09/10/2007
Distribuídas em 21 carretas, 300 toneladas de concentrado de urânio (U3O8) foram transportadas, nesta segunda-feira(08) , da cidade de Caetité (757 km distante da capital baiana) para o Porto de Salvador. Foi o maior volume do minério usado como combustível nuclear já reunido pelas Indústrias Nucleares do Brasil (INB) - empresa responsável pela mineração de urânio e montagem dos elementos combustíveis que abastecem as usinas nucleares de Angra 1 e 2. Da capital baiana, o concentrado do urânio segue para o Canadá e Europa - onde será enriquecido - e retorna para Resende, no Rio de Janeiro, e só então pode ser usado nas usinas de Angra como combustível.
As duas usinas respondem pelo abastecimento equivalente a 40% das necessidades de energia elétrica do Estado do Rio. A carga baiana está avaliada em R$ 70 milhões, e geraram R$ 8,5 milhões em ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviço) para o Estado da Bahia, dos quais 25% (R$ 2,125 milhões) irão para os cofres do Município de Caetité.
As 300 toneladas são resultado de oito meses de produção na mina baiana, única em operação no País. A Unidade baiana de Concentrado de Urânio (URA) atingiu, pela primeira vez, a meta de produção programada, de 360 toneladas de U3O8. O volume é suficiente para atender à demanda nacional.
Ainda assim, a INB pretende triplicar a produção de urânio até 2011 para abastecer a terceira usina do complexo de Angra, cuja retomada das obras já foi anunciada pelo governo. Também estão prometidas outras oito usinas até 2030 como parte dos novos investimentos para o setor nuclear brasileiro.
Além de incrementar a produção, a INB também pretende nacionalizar todas as etapas do ciclo do combustível. `É preciso primeiro consolidar o setor nuclear brasileiro, fechando o ciclo com conversão do urânio em gás e depois fazer o enriquecimento em escala industrial. Mais importante para o País é vender urânio com valor agregado`, comenta o presidente da INB Alfredo Tranjan Filho. O presidente se refere à longa viagem que o minério realiza até chegar à usina de Angra dos Reis e virar energia elétrica.
SEGURANÇA - A viagem do minério, ontem, foi acompanhada por viaturas da Polícia Rodoviária Federal, com equipes de segurança e proteção radiológica, conforme as Normas de Regulamentação do Transporte. O investimento em logística é calculado pela INB em cerca de R$ 600 mil. Segundo o superintendente do Ibama na Bahia, Célio Costa Pinto, o transporte foi licenciado pelo Ibama de Brasília e a operação foi comunicada à Bahia.
Cerca de três anos atrás, a INB foi proibida pelo Ibama de realizar a chamada operação casada (transporte de urânio bruto e enriquecido) porque oferecia risco para a Baía de Todos os Santos.
Agora, `o transporte está dentro dos parâmetros de licenciamento`, garante Célio Costa Pinto.
Quanto ao perigo de radioatividade do urânio, o gerente de produção em Caetité, Hilton Lima, afirma que apenas o rejeito do reator possui alta radioatividade, `mas fica confinado`, garante.
Desde 2000 quando iniciou operação em escala industrial, a fábrica de Caetité já produziu 1.668 toneladas de concentrado de urânio. Estima-se que a reserva da unidade baiana seja suficiente para os próximos 40 anos. `A produção depende do preço do mercado internacional, que precisa estar em alta para viabilizar o custo da produção`, explica o gerente de produção, Hilton Lima.
O minério de Caetité é considerado rico e com alta produtividade.
Para se ter uma idéia, a mina de Poço de Caldas (MG), que foi desativada em 1995, produzia 800 PPM (ponto por milhão), enquanto a de Caetité produz três mil PPMs. A fábrica ainda deve produzir este ano mais 80 toneladas de concentrado.
A unidade baiana emprega hoje 145 profissionais e 250 terceirizados.
O investimento inicial foi da ordem de US$ 25 milhões.
Fonte: A Tarde 09/10/07
As duas usinas respondem pelo abastecimento equivalente a 40% das necessidades de energia elétrica do Estado do Rio. A carga baiana está avaliada em R$ 70 milhões, e geraram R$ 8,5 milhões em ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviço) para o Estado da Bahia, dos quais 25% (R$ 2,125 milhões) irão para os cofres do Município de Caetité.
As 300 toneladas são resultado de oito meses de produção na mina baiana, única em operação no País. A Unidade baiana de Concentrado de Urânio (URA) atingiu, pela primeira vez, a meta de produção programada, de 360 toneladas de U3O8. O volume é suficiente para atender à demanda nacional.
Ainda assim, a INB pretende triplicar a produção de urânio até 2011 para abastecer a terceira usina do complexo de Angra, cuja retomada das obras já foi anunciada pelo governo. Também estão prometidas outras oito usinas até 2030 como parte dos novos investimentos para o setor nuclear brasileiro.
Além de incrementar a produção, a INB também pretende nacionalizar todas as etapas do ciclo do combustível. `É preciso primeiro consolidar o setor nuclear brasileiro, fechando o ciclo com conversão do urânio em gás e depois fazer o enriquecimento em escala industrial. Mais importante para o País é vender urânio com valor agregado`, comenta o presidente da INB Alfredo Tranjan Filho. O presidente se refere à longa viagem que o minério realiza até chegar à usina de Angra dos Reis e virar energia elétrica.
SEGURANÇA - A viagem do minério, ontem, foi acompanhada por viaturas da Polícia Rodoviária Federal, com equipes de segurança e proteção radiológica, conforme as Normas de Regulamentação do Transporte. O investimento em logística é calculado pela INB em cerca de R$ 600 mil. Segundo o superintendente do Ibama na Bahia, Célio Costa Pinto, o transporte foi licenciado pelo Ibama de Brasília e a operação foi comunicada à Bahia.
Cerca de três anos atrás, a INB foi proibida pelo Ibama de realizar a chamada operação casada (transporte de urânio bruto e enriquecido) porque oferecia risco para a Baía de Todos os Santos.
Agora, `o transporte está dentro dos parâmetros de licenciamento`, garante Célio Costa Pinto.
Quanto ao perigo de radioatividade do urânio, o gerente de produção em Caetité, Hilton Lima, afirma que apenas o rejeito do reator possui alta radioatividade, `mas fica confinado`, garante.
Desde 2000 quando iniciou operação em escala industrial, a fábrica de Caetité já produziu 1.668 toneladas de concentrado de urânio. Estima-se que a reserva da unidade baiana seja suficiente para os próximos 40 anos. `A produção depende do preço do mercado internacional, que precisa estar em alta para viabilizar o custo da produção`, explica o gerente de produção, Hilton Lima.
O minério de Caetité é considerado rico e com alta produtividade.
Para se ter uma idéia, a mina de Poço de Caldas (MG), que foi desativada em 1995, produzia 800 PPM (ponto por milhão), enquanto a de Caetité produz três mil PPMs. A fábrica ainda deve produzir este ano mais 80 toneladas de concentrado.
A unidade baiana emprega hoje 145 profissionais e 250 terceirizados.
O investimento inicial foi da ordem de US$ 25 milhões.
Fonte: A Tarde 09/10/07