28/03/2008
`Qualquer que seja a decisão não haverá aumento na conta de energia`, garantiu o superintendente de regulação da Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba) José Eduardo Tanure em meio as divergentes opiniões a respeito da proposta de redução média de 14,34 % nas tarifas de energia, esplanadas durante audiência pública realizada na manhã de ontem no auditório da Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia (Ufba), no bairro da Federação. Se aprovado, o percentual negativo, proposto pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), entra em vigor a partir de 22 de abril e beneficiará 4,3 milhões unidades consumidoras.
`Haverá a redução só ainda não está definido o percentual exato, não será muito diferente da proposta inicial de 14,34%`, disse o diretor da Aneel, Edvaldo Alves de Santana. A mudança é resultado da produtividade e diminuição dos custos da distribuidora. Com saldo positivo a companhia deve repassar o ganho para a sociedade.
Não somos contra a redução, desde que ela não atrapalhe investimentos importantes`, diz Tanure, argumentando que uma parcela significativa da população não tem acesso a energia. `Para levar energia a estes lugares é necessário um investimento na ordem de 6 bilhões e a proposta da Aneel é seis vezes menor que isso (R$ 1 bilhão)`.
Entretanto, ele assegurou que mesmo havendo a diferença de R$ 5 bilhões de reais para os investimentos não haverá acréscimos para os consumidores. `O que vai acontecer é o retardamento no processo de universalização da energia, concluiremos o trabalho em um tempo maior que o esperado`. Consumidores (pequenos e grandes), ambientalistas, representantes de sindicados, de associações de moradores, dentre outros representantes da sociedade civil e também do Ministério Público compareceram ao evento que teve início ás 9 horas. `A redução deveria ser bem maior, visto que a Coelba obteve um lucro de R$ 647 milhões e tem 9 mil funcionários terceirizados`, esbravejou ao microfone, Gilberto Santana, diretor do Sindicato dos Eletricitários da Bahia (Sinergia), afirmando ainda que nos últimos 10 anos a empresa aumentou 286 % o valor da tarifa, enquanto o custo de vida do mesmo período foi de 96%.
Apesar de está previsto o debate apenas em torno da questão tarifaria, as reclamações a respeito da qualidade do serviço e o atendimento ao consumidor predominaram nas discussões. `Eu retirei vários eletrodomésticos da minha casa, o que representou uma redução significativa no valor da conta de luz, por conta disso um funcionário da Coelba esteve na minha casa investigando irregularidades no medidor, achou que eu estava roubando energia, é este tipo de funcionário que vocês escolhem para nos atender?``, questionou um consumidor ao representante da Coelba.
De acordo com Abílio Freire, coordenador jurídico da Organização de Proteção e Defesa do Consumidor (Odecom), a distribuidora é recordista em queixas, tendo superado até os bancos, antes motivo de maior insatisfação por parte da sociedade. `A maioria das reclamações é em relação aos cortes de energia, mas existem ainda outras modalidades, como a cobrança abusiva e irregular de tarifas muito altas, alegando irregularidades que não foram comprovadas`, conta ele destacando cerca de 200 processos desta natureza na Odecom. O diretor da Aneel garantiu que haverá um outro debate voltado apenas para estas questões. Durante os processos de revisão da qualidade das prestadoras de serviço a agência reguladora já aplicou uma média de 15 milhões em multas em todo o país.
Fonte: Jornal Tribuna da Bahia
Repórter: Roberta Cerqueira
Em 28/03/2008.
`Haverá a redução só ainda não está definido o percentual exato, não será muito diferente da proposta inicial de 14,34%`, disse o diretor da Aneel, Edvaldo Alves de Santana. A mudança é resultado da produtividade e diminuição dos custos da distribuidora. Com saldo positivo a companhia deve repassar o ganho para a sociedade.
Não somos contra a redução, desde que ela não atrapalhe investimentos importantes`, diz Tanure, argumentando que uma parcela significativa da população não tem acesso a energia. `Para levar energia a estes lugares é necessário um investimento na ordem de 6 bilhões e a proposta da Aneel é seis vezes menor que isso (R$ 1 bilhão)`.
Entretanto, ele assegurou que mesmo havendo a diferença de R$ 5 bilhões de reais para os investimentos não haverá acréscimos para os consumidores. `O que vai acontecer é o retardamento no processo de universalização da energia, concluiremos o trabalho em um tempo maior que o esperado`. Consumidores (pequenos e grandes), ambientalistas, representantes de sindicados, de associações de moradores, dentre outros representantes da sociedade civil e também do Ministério Público compareceram ao evento que teve início ás 9 horas. `A redução deveria ser bem maior, visto que a Coelba obteve um lucro de R$ 647 milhões e tem 9 mil funcionários terceirizados`, esbravejou ao microfone, Gilberto Santana, diretor do Sindicato dos Eletricitários da Bahia (Sinergia), afirmando ainda que nos últimos 10 anos a empresa aumentou 286 % o valor da tarifa, enquanto o custo de vida do mesmo período foi de 96%.
Apesar de está previsto o debate apenas em torno da questão tarifaria, as reclamações a respeito da qualidade do serviço e o atendimento ao consumidor predominaram nas discussões. `Eu retirei vários eletrodomésticos da minha casa, o que representou uma redução significativa no valor da conta de luz, por conta disso um funcionário da Coelba esteve na minha casa investigando irregularidades no medidor, achou que eu estava roubando energia, é este tipo de funcionário que vocês escolhem para nos atender?``, questionou um consumidor ao representante da Coelba.
De acordo com Abílio Freire, coordenador jurídico da Organização de Proteção e Defesa do Consumidor (Odecom), a distribuidora é recordista em queixas, tendo superado até os bancos, antes motivo de maior insatisfação por parte da sociedade. `A maioria das reclamações é em relação aos cortes de energia, mas existem ainda outras modalidades, como a cobrança abusiva e irregular de tarifas muito altas, alegando irregularidades que não foram comprovadas`, conta ele destacando cerca de 200 processos desta natureza na Odecom. O diretor da Aneel garantiu que haverá um outro debate voltado apenas para estas questões. Durante os processos de revisão da qualidade das prestadoras de serviço a agência reguladora já aplicou uma média de 15 milhões em multas em todo o país.
Fonte: Jornal Tribuna da Bahia
Repórter: Roberta Cerqueira
Em 28/03/2008.