14/09/2007
Nova Iorque (EUA) - O governador Jaques Wagner fez um balanço positivo da viagem oficial que fez esta semana aos Estados Unidos, onde passou por Washington e Nova Iorque, assinando contratos, protocolos de cooperação técnica e, principalmente, conversando com empresários na tentativa de seduzí-los a investir na Bahia, cenário favorável para o setor privado.
A avaliação foi feita pelo governador hoje (13), em Nova Iorque, durante entrevista concedida à TV americana Bloomberg, especializada em economia, quando também falou de temas políticos, como a reforma tributária e a votação no Senado, ocorrida hoje, que salvou da cassação o presidente da Casa, senador Renan Calheiros (PMDB).
O governador destacou que ao desembarcar, amanhã (14), às 11h15min, no aeroporto internacional de Salvador, traz na bagagem não apenas a certeza de reforço de US$ 100 milhões destinado à infra-estrutura de rodovias, mas também a convicção de que impressionou o empresariado americano ao mostrar o cenário favorável para investimento que é a Bahia hoje.
`Creio que as rodadas de negociação foram muito produtivas. Vi o interesse na Bahia crescer especialmente em biodiesel e turismo`, assinalou Wagner, acrescentando que plantou as sementes e agora a bola é dos empresários. `Digo sempre que o político abre as portas para os empresários fecharem os negócios`.
Wagner enfatizou que o foco das conversas foi a bioenergia - etanol e biodiesel -, infra-estrutura, uma área em que, admitiu o governador, a Bahia ainda apresenta muitas deficiências, e turismo, setor em que a imagem da Bahia é forte e cujo potencial de crescimento é muito grande. `A Bahia é, reconhecidamente, um dos melhores destinos do turismo, por isso vim buscar mais integração com os americanos. Nós temos poucos vôos diretos, somente um semanal, para os Estados Unidos e eu estou em negociação para que isso possa ser ampliado`, anunciou.
Ressaltou também o contrato firmado com o Banco Mundial, um aporte de recursos fundamental para a recuperação das rodovias baianas, e falou das conversas mantidas com a direção do Banco Interamericano de Desenvolvimento com intenção de atrair recursos destinados à revitalização de sítios históricos, especialmente para recuperação do Centro Histórico de Salvador.
Hoje, último dia da visita oficial da missão baiana nos Estados Unidos, o governador assinou um protocolo de cooperação técnica com representantes da Organização das Nações Unidas (ONU), buscando promover ações de fortalecimento e melhoramento do desempenho da administração pública, com interesse voltado para a região da América Latina. Antes de embarcar, o governador Jaques Wagner ainda manteve uma última rodada de negociação com investidores americanos. `Brinco sempre dizendo que a gente vem pescar e nem sempre leva o peixe para casa. No entanto, acho que as conversas foram positivas e que irão render bons dividendos para a Bahia`, avaliou.
Política Nacional
Durante a entrevista à Bloomberg, o governador baiano defendeu a reforma tributária para reduzir a carga de impostos, o fim da guerra fiscal entre os estados e a manutenção da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) com redução da alíquota. Wagner reconheceu que a guerra fiscal é danosa para os estados que perdem recursos, mas sustentou que ela se tornou necessária como último instrumento para que os estados mais pobres possam atrair novos investimentos. `A percepção dos governadores do Nordeste é que queremos a reforma tributária e que precisamos acabar com a guerra fiscal. Mas para isso é necessária uma política nacional de desenvolvimento regional capaz de mudar a fotografia atual do Nordeste`, afirmou o governador.
Ele ressaltou que a posição dos governadores nordestinos é favorável ao fim da guerra fiscal e da reforma tributária, mas insistem na necessidade de se criar instrumentos pra substituir as perdas que a região terá abrindo mão da guerra fiscal. `Precisamos atrair novos investimentos. O governo precisa ter uma política clara para proporcionar o desenvolvimento da região para que ela chegue ao padrão de desenvolvimento do restante do país`, defendeu.
O governador disse que toda a sociedade concorda sobre a necessidade de patrocinar a reforma tributária para simplificar o sistema e facilitar a vida dos cidadãos que pagam regularmente seus impostos. Favorável à manutenção da CPMF, Wagner defendeu a redução progressiva da alíquota, desde que seja feita de forma negociada com o governo. `Quando se reduz a entrada de arrecadação é preciso saber onde cortar a despesa. Essa é a briga. Todo mundo propõe corte de tributo. Mas é preciso saber onde cortar a despesa equivalente ao corte de tributo`, assinalou, lembrando da importância em se fazer compensação.
No entendimento de Wagner, o presidente Luís Inácio Lula da Silva, que tem uma base aliada consistente, vai conseguir aprovar a manutenção da CPMF, fonte de recursos importante para o governo federal, razão pela qual a oposição mostra-se favorável a sua derrubada. `A oposição trabalha contra porque conhece a importância do tributo`.
Fonte: Agecom
A avaliação foi feita pelo governador hoje (13), em Nova Iorque, durante entrevista concedida à TV americana Bloomberg, especializada em economia, quando também falou de temas políticos, como a reforma tributária e a votação no Senado, ocorrida hoje, que salvou da cassação o presidente da Casa, senador Renan Calheiros (PMDB).
O governador destacou que ao desembarcar, amanhã (14), às 11h15min, no aeroporto internacional de Salvador, traz na bagagem não apenas a certeza de reforço de US$ 100 milhões destinado à infra-estrutura de rodovias, mas também a convicção de que impressionou o empresariado americano ao mostrar o cenário favorável para investimento que é a Bahia hoje.
`Creio que as rodadas de negociação foram muito produtivas. Vi o interesse na Bahia crescer especialmente em biodiesel e turismo`, assinalou Wagner, acrescentando que plantou as sementes e agora a bola é dos empresários. `Digo sempre que o político abre as portas para os empresários fecharem os negócios`.
Wagner enfatizou que o foco das conversas foi a bioenergia - etanol e biodiesel -, infra-estrutura, uma área em que, admitiu o governador, a Bahia ainda apresenta muitas deficiências, e turismo, setor em que a imagem da Bahia é forte e cujo potencial de crescimento é muito grande. `A Bahia é, reconhecidamente, um dos melhores destinos do turismo, por isso vim buscar mais integração com os americanos. Nós temos poucos vôos diretos, somente um semanal, para os Estados Unidos e eu estou em negociação para que isso possa ser ampliado`, anunciou.
Ressaltou também o contrato firmado com o Banco Mundial, um aporte de recursos fundamental para a recuperação das rodovias baianas, e falou das conversas mantidas com a direção do Banco Interamericano de Desenvolvimento com intenção de atrair recursos destinados à revitalização de sítios históricos, especialmente para recuperação do Centro Histórico de Salvador.
Hoje, último dia da visita oficial da missão baiana nos Estados Unidos, o governador assinou um protocolo de cooperação técnica com representantes da Organização das Nações Unidas (ONU), buscando promover ações de fortalecimento e melhoramento do desempenho da administração pública, com interesse voltado para a região da América Latina. Antes de embarcar, o governador Jaques Wagner ainda manteve uma última rodada de negociação com investidores americanos. `Brinco sempre dizendo que a gente vem pescar e nem sempre leva o peixe para casa. No entanto, acho que as conversas foram positivas e que irão render bons dividendos para a Bahia`, avaliou.
Política Nacional
Durante a entrevista à Bloomberg, o governador baiano defendeu a reforma tributária para reduzir a carga de impostos, o fim da guerra fiscal entre os estados e a manutenção da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) com redução da alíquota. Wagner reconheceu que a guerra fiscal é danosa para os estados que perdem recursos, mas sustentou que ela se tornou necessária como último instrumento para que os estados mais pobres possam atrair novos investimentos. `A percepção dos governadores do Nordeste é que queremos a reforma tributária e que precisamos acabar com a guerra fiscal. Mas para isso é necessária uma política nacional de desenvolvimento regional capaz de mudar a fotografia atual do Nordeste`, afirmou o governador.
Ele ressaltou que a posição dos governadores nordestinos é favorável ao fim da guerra fiscal e da reforma tributária, mas insistem na necessidade de se criar instrumentos pra substituir as perdas que a região terá abrindo mão da guerra fiscal. `Precisamos atrair novos investimentos. O governo precisa ter uma política clara para proporcionar o desenvolvimento da região para que ela chegue ao padrão de desenvolvimento do restante do país`, defendeu.
O governador disse que toda a sociedade concorda sobre a necessidade de patrocinar a reforma tributária para simplificar o sistema e facilitar a vida dos cidadãos que pagam regularmente seus impostos. Favorável à manutenção da CPMF, Wagner defendeu a redução progressiva da alíquota, desde que seja feita de forma negociada com o governo. `Quando se reduz a entrada de arrecadação é preciso saber onde cortar a despesa. Essa é a briga. Todo mundo propõe corte de tributo. Mas é preciso saber onde cortar a despesa equivalente ao corte de tributo`, assinalou, lembrando da importância em se fazer compensação.
No entendimento de Wagner, o presidente Luís Inácio Lula da Silva, que tem uma base aliada consistente, vai conseguir aprovar a manutenção da CPMF, fonte de recursos importante para o governo federal, razão pela qual a oposição mostra-se favorável a sua derrubada. `A oposição trabalha contra porque conhece a importância do tributo`.
Fonte: Agecom