Emprego com carteira avança

18/05/2007
A Bahia continua liderando com folga a geração de empregos formais no Nordeste do País. No mês passado, o Estado criou 10.592 novas vagas com carteira assinada, ou seja, mais da metade dos 20.426 postos de trabalho gerados em toda a região. Nos primeiros quatro meses do ano, a Bahia tem um saldo positivo de 23.637 vagas. A região Nordeste por sua vez acumula o fechamento de 40.476 postos.

Os dados fazem parte do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O levantamento revelou ainda que nos últimos 12 meses (abril de 2006/abril de 2007) os municípios baianos criaram um total de 36.313 empregos com registro em carteira. Este desempenho só é inferior a Pernambuco, que obteve um saldo positivo de 38.481. Em todo o Nordeste, foram 175.162 postos formais.

PAÍS - Em todo o País, o emprego formal cresceu 1,08% em abril, com a criação de 301.991 novos postos de trabalho com carteira assinada, um recorde histórico, segundo dados do Caged. O resultado do mês elevou o total de empregos formais gerados no ano para 701.619 postos, o que corresponde a uma elevação de 2,54% no estoque de vagas no período, também o melhor resultado da história para o primeiro quadrimestre. Nos últimos 12 meses, o estoque de empregos com carteira assinada no país cresceu 5,04%.

A expectativa do Ministério do Trabalho é a de que a geração de empregos em 2007 chegue a 1,65 milhão de postos, acima, portanto, do recorde registrado em 2004, quando foram criadas 1,523 milhão de vagas.

O saldo de 301.991 postos de trabalho abertos em abril, com admissões (1,272 milhão) e demissões (970,9 mil), superou em 3,48% o melhor resultado mensal registrado pelo Caged, em maio de 2004, quando foram criados 291.822 empregos com carteira assinada.

Em abril do ano passado, o saldo do Caged foi de 229.803.

De acordo com o Ministério do Trabalho, o desempenho do emprego no mês passado está associado a fatores sazonais relacionados à cadeia produtiva do agronegócio, ao ambiente favorável da economia, com a queda da taxa de juros e às expectativas positivas em relação ao andamento de obras de infra-estrutura.

Apesar do crescimento generalizado do emprego em todos os setores, a atividade que mais se destacou foi a indústria de transformação, com 103.763 (alta de 1,58% no total). Em termos percentuais, a agropecuária (41.227 vagas) e a construção civil (30.887 vagas) se destacaram com um crescimento de 2,76% e 2,23%, respectivamente, de acordo com o Caged.

Fonte: Jornal A Tarde

18/05/07