09/01/2008
Para aumentar o nível de empregabilidade dos moradores do Condomínio Moradas da Lagoa, no subúrbio ferroviário de Salvador, a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) fez um convênio no valor de R$ 625 mil com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). Este ano, 785 pessoas vão fazer cursos de fabricação de móveis, costura, panificação, eletricidade e pintura, além de ter aulas sobre como se comportar num ambiente de trabalho.
Nesse módulo específico, a ênfase é na melhoria do perfil pessoal do profissional. `Às vezes, eles têm capacidade técnica, mas não sabem como proceder num ambiente de trabalho ou se relacionar com os colegas`, explica Rosemar Matos, instrutora do Senai. Nessa primeira etapa, entre os meses de janeiro e fevereiro, 150 moradores do condomínio, com idade entre 18 e 50 anos estão sendo capacitados, a maioria é formada por mulheres chefes de família.
Suzete Maria de Jesus viveu nas ruas de Salvador durante 30 anos, somente há cinco passou a morar em uma casa com os filhos, o sexto ainda na barriga. No parque empresarial da Lagoa, conseguiu um emprego na fábrica de móveis Tidelli, mas só manteve o trabalho por um ano porque teve dificuldades para se adequar às regras da convivência em sociedade, como ela mesmo explica: `Era difícil pra mim, não sabia me relacionar com meus colegas, com o chefe. Fui moradora de rua a maior parte da minha vida`.
Segundo Luciano Mandelli, diretor da fábrica, 70% de seus funcionários são pessoas do Conjunto Habitacional e de bairros vizinhos, sendo 1/3 de mão de obra local e 2/3 de pessoas das adjacências. `Os habitantes do Moradas da Lagoa têm problemas de adequação às regras de estruturas formais como obediência à hierarquia, normas de segurança de trabalho, além de deficiências graves em português e matemática. Com os cursos, vai haver mais oportunidades para eles`, opina Mandelli.
O programa social Moradas da Lagoa foi criado há cinco anos e considerado pioneiro na área de inclusão por oferecer moradia para 927 famílias em situação de risco social, oriundas das ruas, albergues e casas de passagem, ao lado de um parque industrial, hoje com 12 fábricas implantadas que, juntas, geram 1.200 empregos diretos. Uma das condições para a instalação das indústrias nos galpões construídos pelo governo é justamente o aproveitamento da mão de obra local.
Para saber o que motivava a baixa absorção, a Sedes realizou uma pesquisa com os moradores e empresários do condomínio. `Descobrimos que cerca de 800 pessoas não tinham qualificação para trabalhar e resolvemos fazer os cursos voltados para as principais carências e para atender às demandas das empresas`, afirma a superintendente de Inclusão Social e Segurança Alimentar da Sedes, Ana Torquato.
Fonte: Agecom
08/01/08
Nesse módulo específico, a ênfase é na melhoria do perfil pessoal do profissional. `Às vezes, eles têm capacidade técnica, mas não sabem como proceder num ambiente de trabalho ou se relacionar com os colegas`, explica Rosemar Matos, instrutora do Senai. Nessa primeira etapa, entre os meses de janeiro e fevereiro, 150 moradores do condomínio, com idade entre 18 e 50 anos estão sendo capacitados, a maioria é formada por mulheres chefes de família.
Suzete Maria de Jesus viveu nas ruas de Salvador durante 30 anos, somente há cinco passou a morar em uma casa com os filhos, o sexto ainda na barriga. No parque empresarial da Lagoa, conseguiu um emprego na fábrica de móveis Tidelli, mas só manteve o trabalho por um ano porque teve dificuldades para se adequar às regras da convivência em sociedade, como ela mesmo explica: `Era difícil pra mim, não sabia me relacionar com meus colegas, com o chefe. Fui moradora de rua a maior parte da minha vida`.
Segundo Luciano Mandelli, diretor da fábrica, 70% de seus funcionários são pessoas do Conjunto Habitacional e de bairros vizinhos, sendo 1/3 de mão de obra local e 2/3 de pessoas das adjacências. `Os habitantes do Moradas da Lagoa têm problemas de adequação às regras de estruturas formais como obediência à hierarquia, normas de segurança de trabalho, além de deficiências graves em português e matemática. Com os cursos, vai haver mais oportunidades para eles`, opina Mandelli.
O programa social Moradas da Lagoa foi criado há cinco anos e considerado pioneiro na área de inclusão por oferecer moradia para 927 famílias em situação de risco social, oriundas das ruas, albergues e casas de passagem, ao lado de um parque industrial, hoje com 12 fábricas implantadas que, juntas, geram 1.200 empregos diretos. Uma das condições para a instalação das indústrias nos galpões construídos pelo governo é justamente o aproveitamento da mão de obra local.
Para saber o que motivava a baixa absorção, a Sedes realizou uma pesquisa com os moradores e empresários do condomínio. `Descobrimos que cerca de 800 pessoas não tinham qualificação para trabalhar e resolvemos fazer os cursos voltados para as principais carências e para atender às demandas das empresas`, afirma a superintendente de Inclusão Social e Segurança Alimentar da Sedes, Ana Torquato.
Fonte: Agecom
08/01/08