10/12/2007
O setor de pesca da Bahia encerra o ano com investimentos totais da ordem de R$ 50 milhões da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca. Foi o Estado que mais recebeu recursos da Seap em 2007. Só na aplicação em programas desenvolvidos em parceria com a Bahia Pesca, os recursos somam, aproximadamente, R$ 30 milhões. O balanço foi antecipado pelo ministro Altemir Gregolin ao assinar na sexta-feira (7), em Salvador, mais quatro convênios com o governo baiano, no valor total de R$ 3,4 milhões. Com 77 mil toneladas anuais, a Bahia é hoje o terceiro maior produtor de pescado do país (ficando atrás apenas de Santa Catarina e Pará). O potencial produtivo do estado - com a maior extensão litorânea do país (aproximadamente, 1.100 quilômetros), três bacias hidrográficas e mais 300 barragens com potencial pesqueiro - e o alinhamento das ações federais e estaduais foram as principais razões apontadas por Gregolim para a atenção especial dispensada à Bahia em 2007.
`Esses quatros anos serão uma grande oportunidade para investir no setor de pesca e aqüicultura na Bahia, diante do interesse do governo federal para a área, juntamente com o governo estadual, que conta ainda com uma ótima infra-estrutura técnica, a exemplo da Bahia Pesca, para executar ações e políticas, além de secretarias afins, como as de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza`, disse Gregolim.
O ministro e o governador Jaques Wagner assinaram os convênios na sede da Governadoria, no Centro Administrativo. `Nunca se viu uma parceria tão intensa`, afirmou o governador Jaques Wagner, que também destacou o novo perfil da Bahia Pesca como a razão para o maior alinhamento com as ações federais.
`A visão anterior era muito restritiva e elitista, mas abrimos agora as ações para quem mais precisa da Bahia Pesca, que são os pescadores artesanais e aqüicultores familiares`. Até o final do ano, a Seap ainda firma com a empresa convênios da ordem R$ 350 mil. Um dos projetos previstos, já em licitação, beneficiará os índios pataxós da região de Santa Cruz de Cabrália.
Benefícios Os convênios firmados hoje são para quatro ações: apoio aos projetos da cadeia produtiva da pesca artesanal na Baía de Todos os Santos, elaboração de planos locais de desenvolvimento da maricultura, estruturação de terminais pesqueiros em Remanso e Sobradinho, além de ações para reforma e equipamento da Estação de Piscicultura Caiçara II, no Povoado de Vila Martias, no município de Paulo Afonso.
Os projetos de incentivo a pesca artesanal e a maricultura concentram a maior parte dos recursos: do total de R$ 3,4 milhões, R$ 2,2 milhões serão aplicados nessas ações. `Fico muito feliz pelo reconhecimento e trabalho que a Seap vem fazendo em favor da Bahia, pois temos muita água doce e salgada para criar, pescar e desenvolver projetos produtivos e nossa potencialidade, aliada a essa sinergia com o governo federal, é justamente do que a nossa gente precisa para buscar o peixe para sobreviver`, declarou Wagner.
Depois do Pará, a Bahia é hoje o estado com o maior número de pescadores artesanais oficialmente registrados: cerca de 70 mil. As estimativas do Movimento de Pescadores da Bahia (Mopeba) são de que, no estado, cerca de 500 mil pessoas sobrevivam, direta ou indiretamente, da atividade.
`Esses novos convênios atendem reivindicações da categoria que vinham sendo feitas, em vão, desde 2005`, disse a coordenadora do movimento, a marisqueira Marizélia Lopes, que desenvolve a atividade na Ilha de Maré, na Baía de Todos os Santos. `A nossa expectativa agora é que haja uma maior democratização com a participação dos pescadores no desenvolvimento dos projetos`, disse. No final da solenidade, Marizélia cumprimentou Gregolin e Wagner pela iniciativa.
Fonte: Agecom 07/12/97
`Esses quatros anos serão uma grande oportunidade para investir no setor de pesca e aqüicultura na Bahia, diante do interesse do governo federal para a área, juntamente com o governo estadual, que conta ainda com uma ótima infra-estrutura técnica, a exemplo da Bahia Pesca, para executar ações e políticas, além de secretarias afins, como as de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza`, disse Gregolim.
O ministro e o governador Jaques Wagner assinaram os convênios na sede da Governadoria, no Centro Administrativo. `Nunca se viu uma parceria tão intensa`, afirmou o governador Jaques Wagner, que também destacou o novo perfil da Bahia Pesca como a razão para o maior alinhamento com as ações federais.
`A visão anterior era muito restritiva e elitista, mas abrimos agora as ações para quem mais precisa da Bahia Pesca, que são os pescadores artesanais e aqüicultores familiares`. Até o final do ano, a Seap ainda firma com a empresa convênios da ordem R$ 350 mil. Um dos projetos previstos, já em licitação, beneficiará os índios pataxós da região de Santa Cruz de Cabrália.
Benefícios Os convênios firmados hoje são para quatro ações: apoio aos projetos da cadeia produtiva da pesca artesanal na Baía de Todos os Santos, elaboração de planos locais de desenvolvimento da maricultura, estruturação de terminais pesqueiros em Remanso e Sobradinho, além de ações para reforma e equipamento da Estação de Piscicultura Caiçara II, no Povoado de Vila Martias, no município de Paulo Afonso.
Os projetos de incentivo a pesca artesanal e a maricultura concentram a maior parte dos recursos: do total de R$ 3,4 milhões, R$ 2,2 milhões serão aplicados nessas ações. `Fico muito feliz pelo reconhecimento e trabalho que a Seap vem fazendo em favor da Bahia, pois temos muita água doce e salgada para criar, pescar e desenvolver projetos produtivos e nossa potencialidade, aliada a essa sinergia com o governo federal, é justamente do que a nossa gente precisa para buscar o peixe para sobreviver`, declarou Wagner.
Depois do Pará, a Bahia é hoje o estado com o maior número de pescadores artesanais oficialmente registrados: cerca de 70 mil. As estimativas do Movimento de Pescadores da Bahia (Mopeba) são de que, no estado, cerca de 500 mil pessoas sobrevivam, direta ou indiretamente, da atividade.
`Esses novos convênios atendem reivindicações da categoria que vinham sendo feitas, em vão, desde 2005`, disse a coordenadora do movimento, a marisqueira Marizélia Lopes, que desenvolve a atividade na Ilha de Maré, na Baía de Todos os Santos. `A nossa expectativa agora é que haja uma maior democratização com a participação dos pescadores no desenvolvimento dos projetos`, disse. No final da solenidade, Marizélia cumprimentou Gregolin e Wagner pela iniciativa.
Fonte: Agecom 07/12/97