26/05/2008
A Petrobras vai importar em julho a primeira carga de gás natural liquefeito (GNL), para atender a crescente demanda brasileira por energia. O navio de transporte do combustível, Golar Spirit, vai partir em 31 de maio de Cingapura com destino ao porto de Pecém, no Ceará, onde a estatal mantém um terminal de regaseificação, informou, em Londres, Marcio Bastos Demori, o executivo da empresa responsável pela compra do produto. O Brasil vai se tornar o segundo país latino-americano a começar a importar GNL, depois da Argentina.
O GNL é o gás natural condensando ao estado líquido por meio da redução da sua temperatura para 163 graus Celsius negativos. O objetivo é viabilizar o seu transporte em navios-tanque, que levam o insumo para plantas de regaseificação (responsável por transformar o gás liquido em gasoso). O Brasil e a Argentina optaram pela tecnologia que usa equipamento no próprio navio para transformar o líquido novamente em gás, o que acaba com a necessidade de terminais para regaseificação em terra, que em geral custam mais de US$ 300 milhões. Com essa tecnologia, o gás pode ser bombeado diretamente para a rede interna de gasodutos.
No Brasil, o GNL servirá, prioritariamente, para abastecer as usinas termelétricas, que substituem a geração hídrica em casos de queda nos reservatórios. A principal economia da América Latina teve expansão de 5,4% em 2007, a maior em três anos, o que estimulou o consumo de combustíveis. ```O problema do Brasil é o forte crescimento da demanda por combustíveis`, disse Frank Harris, chefe para GNL global da Wood Mackenzie Consultants, sediada em Edimburgo. O Brasil depende da energia hidrelétrica para a maior parte de sua geração de eletricidade e vai importar GLN durante a época da seca, acrescentou o executivo.
Fonte: Gazeta Mercantil
26/5/2008.
O GNL é o gás natural condensando ao estado líquido por meio da redução da sua temperatura para 163 graus Celsius negativos. O objetivo é viabilizar o seu transporte em navios-tanque, que levam o insumo para plantas de regaseificação (responsável por transformar o gás liquido em gasoso). O Brasil e a Argentina optaram pela tecnologia que usa equipamento no próprio navio para transformar o líquido novamente em gás, o que acaba com a necessidade de terminais para regaseificação em terra, que em geral custam mais de US$ 300 milhões. Com essa tecnologia, o gás pode ser bombeado diretamente para a rede interna de gasodutos.
No Brasil, o GNL servirá, prioritariamente, para abastecer as usinas termelétricas, que substituem a geração hídrica em casos de queda nos reservatórios. A principal economia da América Latina teve expansão de 5,4% em 2007, a maior em três anos, o que estimulou o consumo de combustíveis. ```O problema do Brasil é o forte crescimento da demanda por combustíveis`, disse Frank Harris, chefe para GNL global da Wood Mackenzie Consultants, sediada em Edimburgo. O Brasil depende da energia hidrelétrica para a maior parte de sua geração de eletricidade e vai importar GLN durante a época da seca, acrescentou o executivo.
Fonte: Gazeta Mercantil
26/5/2008.