27/04/2007
SANTIAGO - A Braskem congelou um projeto com a Bolívia para a fabricação de polietileno por considerar que o país não garante o fluxo de gás suficiente e não oferece ótimas condições de investimento, disse na quinta-feira, 26, o presidente-executivo da empresa, José Grubisich.
A Braskem tem um projeto para a construção de uma planta na região de Puerto Suárez, na fronteira da Bolívia com o Brasil, que teria capacidade de cerca de 530 mil toneladas e que, em sua fase petroquímica, teria um custo de entre US$ 900 milhões e US$ 1 bilhão. Mas `está no freezer, congeladinho`, disse Grubisich numa referência ao projeto, durante entrevista à Reuters em meio ao Fórum Econômico Mundial, que se realiza no Chile.
`Para fazermos o investimento em petroquímica temos que assegurar um fluxo de gás de cerca de 35 milhões de metros cúbicos diários, porque a petroquímica usa uma parte desse gás para fazer a produção de plástico. É uma questão técnica`, disse.
O executivo admitiu que, embora Brasil e Bolívia já tenham negociado os contratos de fornecimento e de preços do gás, o governo boliviano não garantiu à Braskem o fluxo permanente e de longo prazo que a companhia precisa para operar.
`Depois que os contratos estiverem prontos, aí sim nós do setor privado poderemos negociar com a (estatal boliviana) YPFB e com o governo da Bolívia, para discutir as condições para fazer um complexo petroquímico`, afirmou.
O gás natural é o principal produto de exportação da Bolívia e o presidente do país, Evo Morales, promove um programa para sua industrialização, como parte da nacionalização dos hidrocarbonetos, decretada em 2006.
`Não vamos tomar nenhuma decisão sem termos as condições básicas no político e no econômico para propor um investimento de mais de US$ 1 bilhão, que é muito para uma empresa`, argumentou.
Venezuela
Grubisich disse que o interesse da Braskem está concentrado atualmente na Venezuela, um dos maiores exportadores de petróleo do mundo.
Dentro do plano de buscar negócios fora do Brasil, a empresa assinou no mês passado um acordo com a estatal petrolífera venezuelana PDVSA para construir, em parceria igualitária, uma planta de etileno, baseada no gás natural, e outra de polipropileno.
O investimento para ambos os projetos está na casa dos US$ 3 bilhões em cinco anos. A Braskem prevê que a primeira fase entre em funcionamento em 2009 e a segunda em 2011. FONTE: Reuters/Estado de São Paulo 27/04/2007
A Braskem tem um projeto para a construção de uma planta na região de Puerto Suárez, na fronteira da Bolívia com o Brasil, que teria capacidade de cerca de 530 mil toneladas e que, em sua fase petroquímica, teria um custo de entre US$ 900 milhões e US$ 1 bilhão. Mas `está no freezer, congeladinho`, disse Grubisich numa referência ao projeto, durante entrevista à Reuters em meio ao Fórum Econômico Mundial, que se realiza no Chile.
`Para fazermos o investimento em petroquímica temos que assegurar um fluxo de gás de cerca de 35 milhões de metros cúbicos diários, porque a petroquímica usa uma parte desse gás para fazer a produção de plástico. É uma questão técnica`, disse.
O executivo admitiu que, embora Brasil e Bolívia já tenham negociado os contratos de fornecimento e de preços do gás, o governo boliviano não garantiu à Braskem o fluxo permanente e de longo prazo que a companhia precisa para operar.
`Depois que os contratos estiverem prontos, aí sim nós do setor privado poderemos negociar com a (estatal boliviana) YPFB e com o governo da Bolívia, para discutir as condições para fazer um complexo petroquímico`, afirmou.
O gás natural é o principal produto de exportação da Bolívia e o presidente do país, Evo Morales, promove um programa para sua industrialização, como parte da nacionalização dos hidrocarbonetos, decretada em 2006.
`Não vamos tomar nenhuma decisão sem termos as condições básicas no político e no econômico para propor um investimento de mais de US$ 1 bilhão, que é muito para uma empresa`, argumentou.
Venezuela
Grubisich disse que o interesse da Braskem está concentrado atualmente na Venezuela, um dos maiores exportadores de petróleo do mundo.
Dentro do plano de buscar negócios fora do Brasil, a empresa assinou no mês passado um acordo com a estatal petrolífera venezuelana PDVSA para construir, em parceria igualitária, uma planta de etileno, baseada no gás natural, e outra de polipropileno.
O investimento para ambos os projetos está na casa dos US$ 3 bilhões em cinco anos. A Braskem prevê que a primeira fase entre em funcionamento em 2009 e a segunda em 2011. FONTE: Reuters/Estado de São Paulo 27/04/2007