22/06/2007
As empresas de ônibus intermunicipais que transportam pessoas além da capacidade permitida estão sendo autuadas e obrigadas a relocar os passageiros. A fiscalização na rodoviária está intensificada, e a direção da Agerba (Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia) se reuniu, ontem, com os dirigentes das empresas para alertar da proibição da 12ª Vara Federal de transportar passageiros fora de poltronas. A agência também teve encontro com a Polícia Rodoviária Federal e a Estadual, que ajudarão no trabalho de fiscalização nas estradas.
Na edição de ontem, A TARDE denunciou o descumprimento da norma e a venda do bilhete com a expressão `em pé` no local da numeração da cadeira. De acordo com o coordenador da Agerba no terminal, Ianê Maciel, a autuação se dará no momento em que o veículo sair da rodoviária.
Ontem, por exemplo, a viação de Jequié Cidade Sol foi autuada. A linha Salvador-Santa Inês transportava além do permitido e, antes mesmo de sair do terminal, teve que retirar os passageiros extras e relocá-los. De acordo com o encarregado da empresa, Antônio Nunes, eram passageiros que perderam seus horários e a empresa tentava ajudá-los. `Podemos comprovar que não vendemos a passagem em pé, eram pessoas que se atrasaram e perderam seus carros`.
O proprietário da RD Transportes - uma das empresas em que A TARDE comprovou a venda de bilhetes com a marcação `em pé`-, Rivalino Vagner Cardoso, alegou um problema no sistema. `Vendemos com o escrito em pé, mas o passageiro vai sentado`, garantiu.
No entanto, segundo informações de Maciel, a RD Transportes também foi autuada na manhã de ontem e teve que colocar um novo carro para transportar os passageiros em excesso. `Eles usam isso ou dizem que não sabiam da proibição como álibi`, reitera .
A empresa tem que pagar uma multa de R$ 283 por pessoa transportada em excesso e, se a Agerba autorizar o serviço, tem que arcar com R$ 5 mil por veículo liberado.
PREFERÊNCIA - A situação não agrada a alguns passageiros, que preferem garantir a viagem, mesmo que seja em pé. `Não posso ficar aqui, tenho que ir de qualquer jeito`, afirmou a estudante Aline Campos, que procurava bilhete para Amargosa. A funcionária da Cidade Sol Alice Bastos chegou a ser agredida. `O cliente não aceitava que não poderia lhe vender a passagem em pé, dizia que outras empresas estavam vendendo e queria que eu fizesse o mesmo`, relatou. relatou.
Alice teve que chamar fiscais da Agerba para que auxiliassem a esclarecer a situação. A viação Cidade Sol, que faz linha para cidades do Vale de Jiquiriçá e Santo Antônio de Jesus, colocou 76 horários extras e não há mais passagens para hoje. A Agerba disponibilizou um total de 1.500 extras.
`O nosso propósito é zelar pela segurança do cidadão, admitimos que a empresa frete novos veículos, que autorizamos horários`, afirmou o diretor-executivo da Agerba, Antônio Lomanto Neto. A fiscalização do órgão também estará voltada para o transporte clandestino. São motoristas que driblam a vistoria e não possuem o selo de autorização para realizar viagens. Caso seja abordado em uma blitz, o passageiro corre risco de não terminar a viagem.
Na rodoviária, ontem pela manhã, além dos guichês, as plataformas de embarque também estavam cheias. Para evitar congestionamentos e facilitar o fluxo das pessoas, o embarque das linhas com destino à Região Metropolitana de Salvador está sendo feito no desembarque. Na área externa, o estacionamento rotativo, localizado em frente ao terminal, foi desativado e destinado para acesso de carros que conduzem passageiros, com tempo de permanência máximo de três minutos.
Fonte: Jornal A Tarde
Repórter: Danile Rebouças
22/06/07
Na edição de ontem, A TARDE denunciou o descumprimento da norma e a venda do bilhete com a expressão `em pé` no local da numeração da cadeira. De acordo com o coordenador da Agerba no terminal, Ianê Maciel, a autuação se dará no momento em que o veículo sair da rodoviária.
Ontem, por exemplo, a viação de Jequié Cidade Sol foi autuada. A linha Salvador-Santa Inês transportava além do permitido e, antes mesmo de sair do terminal, teve que retirar os passageiros extras e relocá-los. De acordo com o encarregado da empresa, Antônio Nunes, eram passageiros que perderam seus horários e a empresa tentava ajudá-los. `Podemos comprovar que não vendemos a passagem em pé, eram pessoas que se atrasaram e perderam seus carros`.
O proprietário da RD Transportes - uma das empresas em que A TARDE comprovou a venda de bilhetes com a marcação `em pé`-, Rivalino Vagner Cardoso, alegou um problema no sistema. `Vendemos com o escrito em pé, mas o passageiro vai sentado`, garantiu.
No entanto, segundo informações de Maciel, a RD Transportes também foi autuada na manhã de ontem e teve que colocar um novo carro para transportar os passageiros em excesso. `Eles usam isso ou dizem que não sabiam da proibição como álibi`, reitera .
A empresa tem que pagar uma multa de R$ 283 por pessoa transportada em excesso e, se a Agerba autorizar o serviço, tem que arcar com R$ 5 mil por veículo liberado.
PREFERÊNCIA - A situação não agrada a alguns passageiros, que preferem garantir a viagem, mesmo que seja em pé. `Não posso ficar aqui, tenho que ir de qualquer jeito`, afirmou a estudante Aline Campos, que procurava bilhete para Amargosa. A funcionária da Cidade Sol Alice Bastos chegou a ser agredida. `O cliente não aceitava que não poderia lhe vender a passagem em pé, dizia que outras empresas estavam vendendo e queria que eu fizesse o mesmo`, relatou. relatou.
Alice teve que chamar fiscais da Agerba para que auxiliassem a esclarecer a situação. A viação Cidade Sol, que faz linha para cidades do Vale de Jiquiriçá e Santo Antônio de Jesus, colocou 76 horários extras e não há mais passagens para hoje. A Agerba disponibilizou um total de 1.500 extras.
`O nosso propósito é zelar pela segurança do cidadão, admitimos que a empresa frete novos veículos, que autorizamos horários`, afirmou o diretor-executivo da Agerba, Antônio Lomanto Neto. A fiscalização do órgão também estará voltada para o transporte clandestino. São motoristas que driblam a vistoria e não possuem o selo de autorização para realizar viagens. Caso seja abordado em uma blitz, o passageiro corre risco de não terminar a viagem.
Na rodoviária, ontem pela manhã, além dos guichês, as plataformas de embarque também estavam cheias. Para evitar congestionamentos e facilitar o fluxo das pessoas, o embarque das linhas com destino à Região Metropolitana de Salvador está sendo feito no desembarque. Na área externa, o estacionamento rotativo, localizado em frente ao terminal, foi desativado e destinado para acesso de carros que conduzem passageiros, com tempo de permanência máximo de três minutos.
Fonte: Jornal A Tarde
Repórter: Danile Rebouças
22/06/07