14/11/2007
A Bahia deve receber, até 2010, cerca de R$12 bilhões em novos investimentos, com a previsão de geração de 70 mil empregos diretos e a instalação ou ampliação de plantas industriais pertencentes a 523 empresas. Apesar de ter ficado este ano em desvantagem em relação a vizinhos como Pernambuco, para quem perdeu a disputa na atração de algumas indústrias, o estado ainda continua assumindo um papel de liderança no cenário nordestino. As informações integram o estudo Ambiente de Negócios - Região Nordeste, levantamento elaborado pela Deloitte - uma das maiores organizações mundiais na prestação de serviços de auditoria e consultoria.
`A Bahia é um gigante e continua concentrando boa parte dos investimentos direcionados ao Nordeste, principalmente em áreas como papel e celulose, petroquímica e na indústria automobilística. Ainda mantém uma posição de liderança no ranking, apesar de Pernambuco ter anunciado novos projetos`, argumenta o sócio da Deloitte, Carlos Rebelatto.
A pesquisa, realizada com o intuito de analisar o cenário econômico, setorial e político regional, verificou que, nos últimos anos, o Nordeste tem testemunhado um expressivo incremento na sua produção de riquezas. Segundo dados do balanço, entre 2000 e 2006, o Produto Interno Bruto (PIB) nordestino teve um crescimento médio anual de aproximadamente 3,2%, índice superior à média nacional (3,1%). Atualmente, seu PIB é maior do que o somatório dos PIBs de países como Peru, Uruguai, Bolívia e Paraguai. Em 2004, por exemplo, a região apresentou participação de 14,1% na geração de riquezas no país, ficando atrás apenas do Sudeste (54,9%) e Sul (18,2%).
Somente na produção industrial, o incremento apurado no ano passado foi de 3,3%, desempenho acima da média brasileira (2,8%). No último ano, o destaque ficou com o Ceará, estado que atingiu uma expansão de 8,2% - o segundo melhor indicador do Brasil, atrás apenas do Pará (14,2%) -, seguido de Pernambuco (4,8%) e Bahia (3,2%).
Performance diretamente relacionada ao desenvolvimento de setores como celulose e papel (16,6%), metalurgia básica (10,9%) e alimentos e bebidas (3,7%).
Dinamismo revelado ainda na captação de novos recursos financeiros. De acordo com Rebelatto, a tendência observada nos estados nordestinos, principalmente naqueles onde houve mudança de governo, é de manutenção da política de atração de investimentos realizada pelos antecessores, a exemplo dos incentivos fiscais. `Com isso, acreditamos que, em 2007, a região volte a crescer acima da média nacional`, comenta.
O levantamento revelou ainda que no caso de instituições como o Banco do Nordeste (BNB), os aportes privados financiados pelo grupo passaram de R$300 milhões, em 2001, para mais de R$3 bilhões em 2006. No mesmo período, as liberações pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) saltaram de R$3,3 bilhões para R$4,8 bi-lhões. Entre os setores mais dinâmicos, destacam-se os de turismo, petroquímico, comércio de bens de consumo, construção civil e agroindústria, em especial, a fruticultura e a produção do biocombustível.
Segundo Carlos Rebelatto, vários fatores têm contribuído para impulsionar esses resultados, como um contexto macroeconômico estável. `Houve uma desconcentração da economia do Sudeste para a região local`, avalia. Para o executivo, aliado ao aporte privado, os recursos públicos também estão entre os elementos que devem fomentar uma expansão regional ainda maior nos próximos anos. Processo exemplificado no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que prevê uma injeção em infra-estrutura da ordem de R$503,9 bilhões em todo o Brasil, sendo R$80,4 bilhões para o território nordestino.
Fonte: Jornal Correio da Bahia
13/11/07
`A Bahia é um gigante e continua concentrando boa parte dos investimentos direcionados ao Nordeste, principalmente em áreas como papel e celulose, petroquímica e na indústria automobilística. Ainda mantém uma posição de liderança no ranking, apesar de Pernambuco ter anunciado novos projetos`, argumenta o sócio da Deloitte, Carlos Rebelatto.
A pesquisa, realizada com o intuito de analisar o cenário econômico, setorial e político regional, verificou que, nos últimos anos, o Nordeste tem testemunhado um expressivo incremento na sua produção de riquezas. Segundo dados do balanço, entre 2000 e 2006, o Produto Interno Bruto (PIB) nordestino teve um crescimento médio anual de aproximadamente 3,2%, índice superior à média nacional (3,1%). Atualmente, seu PIB é maior do que o somatório dos PIBs de países como Peru, Uruguai, Bolívia e Paraguai. Em 2004, por exemplo, a região apresentou participação de 14,1% na geração de riquezas no país, ficando atrás apenas do Sudeste (54,9%) e Sul (18,2%).
Somente na produção industrial, o incremento apurado no ano passado foi de 3,3%, desempenho acima da média brasileira (2,8%). No último ano, o destaque ficou com o Ceará, estado que atingiu uma expansão de 8,2% - o segundo melhor indicador do Brasil, atrás apenas do Pará (14,2%) -, seguido de Pernambuco (4,8%) e Bahia (3,2%).
Performance diretamente relacionada ao desenvolvimento de setores como celulose e papel (16,6%), metalurgia básica (10,9%) e alimentos e bebidas (3,7%).
Dinamismo revelado ainda na captação de novos recursos financeiros. De acordo com Rebelatto, a tendência observada nos estados nordestinos, principalmente naqueles onde houve mudança de governo, é de manutenção da política de atração de investimentos realizada pelos antecessores, a exemplo dos incentivos fiscais. `Com isso, acreditamos que, em 2007, a região volte a crescer acima da média nacional`, comenta.
O levantamento revelou ainda que no caso de instituições como o Banco do Nordeste (BNB), os aportes privados financiados pelo grupo passaram de R$300 milhões, em 2001, para mais de R$3 bilhões em 2006. No mesmo período, as liberações pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) saltaram de R$3,3 bilhões para R$4,8 bi-lhões. Entre os setores mais dinâmicos, destacam-se os de turismo, petroquímico, comércio de bens de consumo, construção civil e agroindústria, em especial, a fruticultura e a produção do biocombustível.
Segundo Carlos Rebelatto, vários fatores têm contribuído para impulsionar esses resultados, como um contexto macroeconômico estável. `Houve uma desconcentração da economia do Sudeste para a região local`, avalia. Para o executivo, aliado ao aporte privado, os recursos públicos também estão entre os elementos que devem fomentar uma expansão regional ainda maior nos próximos anos. Processo exemplificado no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que prevê uma injeção em infra-estrutura da ordem de R$503,9 bilhões em todo o Brasil, sendo R$80,4 bilhões para o território nordestino.
Fonte: Jornal Correio da Bahia
13/11/07