25/02/2013
Com a presença do vice-governador e secretário de Infraestrutura, Otto Alencar, diretores, empresários e representantes da Coelba foi autorizada pelo governo do Estado a execução das obras de expansão e reforço do sistema necessário para o suprimento da demanda por energia elétrica da unidade fabril Frysk Industrial Ltda., em implantação no município baiano de Conde, cujo início de produção é previsto para setembro de 2013.Para atender à demanda requerida de 3,6MW, a Coelba construirá um quilômetro de linha de transmissão na tensão de 69.000 Volts, entre a subestação de Conde e a referida indústria, além de implementar alterações e adequações na própria subestação de Conde e, também, na subestação de Entre Rios, obras que representam investimentos de R$ 5,33 milhões.
A Frysk industrial, juntamente com as fazendas Bú e São Bento da Barra, também em Conde, integram um complexo produtivo controlado pela empresa Aurantiaca Agrícola, que tem como objetivo o cultivo e o beneficiamento do coco. Além da água do coco, que será engarrafada para a venda no varejo, a casca e a fibra do vegetal serão transformadas em biomantas, compostos orgânicos e briquetes (uma fonte concentrada e comprimida de material energético). Da polpa do fruto será feita a extração do óleo destinado à indústria de cosméticos e à indústria de suplementos alimentares. O subproduto dessa polpa é a farinha, uma fonte rica em fibras usada também na alimentação.
Rastreabilidade
Uma das inovações implementadas pela empresa é a numeração aplicada a cada coqueiro das fazendas, com o código de barra, uma espécie de carteira de identidade. Na colheita do coco, o homem do campo passa um leitor de código onde registra a quantidade de cocos colhidos, mensura a produtividade daquele coqueiro e envia as informações para um banco de dados. O conjunto das informações servirá para criar um mapa geral das fazendas, onde se torna possível ver quais são os coqueiros mais produtivos e quais precisam de uma atenção técnica para corrigir os problemas, a exemplo de presença de pragas ou falta de nutrientes no solo.
A tecnologia usada no campo vai servir também para conectar o produtor ao consumidor final. 'Quando você pegar nossos produtos na prateleira do supermercado vai poder ver com o celular, por meio do QR Code, a pessoa que cultivou e tomou conta daquele coco, contando um pouco da história dela, do que fazia antes do projeto e o que mudou na sua educação e na dos filhos. Vamos ter as informações completas do produto desde o cultivo até a prateleira', explica Roberto Lessa, vice presidente da empresa, , que ainda completa: 'A gente quer que o consumidor olhe para esse produto e veja que também faz parte dessa história, desse processo. Queremos ser um link entre o homem do campo e consumidor final'.
Fonte: Seinfra.
Em 25/02/2013.