01/08/2007
Após dez anos da privatização, a Companhia de Eletricidade da Bahia (Coelba) soma mais de R$3 bilhões em investimentos no sistema elétrico do estado, aplicados principalmente em obras de expansão e renovação de redes e subestações, sistemas de automação, novas ligações, além do Programa Luz para Todos. Nesse período, a empresa quase dobrou a quantidade de unidades consumidoras ligadas, passando dos 2,3 milhões de usuários, em 1997, para os atuais 4,1 milhões, em 415 municípios, e ocupa hoje a posição de maior concessionária de energia do Norte e Nordeste e terceira maior do país em número de clientes. O índice de cobertura de eletrificação é de 99,6% na área urbana e 86,4% na zona rural baiana.
Os números foram divulgados ontem, durante coletiva para a imprensa, no Restaurante Barbacoa (Avenida Tancredo Neves), exatamente uma década após a realização do leilão em que a Coelba foi arrematada por R$1,73 bilhão, pelo Grupo Neoenergia (consórcio formado pela Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil _ Previ, Banco dos Brasil Investimentos e Iberdrola). `A Bahia concentra hoje mais da metade dos clientes do Neoenergia e metade do faturamento do grupo, de R$8,2 bilhões`, destacou o presidente da Coelba, Moisés Sales.
O balanço positivo, no entanto, é contestado pelo Sindicato dos Eletricitários da Bahia (Sinergia), que condena principalmente a terceirização e o alto índice de demissões feitos pela empresa. Em uma década, o número de funcionários foi reduzido de 4.860 para cerca de 2.700, e a companhia conta atualmente com mais de sete mil trabalhadores terceirizados.
`São dez anos de desemprego, de muitos acidentes de trabalho e de um processo de terceirização descontrolado. Isso representa muita insatisfação para o movimento sindical eletricitário e para a sociedade baiana`, protesta o coordenador geral do Sinergia, Regino Marques.
Sales justificou que a maior parte dos terceirizados é da área de construção. Em relação a outros setores, como atendimento, disse que é uma tendência natural do mercado entregar a operacionalização das atividades para outras empresas. `A automação de algumas atividades gerou as demissões. A figura do operador, por exemplo, deixou de existir com a evolução da tecnologia`, declarou.
Entre os números que mostram o desempenho da Coelba, Moisés Sales apontou os investimentos antes e pós-privatização. Em 1996, o volume aplicado pela companhia foi de R$51,3 milhões. Em 1997, R$93,4 milhões, enquanto em 2006, o sistema elétrico recebeu mais de R$640 milhões, um crescimento de 685%. `Para este ano, planejamos um montante histórico: R$954 milhões`, revelou o presidente. Na área social, a companhia tem investido anualmente cerca de R$15 milhões.
A interiorização da energia elétrica tem sido um dos focos de atuação da Coelba na Bahia, estado com maior população rural do país. O Programa Luz para Todos, criado em 2004 e realizado em parceria com os governos federal e estadual, já levou energia para 173 mil novos lares, com aplicação de mais de R$790 milhões.
`Nossa meta é atingir 357 mil famílias até 2008, quando o Luz para Todos será finalizado`, informou Sales, acrescentando que, com o ritmo intenso de construção de casas na zona rural, será necessário o lançamento de um novo programa para atender às novas demandas.
Fonte: Jornal Correio da Bahia
Repórter: Adriana Patrocínio
01/08/07
Os números foram divulgados ontem, durante coletiva para a imprensa, no Restaurante Barbacoa (Avenida Tancredo Neves), exatamente uma década após a realização do leilão em que a Coelba foi arrematada por R$1,73 bilhão, pelo Grupo Neoenergia (consórcio formado pela Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil _ Previ, Banco dos Brasil Investimentos e Iberdrola). `A Bahia concentra hoje mais da metade dos clientes do Neoenergia e metade do faturamento do grupo, de R$8,2 bilhões`, destacou o presidente da Coelba, Moisés Sales.
O balanço positivo, no entanto, é contestado pelo Sindicato dos Eletricitários da Bahia (Sinergia), que condena principalmente a terceirização e o alto índice de demissões feitos pela empresa. Em uma década, o número de funcionários foi reduzido de 4.860 para cerca de 2.700, e a companhia conta atualmente com mais de sete mil trabalhadores terceirizados.
`São dez anos de desemprego, de muitos acidentes de trabalho e de um processo de terceirização descontrolado. Isso representa muita insatisfação para o movimento sindical eletricitário e para a sociedade baiana`, protesta o coordenador geral do Sinergia, Regino Marques.
Sales justificou que a maior parte dos terceirizados é da área de construção. Em relação a outros setores, como atendimento, disse que é uma tendência natural do mercado entregar a operacionalização das atividades para outras empresas. `A automação de algumas atividades gerou as demissões. A figura do operador, por exemplo, deixou de existir com a evolução da tecnologia`, declarou.
Entre os números que mostram o desempenho da Coelba, Moisés Sales apontou os investimentos antes e pós-privatização. Em 1996, o volume aplicado pela companhia foi de R$51,3 milhões. Em 1997, R$93,4 milhões, enquanto em 2006, o sistema elétrico recebeu mais de R$640 milhões, um crescimento de 685%. `Para este ano, planejamos um montante histórico: R$954 milhões`, revelou o presidente. Na área social, a companhia tem investido anualmente cerca de R$15 milhões.
A interiorização da energia elétrica tem sido um dos focos de atuação da Coelba na Bahia, estado com maior população rural do país. O Programa Luz para Todos, criado em 2004 e realizado em parceria com os governos federal e estadual, já levou energia para 173 mil novos lares, com aplicação de mais de R$790 milhões.
`Nossa meta é atingir 357 mil famílias até 2008, quando o Luz para Todos será finalizado`, informou Sales, acrescentando que, com o ritmo intenso de construção de casas na zona rural, será necessário o lançamento de um novo programa para atender às novas demandas.
Fonte: Jornal Correio da Bahia
Repórter: Adriana Patrocínio
01/08/07