30/04/2008
A avaliação é do presidente da operadora de telefonia móvel Vivo, Roberto Lima, que hoje promoveu coletiva de imprensa para comentar os resultados financeiros da empresa no primeiro trimestre deste ano.
Para o executivo, o fato de o mercado passar a ter um `grande concorrente, com forte geração de caixa`, trará a necessidade de a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) criar mecanismos para preservar a concorrência. Lima esquivou-se, no entanto, de mencionar quais seriam estas providências. `Com a operação de compra, que parece contar com a disposição da Anatel para mudança no Plano Geral de Outorgas (PGO), cria-se um grande participante nacional, com forte capacidade de geração de caixa. Então, a Anatel terá pela frente o trabalho de zelar pela concorrência.`.
Lima negou que a compra da BrT pela Oi precipite o repasse do controle da Vivo, hoje detido em partes iguais pela espanhola Telefónica e pela portuguesa Portugal Telecom (PT), para um único acionista. Tanto a espanhola como a portuguesa já expressaram a intenção de assumir 100% do controle da Vivo. Comenta-se, no mercado, que a PT poderia, agora, ter uma outra opção de investimento no Brasil. `Com relação aos sócios, nada está no radar`, disse Lima.
Ele ponderou, contudo, que pode haver uma maior aproximação com a Telefônica, dona da Telesp, de telefonia fixa. Segundo ele, pode-se explorar mais sinergias, como a oferta de quadruple play (serviços de voz móvel, fixa, imagem e internet). `A operadora também pode aprofundar sinergias no compartilhamento de infra-estrutura e planos de tarifas, com descontos a clientes que assinarem vários produtos`, comentou.
Repórter: MICHELLY TEIXEIRA
Fonte: O Estado mde S. Paulo
Em 30/04/2008.
Para o executivo, o fato de o mercado passar a ter um `grande concorrente, com forte geração de caixa`, trará a necessidade de a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) criar mecanismos para preservar a concorrência. Lima esquivou-se, no entanto, de mencionar quais seriam estas providências. `Com a operação de compra, que parece contar com a disposição da Anatel para mudança no Plano Geral de Outorgas (PGO), cria-se um grande participante nacional, com forte capacidade de geração de caixa. Então, a Anatel terá pela frente o trabalho de zelar pela concorrência.`.
Lima negou que a compra da BrT pela Oi precipite o repasse do controle da Vivo, hoje detido em partes iguais pela espanhola Telefónica e pela portuguesa Portugal Telecom (PT), para um único acionista. Tanto a espanhola como a portuguesa já expressaram a intenção de assumir 100% do controle da Vivo. Comenta-se, no mercado, que a PT poderia, agora, ter uma outra opção de investimento no Brasil. `Com relação aos sócios, nada está no radar`, disse Lima.
Ele ponderou, contudo, que pode haver uma maior aproximação com a Telefônica, dona da Telesp, de telefonia fixa. Segundo ele, pode-se explorar mais sinergias, como a oferta de quadruple play (serviços de voz móvel, fixa, imagem e internet). `A operadora também pode aprofundar sinergias no compartilhamento de infra-estrutura e planos de tarifas, com descontos a clientes que assinarem vários produtos`, comentou.
Repórter: MICHELLY TEIXEIRA
Fonte: O Estado mde S. Paulo
Em 30/04/2008.