21/08/2007
O agricultor e presidente da Cooperativa Agropecuária de Canudos, Uauá e Curaçá, Valdivino Rodrigues, depende do que oferece a terra do semi-árido para sobreviver e sustentar seus seis filhos.
`Nos meus 38 anos de vida, percebo que as chuvas, que eram poucas, mas regulares, entre os meses de dezembro e março, reduziram muito na região. Na última temporada, só teve uma grande chuva, em fevereiro`, disse.
A Bahia é o estado brasileiro com maior percentagem do seu território no semi-árido (62%).
Segundo dados do Ministério do Meio Ambiente, até 2050 esse número pode subir para 80%. Para evitar isso, está sendo realizado até hoje, na Fundação Luís Eduardo Magalhães (Flem), o I Seminário Internacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca.
No evento, serão traçadas as linhas de atuação do Programa de Ação Estadual de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca.
O programa será voltado para impedir o avanço do processo de desertificação principalmente no extremo oeste e na região semi-árida do nordeste da Bahia.
Outro objetivo é reverter os núcleos de arenização e desertificação, que já se encontram em municípios como Uauá, Euclides da Cunha e Alagoinhas.
`Em Canudos e Uauá, já temos lugares onde só há areia e cascalho, sem nenhuma vegetação`, informou Valdivino.
Ele destacou que várias comunidades estão sendo abandonadas. `Os moradores vão buscar melhores oportunidades nas cidades, onde também passam necessidades, por falta de emprego`, disse.
Ele espera que a partir do seminário sejam tomadas providências, como regularização fundiária, prestação de assistência técnica e construção de poços, barragens e aguadas.
Segundo o diretor-geral da Superintendência de Recursos Hídricos (SRH), Júlio Rocha, são justamente essas providências que sairão do evento.
`Para erradicar a pobreza, estamos buscando alternativas para o acesso à água, condições de melhorias econômicas, a exemplo de arranjos produtivos locais, entre outras`, afirmou.
Participam da conferência a Organização das Nações Unidas (ONU), a Organização dos Estados Americanos (OEA), os governos estadual e federal e o Sebrae, além da própria sociedade.
Fonte: Diário Oficial
21/08/07
`Nos meus 38 anos de vida, percebo que as chuvas, que eram poucas, mas regulares, entre os meses de dezembro e março, reduziram muito na região. Na última temporada, só teve uma grande chuva, em fevereiro`, disse.
A Bahia é o estado brasileiro com maior percentagem do seu território no semi-árido (62%).
Segundo dados do Ministério do Meio Ambiente, até 2050 esse número pode subir para 80%. Para evitar isso, está sendo realizado até hoje, na Fundação Luís Eduardo Magalhães (Flem), o I Seminário Internacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca.
No evento, serão traçadas as linhas de atuação do Programa de Ação Estadual de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca.
O programa será voltado para impedir o avanço do processo de desertificação principalmente no extremo oeste e na região semi-árida do nordeste da Bahia.
Outro objetivo é reverter os núcleos de arenização e desertificação, que já se encontram em municípios como Uauá, Euclides da Cunha e Alagoinhas.
`Em Canudos e Uauá, já temos lugares onde só há areia e cascalho, sem nenhuma vegetação`, informou Valdivino.
Ele destacou que várias comunidades estão sendo abandonadas. `Os moradores vão buscar melhores oportunidades nas cidades, onde também passam necessidades, por falta de emprego`, disse.
Ele espera que a partir do seminário sejam tomadas providências, como regularização fundiária, prestação de assistência técnica e construção de poços, barragens e aguadas.
Segundo o diretor-geral da Superintendência de Recursos Hídricos (SRH), Júlio Rocha, são justamente essas providências que sairão do evento.
`Para erradicar a pobreza, estamos buscando alternativas para o acesso à água, condições de melhorias econômicas, a exemplo de arranjos produtivos locais, entre outras`, afirmou.
Participam da conferência a Organização das Nações Unidas (ONU), a Organização dos Estados Americanos (OEA), os governos estadual e federal e o Sebrae, além da própria sociedade.
Fonte: Diário Oficial
21/08/07