11/05/2007
Pense num Brasil que prospera. Este lugar é o oeste da Bahia. Mas qual o segredo? Tecnologia de última geração aliada a muita vontade de ganhar dinheiro e melhorar de vida. Com essa receita, os gaúchos que lá chegaram no final da década de 70, desbravando o cerrado, transformaram totalmente o cenário estéril local. Hoje, empresários bem-sucedidos, eles formam um exercito de 1,2 mil produtores que respondem por uma área cultivada de 1,5 milhão de hectares de culturas diversas. Entre os destaques, soja, algodão, milho e café.
A colheita certa e farta é reflexo de um sistema de irrigação mundialmente avançado na área. Pode-se ter uma idéia da grandiosidade das lavouras pela extensão das fazendas. Algumas delas têm tamanho equivalente a nada mais nada menos que mil estádios de futebol.
A prosperidade é resultado de muito trabalho, apoiado por duas instituições que desempenharam papel fundamental durante todo o processo: a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Fundação Bahia, que fornecem orientação técnica adequada ao plantio na região. `O comprometimento dos produtores tem sido uma marca forte. Uma das características dos empresários é o alto grau de conscientização quanto à necessidade de adotar técnicas que permitam a sustentabilidade econômica, ambiental e social`, frisa o presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (AIba), Humberto Santa Cruz.
Porém, nem tudo são flores nesse oásis de prosperidade. Os produtores têm que conviver com a impotente infra-estrutura brasileira, uma verdadeira pedra no caminho da economia local e nacional. O empresariado espera ansiosamente por melhorias na área de transportes, o que facilitará o escoamento da produção e as exportações. Entre as solicitações, a ênfase em ferrovias, que barateariam o custo dos produtos.
Milho - Depois que o governo dos Estados Unidos anunciou a produção de etanol a partir do milho, os produtores da commodity comemoraram. Maior produtor mundial, Tio Sam tradicionalmente despejava no mercado excesso de produção, desencadeando baixa nos preços. A resposta foi imediata. Seguindo a tendência de outros países, o Brasil vem ampliando a área cultivada.
No oeste baiano, ela passou de 126 mil hectares para 166 mil hectares, contribuindo para alavancar negócios no segmento. Somente o estado da Bahia aumentou a produção de milho em 64,7%, passando dos 686,7 mil toneladas para as atuais 1,130 milhão de toneladas. E a expectativa é atingir 1,608 milhão de toneladas com a safrinha (segunda safra de 2006/2007).
Algodão - Com mercado comprador garantido, os produtores têm ampliado a área plantada, que hoje chega a 1,547 mil hectares. Do total produzido, 975 mil toneladas, 40% é destinado a Europa e Ásia. A assessora de agronegócios da associação, Carolina Magnabosco, explica que o desempenho do algodão baiano é impulsionado pelo mercado externo. `Os produtores apostam no mercado futuro, pois os preços do algodão são regulados pela Bolsa de Chicago`, conta.
Mais um fato importante é que o segmento está aproveitando o incentivo do governo, que possibilitou a redução de 50% no ICM, favorecendo uma boa margem de lucro. Isso impulsiona a produção. A Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (AIba) ressalta que outros fatores vêm influenciando nos bons resultados, como o profissionalismo dos produtores e as condições regionais que permitem produzir uma fibra de alta qualidade.
Fonte: Jornal Correio da Bahia
11/05/07
A colheita certa e farta é reflexo de um sistema de irrigação mundialmente avançado na área. Pode-se ter uma idéia da grandiosidade das lavouras pela extensão das fazendas. Algumas delas têm tamanho equivalente a nada mais nada menos que mil estádios de futebol.
A prosperidade é resultado de muito trabalho, apoiado por duas instituições que desempenharam papel fundamental durante todo o processo: a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Fundação Bahia, que fornecem orientação técnica adequada ao plantio na região. `O comprometimento dos produtores tem sido uma marca forte. Uma das características dos empresários é o alto grau de conscientização quanto à necessidade de adotar técnicas que permitam a sustentabilidade econômica, ambiental e social`, frisa o presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (AIba), Humberto Santa Cruz.
Porém, nem tudo são flores nesse oásis de prosperidade. Os produtores têm que conviver com a impotente infra-estrutura brasileira, uma verdadeira pedra no caminho da economia local e nacional. O empresariado espera ansiosamente por melhorias na área de transportes, o que facilitará o escoamento da produção e as exportações. Entre as solicitações, a ênfase em ferrovias, que barateariam o custo dos produtos.
Milho - Depois que o governo dos Estados Unidos anunciou a produção de etanol a partir do milho, os produtores da commodity comemoraram. Maior produtor mundial, Tio Sam tradicionalmente despejava no mercado excesso de produção, desencadeando baixa nos preços. A resposta foi imediata. Seguindo a tendência de outros países, o Brasil vem ampliando a área cultivada.
No oeste baiano, ela passou de 126 mil hectares para 166 mil hectares, contribuindo para alavancar negócios no segmento. Somente o estado da Bahia aumentou a produção de milho em 64,7%, passando dos 686,7 mil toneladas para as atuais 1,130 milhão de toneladas. E a expectativa é atingir 1,608 milhão de toneladas com a safrinha (segunda safra de 2006/2007).
Algodão - Com mercado comprador garantido, os produtores têm ampliado a área plantada, que hoje chega a 1,547 mil hectares. Do total produzido, 975 mil toneladas, 40% é destinado a Europa e Ásia. A assessora de agronegócios da associação, Carolina Magnabosco, explica que o desempenho do algodão baiano é impulsionado pelo mercado externo. `Os produtores apostam no mercado futuro, pois os preços do algodão são regulados pela Bolsa de Chicago`, conta.
Mais um fato importante é que o segmento está aproveitando o incentivo do governo, que possibilitou a redução de 50% no ICM, favorecendo uma boa margem de lucro. Isso impulsiona a produção. A Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (AIba) ressalta que outros fatores vêm influenciando nos bons resultados, como o profissionalismo dos produtores e as condições regionais que permitem produzir uma fibra de alta qualidade.
Fonte: Jornal Correio da Bahia
11/05/07