13/07/2007
Além da repactuação da dívida dos produtores de cacau, da ordem de R$ 700 milhões, o Plano Executivo para a Aceleração do Desenvolvimento e Diversificação do Agronegócio na Região Cacaueira, a ser lançado nos próximos dias, prevê a injeção de outros R$ 2 bilhões de recursos novos para a renovação de cacauais em bases mais produtivas e a diversificação da atividade agrícola na região. A revelação foi feita pelo secretário da Agricultura do Estado, Geraldo Simões.
Simões informou que o plano, já conhecido como Pac Cacau, é fruto de gestões levadas ao governo federal pelo governador Jaques Wagner e visa retirar a região da grave crise em que está mergulhada há duas décadas, já que iniciativas nesse sentido, adotadas em governos anteriores, não deram os resultados esperados. `Eleita como uma das prioridades do governo Jaques Wagner, a região cacaueira vai voltara ter a importância econômica que já teve no passado`, garantiu Geraldo Simões, acrescentando que além de recuperar e modernizar 150 mil hectares de cacauais, duplicando a produção atual.
O plano prevê, para os próximos oito anos, a implantação de 100 mil hectares de seringueiras e outros 100 mil hectares de dendê, esta última cultura nas áreas costeiras da região. A produção dos seringais será absorvida pelas quatro indústrias de pneumáticos instaladas no Estado, enquanto a do dendê será utilizada, sobretudo, na produção do biodiesel.
Simões revelou ainda que tanto a repactuação da dívida quanto os novos financiamentos serão feitos com juros especiais e em condições diferenciadas de prazo, de forma a permitir a efetiva recuperação econômica da região. Os R$ 700 milhões da dívida devem ser refinanciados, com juros de cerca de 7% ao ano e uma carência de sete ou oito anos, para que o produtor possa pagá-los com a renda de seus cacauais já produzindo em novas bases. Para preparar as propriedades para essas novas bases produtivas é que se injetarão, na região, em 8 ou 9 anos, recursos novos da ordem de R$ 2 bilhões, disse ainda o secretário.
Só dessa forma, segundo ele, a economia regional pode se recuperar, uma vez que muitos cacauicultores estão excessivamente endividados, com hipotecas de quinto grau, e sem condições de tomar novos recursos para implantar novos modelos de manejo em suas propriedades e diversificar sua produção. A renovação dos cacauais, segundo ele explicou, será feita com base, principalmente, na disseminação das diversas experiências de manejo bem sucedidas, que têm conseguido conviver com a vassoura-de-bruxa.`Sabemos que muitos dessas experiências vêm conseguindo manter Os mesmos índices de produtividade do período anterior e disseminação da doença e até mesmo ampliar esses índices`, disse o secretário, acrescentando que o que está faltando é recurso na mão do produtor para que ele possa implantar esses modelos de manejo em suas propriedades e, além disso, diversificar a produção.
`Há fazendeiros conseguindo produzir 60, 80 e até 100 arrobas por hectare, enquanto a produção média, na região é de 20 arrobas por hectare`, revelou Simões, sustentando que alguns desses modelos de manejo já foram convalidados pela Ceplac e pela Universidade de Campinas. O fazendeiro de cacau deve passar a ser, agora, segundo Geraldo Simões, um empresário rural, utilizando tecnologia moderna, plantando cacau somente em terras apropriadas, adensando seus plantios, usando mudas clonadas de qualidade e empregando técnicas aprovadas de manejo, com orientação.
Elaborado após diagnóstico feito por um grupo de trabalho com representantes do Ministério da Agricultura, Seagri, Ceplac, Embrapa, EBDA e entidades representativas de produtores e industriais do cacau, o plano contempla forte apoio à capacitação profissional, ao associativismo, ao cooperativismo e à agricultura familiar, com ênfase especial na agroindustrialização e comercialização dos produtos.
Fonte: Jornal Tribuna da Bahia - Municípios
Simões informou que o plano, já conhecido como Pac Cacau, é fruto de gestões levadas ao governo federal pelo governador Jaques Wagner e visa retirar a região da grave crise em que está mergulhada há duas décadas, já que iniciativas nesse sentido, adotadas em governos anteriores, não deram os resultados esperados. `Eleita como uma das prioridades do governo Jaques Wagner, a região cacaueira vai voltara ter a importância econômica que já teve no passado`, garantiu Geraldo Simões, acrescentando que além de recuperar e modernizar 150 mil hectares de cacauais, duplicando a produção atual.
O plano prevê, para os próximos oito anos, a implantação de 100 mil hectares de seringueiras e outros 100 mil hectares de dendê, esta última cultura nas áreas costeiras da região. A produção dos seringais será absorvida pelas quatro indústrias de pneumáticos instaladas no Estado, enquanto a do dendê será utilizada, sobretudo, na produção do biodiesel.
Simões revelou ainda que tanto a repactuação da dívida quanto os novos financiamentos serão feitos com juros especiais e em condições diferenciadas de prazo, de forma a permitir a efetiva recuperação econômica da região. Os R$ 700 milhões da dívida devem ser refinanciados, com juros de cerca de 7% ao ano e uma carência de sete ou oito anos, para que o produtor possa pagá-los com a renda de seus cacauais já produzindo em novas bases. Para preparar as propriedades para essas novas bases produtivas é que se injetarão, na região, em 8 ou 9 anos, recursos novos da ordem de R$ 2 bilhões, disse ainda o secretário.
Só dessa forma, segundo ele, a economia regional pode se recuperar, uma vez que muitos cacauicultores estão excessivamente endividados, com hipotecas de quinto grau, e sem condições de tomar novos recursos para implantar novos modelos de manejo em suas propriedades e diversificar sua produção. A renovação dos cacauais, segundo ele explicou, será feita com base, principalmente, na disseminação das diversas experiências de manejo bem sucedidas, que têm conseguido conviver com a vassoura-de-bruxa.`Sabemos que muitos dessas experiências vêm conseguindo manter Os mesmos índices de produtividade do período anterior e disseminação da doença e até mesmo ampliar esses índices`, disse o secretário, acrescentando que o que está faltando é recurso na mão do produtor para que ele possa implantar esses modelos de manejo em suas propriedades e, além disso, diversificar a produção.
`Há fazendeiros conseguindo produzir 60, 80 e até 100 arrobas por hectare, enquanto a produção média, na região é de 20 arrobas por hectare`, revelou Simões, sustentando que alguns desses modelos de manejo já foram convalidados pela Ceplac e pela Universidade de Campinas. O fazendeiro de cacau deve passar a ser, agora, segundo Geraldo Simões, um empresário rural, utilizando tecnologia moderna, plantando cacau somente em terras apropriadas, adensando seus plantios, usando mudas clonadas de qualidade e empregando técnicas aprovadas de manejo, com orientação.
Elaborado após diagnóstico feito por um grupo de trabalho com representantes do Ministério da Agricultura, Seagri, Ceplac, Embrapa, EBDA e entidades representativas de produtores e industriais do cacau, o plano contempla forte apoio à capacitação profissional, ao associativismo, ao cooperativismo e à agricultura familiar, com ênfase especial na agroindustrialização e comercialização dos produtos.
Fonte: Jornal Tribuna da Bahia - Municípios