Médio São Francisco, pode ser o próximo a ganhar o primeiro parque eólico, utilizando um potencial superior a 500MW.

O projeto foi apresentado ao governo da Bahia, pelo grupo português Martifer, em visita recente à Secretaria estadual de Infra-estrutura (Seinfra). A empresa estrangeira, ao lado da brasileira 'Ventania', pretende investir mais de R$ 2 bilhões no empreendimento.

A idéia foi amplamente discutida por representantes das duas empresas, pelo governador em exercício, Edmundo Pereira; pela chefe de gabinete da Seinfra, Sandra Dórea; pelo Superintendente de Energia e Comunicação, Silvano Ragno, o Diretor de Energia, Álvaro Pinheiro; e o Coordenador de Energias Renováveis, Celso Carvalho.

Depois que os investidores expuseram as suas pretensões, os representantes do governo baiano demonstraram grande interesse pelos projetos e se dispuseram a apoiá-los no que for possível.

Na opinião de Sandra Dórea, 'a implantação de parques eólicos é sempre bem-vinda, uma vez que a Bahia não explora o seu potencial na área', disse, referindo-se aos 10% que o Estado detém de toda capacidade nacional. Apesar dos números e das condições favoráveis, o território baiano não dispõe de nenhum parque eólico em funcionamento. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) já outorgou a implantação de quatro parques nos municípios de Caetité (192 MW), Conde (59,5 MW), Mucuri (99,5 MW) e Jandaíra (30,6 MW).

A energia eólica é a fonte alternativa que mais cresce em todo mundo, cerca de 25% ao ano na última década. Mesmo com condições naturais favoráveis, esta fonte ainda é pouco explorada no Brasil, atingindo apenas 0,3% de participação na matriz energética nacional e 237 MW de capacidade instalada. Conforme dados da Eletrobrás, o país pode produzir 30 mil MW e metade deste potencial estaria no Nordeste.

Fonte: Ascom Derba