Semicondutores mantêm Brasil fora de sua rota

23/08/2007
Segundo pesquisa da consultoria KPMG, realizada com mais de 300 executivos das 100 maiores empresas globais do setor, 60% dos entrevistados estimam um crescimento no faturamento superior a 10% em seu mercado principal de atuação no próximo ano fiscal e 53% apostam no mesmo ritmo de expansão para todos os tipos de semicondutores produzidos por sua companhia. Apenas 4% acreditam em estabilização ou decréscimo de seu negócio.

Entre os impulsionadores do setor estão produtos como tocadores de MP3, câmeras digitais, celulares e videogames. Mas apesar dos recentes esforços do governo brasileiro, com a isenção e redução de impostos a empresas que desejam se estabelecer aqui, a pesquisa indica que o Brasil, assim como os demais países da região, continuará fora da disputa desse mercado, que pode atingir US$ 321 bilhões em 2009, segundo projeções da Associação da Indústria de Semicondutores (SIA).

Com os pesados aportes necessários para construir uma fábrica - cerca de US$ 3 bilhões -, os incentivos governamentais continuam com peso significativo na decisão de investimentos para os executivos. No caso dos Estados Unidos, 62% consideram esses benefícios de maior ou de forte influência para alocação de investimentos. Na China, esse percentual é de 55%. Segundo Fogaça, esse resultado não surpreende. Após fazer um grande aporte no país, a expectativa é de mais investimentos em modernização e aumento de produção, justifica.

Fonte: Jornal Gazeta Mercantil

Ana Carolina Saito e Carlos Eduardo Valim

Em 23?08?2007.