Governador participa de festejos pelos 191 anos da Independência da Bahia

03/07/2014
festejos.jpgNeste 2 de Julho, data em que são comemorados os 191 anos de independência da Bahia, o governador Jaques Wagner, acompanhado da primeira-dama do Estado, Fátima Mendonça, e outras autoridades, participou dos festejos que começaram com o hasteamento das bandeiras nacional, estadual, de Salvador e do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, em frente ao panteão, no Largo da Lapinha.

Após depositar flores no busto do general Labatut, o governador seguiu com o cortejo que acompanha os carros com as imagens dos caboclos até o Pelourinho. 'O 2 de julho é o dia mais importante para mim, quando a gente homenageia os heróis que morreram para garantir a nossa independência, em 1823. Eu acho que esta data merece a união de todos, o povo está na rua, os estudantes, os trabalhadores, os políticos, todos unidos pela bandeira maior da independência baiana'.

Homenagem no 2º Distrito Naval

Na parte da tarde, o governador participou da solenidade em homenagem ao 2 de Julho no 2° Distrito Naval, no Comércio, de onde assistiu ao hasteamento das bandeiras no Forte São Marcelo. De acordo com o comandante do 2º Distrito, Almirante Luiz Henrique Caroli, o 2 de Julho é uma data marcante para a Bahia e para o país.

'Foi quando se consolidou a independência no Brasil. Salvador foi a última província a ser libertada dos estrangeiros e as lutas no mar foram muito intensas. Os patriotas baianos tiveram uma contribuição relevante e é por isto que a Marinha do Brasil tem muito orgulho de sediar esta cerimônia criada pelo Governo do Estado. É uma homenagem aos patriotas que pereceram para que hoje possamos ter um país livre', declarou o almirante.

Encerramento no Campo Grande

Ainda pela tarde, os carros com as imagens dos caboclos foram acompanhados por diversas fanfarras, filarmônicas e outras manifestações culturais em um cortejo cívico até o Campo Grande, para o encerramento das comemorações. Após a execução dos hinos Nacional e da Bahia (Hino ao 2 de Julho), no Campo Grande, a nadadora Suelly Aline Gomes Siqueira acendeu a pira com uma tocha que percorreu, acesa, diversos municípios do Recôncavo.

Durante entrevista no encerramento do ato, Jaques Wagner disse que apenas no Rio Grande do Sul e na Bahia existe uma manifestação popular tão grande nas comemorações da independência. 'É uma festa maior da baianidade, da cidadania, da democracia, da liberdade e da independência. É emocionante, o povo vem para a rua de manhã e de tarde para reverenciar os seus heróis, e este culto aos heróis, à Bandeira Nacional e ao 2 de Julho é fundamental para a cidadania brasileira'.

Homenagens

Todos os ícones da história - desde o início da batalha, em Cachoeira, até a expulsão das tropas portuguesas, em Salvador - foram lembrados durante o cortejo. Um museu vivo com os personagens foi uma das alas mais fotografadas. O coordenador da iniciativa, o museólogo Anderson Moreira, explica que 'a intenção é realizar espetáculos épicos para manter viva a história nacional. Hoje, 2 de Julho, aqui na Bahia, onde o povo lutou pela independência, trazemos Maria Felipa, Joana Angélica, Maria Quitéria, o General Labatut e o Dom Pedro I, que foi quem deu início ao processo de separação do Brasil de Portugal'.

Maria Felipa, outra importante personagem da história vitoriosa, teve uma ala inteira em sua homenagem. Quarenta mulheres atravessaram a Baía de Todos-os-Santos e desembarcaram cedo em Salvador especialmente para participar das comemorações. Com muita animação, elas dançavam e entoavam o nome da líder negra. 'Somos da Gameleira, na Ilha de Itaparica, onde Maria Felipa nasceu', disse a dona de casa Claudete Santos.

Fonte: Secom.

Em 3/07/2014.