06/04/2009
O gás natural consumido pela indústria brasileira, produzido no país e na Bolívia, já é um dos mais caros do mundo. O preço, em São Paulo, atingiu mais que o dobro do valor negociado em países desenvolvidos como os EUA e o Reino Unido. E quase o triplo em relação ao insumo comprado em nações em desenvolvimento como o México, segundo dados da empresa de embalagens de vidro Owens-Illinois, a maior do mundo. A pesquisa inclui ainda países da Europa continental, do Oriente Médio e Venezuela.
Só em 2008, em São Paulo, o preço do gás natural subiu 60,7%, segundo a indústria. Empresas em que o combustível tem grande peso no custo vivem dificuldade, agravada pela queda nas encomendas em razão da crise. Companhias do polo cerâmico de Santa Gertrudes (SP), o maior do país, fecharam as portas, o parque vidreiro perde competitividade para exportar e a expansão da produção de fertilizantes está ameaçada. Tradicionais consumidores de gás consideram voltar ao uso do óleo, em muitos casos combustível mais barato -e mais poluente.
O setor industrial pediu intermediação do Ministério de Minas e Energia para abrir o que considera uma `caixa-preta` da política de preços do insumo. Sem resposta, a indústria diz que a tarifa de gás no Brasil é usada para bancar parte dos US$ 174,4 bilhões de investimentos da estatal entre 2009 e 2013 previstos no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), daí a pouca disposição do governo em intermediar negociações que visem baixar o preço do insumo. Fonte: Folha de S. Paulo/Ricardo Noblat
Em 6/4/2009.
Só em 2008, em São Paulo, o preço do gás natural subiu 60,7%, segundo a indústria. Empresas em que o combustível tem grande peso no custo vivem dificuldade, agravada pela queda nas encomendas em razão da crise. Companhias do polo cerâmico de Santa Gertrudes (SP), o maior do país, fecharam as portas, o parque vidreiro perde competitividade para exportar e a expansão da produção de fertilizantes está ameaçada. Tradicionais consumidores de gás consideram voltar ao uso do óleo, em muitos casos combustível mais barato -e mais poluente.
O setor industrial pediu intermediação do Ministério de Minas e Energia para abrir o que considera uma `caixa-preta` da política de preços do insumo. Sem resposta, a indústria diz que a tarifa de gás no Brasil é usada para bancar parte dos US$ 174,4 bilhões de investimentos da estatal entre 2009 e 2013 previstos no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), daí a pouca disposição do governo em intermediar negociações que visem baixar o preço do insumo. Fonte: Folha de S. Paulo/Ricardo Noblat
Em 6/4/2009.